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·8. Januar 2026

19ª rodada: empates de rivais e vitória da Inter ampliaram vantagem da líder da Serie A

Artikelbild:19ª rodada: empates de rivais e vitória da Inter ampliaram vantagem da líder da Serie A

A 19ª rodada da Serie A teve desfecho inesperado e foi muito positiva para quem já ocupava a ponta da tabela. A Inter entrou na jornada como líder, aproveitou os tropeços de Milan e Napoli contra rivais que brigam para não cair e ampliou a vantagem para três pontos. Por pouco a equipe nerazzurra não comemorou o simbólico título de inverno de maneira antecipada: o empate do Diavolo com o Genao, na bacia das almas, atrasou a festa.

Enquanto a disputa pelo scudetto ganhou novos contornos, Juventus e Roma ganharam terreno no campeonato, encostando em Milan e Napoli, aquecendo a corrida por vagas em competições europeias e, quem sabe, até mesmo acrescentando novos ingredientes na luta pelo título. A semana também foi boa para a ascendente Atalanta, que superou o Bologna em confronto direto e entrou de vez na briga pela Europa – ainda que, para tal, dependa de tropeços do sólido Como, que manteve a sexta posição. Por fim, uma curiosidade: nenhum mandante venceu na rodada, o que não ocorria desde novembro de 2014. Confira essas e outras histórias no resumo da jornada.


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Parma 0-2 Inter

Gols e assistências: Dimarco e Thuram (Barella) Tops: Dimarco e Akanji (Inter) Flops: Circati e Oristanio (Parma)

Na névoa e no frio de Parma, a Inter fez o que precisava. Venceu por 2 a 0, chegou à sexta vitória consecutiva no campeonato e abriu quatro pontos sobre o Napoli às vésperas do confronto direto em San Siro – além de três para o Milan. Para Cristian Chivu, que reencontrava o clube que havia conduzido à salvação meses antes, não houve espaço para sentimentalismo: os crociati foram competitivos dentro do possível, mas a diferença técnica apareceu com o jogo em andamento. A Beneamata controlou a partida desde o início e confirmou um momento sólido, sem derrotas na Serie A após a queda no Derby della Madonnina. Aliás, falando em clássico, faltou muito pouco para os rossoneri perderem em San Siro e entregarem, já nesta rodada, o simbólico título de campeã de inverno à rival.

O primeiro tempo foi de domínio territorial dos visitantes, com a Inter insistindo sobretudo pelo jogo aéreo e pela construção paciente. A primeira finalização perigosa veio aos 11 minutos, em cabeceio de Esposito defendido por Corvi, que logo depois voltou a aparecer em tentativa de Bisseck, antes de a bola explodir no travessão. Pela direita, Luis Henrique foi acionado com frequência – participativo, mas também vulnerável defensivamente –, e o Parma aproveitou justamente esse corredor para criar sua melhor chance: Valeri cruzou com precisão, Ondrejka finalizou de primeira, e a bola beijou a forquilha. Do outro lado, a Beneamata seguiu empilhando oportunidades, com Esposito, Lautaro e Çalhanoglu, até que o placar foi aberto por Dimarco. Quase sem ângulo pela esquerda, o ala bateu rasteiro e de direita, entre o arqueiro e a trave. A lei do ex representou alívio para uma equipe que já merecia a vantagem.

Na etapa complementar, o roteiro foi semelhante, embora o segundo gol tenha demorado a sair. A Inter criou chances claras, sobretudo com Sucic, que desperdiçou uma oportunidade a poucos metros do gol antes de dar lugar a Barella. Zielinski assumiu a organização nos minutos finais, ao passo em que Chivu administrava o desgaste em meio à maratona de jogos. O Parma de Carlos Cuesta resistiu até onde pôde, mas não ameaçou de forma consistente. Nos acréscimos, Bonny chegou a balançar a rede em seu retorno aos gramados, o que acionaria a lei do ex, mas o VAR anulou o lance por toque de mão de Thuram na origem da jogada. Poucos segundos depois, já no último lance da partida, foi o próprio camisa 9 quem apareceu para fechar o placar com o terceiro tento em três aparições contra o time da cidade em que nasceu. Sem comemoração exagerada, a líder fechou a noite com uma vitória importante no momento em que o clássico contra o Napoli bate à porta.

Milan 1-1 Genoa

Gols e assistências: Rafael Leão; Colombo (Malinovskyi) Tops: Rafael Leão (Milan) e Colombo (Genoa) Flops: Gabbia (Milan) e Stanciu (Genoa)

O empate por 1 a 1 em San Siro travou qualquer ideia de fuga da dupla de Milão e acabou beneficiando apenas quem observava de fora – a Inter. O Milan deixou dois pontos pelo caminho diante de um Genoa organizado e saiu de campo aliviado por não ter sido derrotado, já que o adversário desperdiçou um pênalti nos acréscimos. O resultado amplia uma fissura incômoda para os rossoneri, que voltam a tropeçar contra um rival da metade inferior da tabela e veem a Beneamata abrir vantagem de três pontos na tabela, enquanto os visitantes confirmam um momento de crescimento e competitividade, apesar de ainda estarem próximos da zona de descenso.

A equipe de Massimiliano Allegri começou controlando a posse e estabelecendo domínio do território, com Rafael Leão e Pulisic juntos desde o início, mas faltou contundência e poder de decisão no último terço, – em compensação, sobrou circulação horizontal e pouca agressividade para desmontar um bloco compacto. Do outro lado, o time de Daniele De Rossi ganhou confiança aos poucos, sobretudo pela atuação inteligente de Vitinha, útil na pressão sobre Modric e na capacidade de ganhar faltas e metros com a bola. O gol saiu aos 29 minutos, em jogada construída por Malinovskyi, que atraiu a marcação e encontrou Colombo livre na área para finalizar, aproveitando uma falha clara de cobertura defensiva. Detalhe: o atacante, com quatro tentos desde novembro, está emprestado aos grifoni pelos rossoneri.

A etapa final concentrou tudo o que havia sido negado antes. Após um gol anulado por toque de braço de Pulisic, Allegri mexeu na estrutura do seu time, adiantou peças e mudou o desenho tático até encontrar o empate já aos 92 minutos, quando Rafael Leão apareceu de cabeça para salvar a noite. O desfecho, porém, foi caótico: reclamação de pênalti de um lado, mas marcação do outro, após falta de Bartesaghi em Ellertsson. Então, bola parada nos pés de Stanciu. A cobrança, mal executada pelo romeno, morreu na arquibancada e encerrou uma partida que expôs limites claros dos donos da casa e reforçou a sensação de oportunidade perdida para quem saiu de Milão sem a vitória.

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Com tropeço inesperado no Genoa, o Milan viu a Inter aumentar a vantagem na ponta da tabela (Getty)

Napoli 2-2 Verona

Gols e assistências: McTominay (Lang) e Di Lorenzo (Marianucci); Frese (Niasse) e Orban (pênalti) Tops: McTominay (Napoli) e Bernede (Verona) Flops: Buongiorno (Napoli) e Montipò (Verona)

O Verona voltou a ser um adversário indigesto para o Napoli, mesmo sem ter vencido – e ter ficado perto de quebrar o tabu de quase 43 anos sem triunfos na casa do adversário pela Serie A. Não foi incômodo como em 2024-25, quando abriu uma crise logo na estreia do campeonato, nem como em 2021, quando lhe tirou a vaga na Champions League na última rodada, mas o 2 a 2 no Diego Armando Maradona deixou marcas reais e obriga o time de Antonio Conte a se apresentar em San Siro a quatro pontos da Inter. O jogo foi carregado de tensão, enquanto o empate foi construído mais na base do orgulho do que do jogo, depois de uma longa fase em que os azzurri se mostraram fora de rotação e à mercê de um plano muito bem executado pelo Hellas.

O time de Paolo Zanetti armou um 5-3-2 compacto e com linhas baixas, dosou energias e puniu os erros dos rivais. O Napoli não encontrou ritmo por quase uma hora, à exceção do chute de Elmas defendido por Montipò logo aos 8 minutos. Aos 16, o Verona já mostrava mais atrevimento do que o esperado e abriu o placar quando Frese apareceu na área para completar de letra o cruzamento de Niasse. Na casa dos 26, veio o segundo golpe: após longa checagem do VAR, Orban converteu o pênalti marcado por toque de mão de Buongiorno. Até o intervalo, o Hellas sustentou sua vantagem com autoridade e garra, ao passo que a produção ofensiva do Napoli foi mínima – um arremate de McTominay, bloqueado, resumiu a escassez de criação.

O segundo tempo foi de pressão mandante. Logo aos 54, em cobrança de escanteio, McTominay subiu livre para aproveitar o erro de Montipò, empatar e recolocar o Napoli na partida. A virada parecia se encaminhar quando Højlund marcou, mas o VAR identificou toque de mão do dinamarquês e o tento foi invalidado – logo depois, outro gol de McTominay foi anulado por impedimento de Rrahmani. Os azzurri absorveram os golpes e reagiram: aos 82 minutos, Di Lorenzo apareceu como atacante no cruzamento de Marianucci e, concluindo ante um arqueiro mal posicionado, garantiu o empate. Os minutos finais foram caóticos, com sete de acréscimos, contra-ataques perigosos do Verona (um deles, clamorosamente desperdiçado pelo brasileiro Giovane) e o Maradona empurrando os partenopei até o último lance. O apito final não decidiu o campeonato, mas pesa, e muito, na semana que leva o Napoli a Milão.

Sassuolo 0-3 Juventus

Gols e assistências: Muharemovic (contra), Miretti (David) e David Tops: David e Rrahmani (Juventus) Flops: Muharemovic e Idzes (Sassuolo)

A Juventus cumpriu com a sua obrigação em Reggio Emilia, venceu o Sassuolo por 3 a 0 e manteve o passo na disputa pelo quarto lugar com a Roma. A missão não foi tão simples quanto o placar sugere, mas acabou facilitada por dois momentos-chave: o gol contra de Muharemovic ainda no primeiro tempo e a sequência decisiva de David na etapa final, com assistência para Miretti e bola na rede em intervalo de poucos segundos. Depois do empate com o Lecce, o resultado aliviou a pressão sobre o time de Luciano Spalletti, enquanto os neroverdi puderam lamentar sua ineficiência ofensiva e os erros crassos na retaguarda.

Com as ausências de Conceição e Kelly, Spalletti manteve Koopmeiners na linha defensiva e deu uma chance a Miretti como meia mais adiantado. Do outro lado, Fabio Grosso, em sua 400ª partida como treinador e pela primeira vez enfrentando a Juventus como ex, apostou em Iannoni para conter as investidas de Cambiaso e confirmou Koné no meio-campo. O jogo se concentrou inicialmente pelo lado esquerdo do ataque bianconero, com Yildiz e Cambiaso acionados com frequência, enquanto o Sassuolo buscava equilíbrio no centro. Aos 16 minutos, a partida foi destravada de forma fortuita: Kalulu avançou pela direita, cruzou e viu Muharemovic, ex-bianconero, desviar de cabeça contra o próprio gol, com Muric já fora da jogada.

A vantagem não transformou a Juventus em dominante na partida de forma imediata. O time roubou bolas no campo adversário, mas produziu pouco – Yildiz finalizou no alvo, mas parado por Muric. Do outro lado, o Sassuolo conseguiu se reorganizar apesar da saída de Thorstvedt ainda no primeiro tempo. Na volta do intervalo, o roteiro se manteve até que David assumiu o protagonismo: aos 62 minutos, fez bem o pivô e lançou Miretti em profundidade para o segundo gol; pouco depois, aproveitou um recuo errado de Idzes para marcar o terceiro. O canadense foi festejado por todo o grupo, inclusive por Spalletti, que lhe deu confiança mesmo após o bizarro erro em cobrança de pênalti contra o Lecce, na 18ª rodada. Com a partida definida, a Vecchia Signora administrou o ritmo, Di Gregorio interveio nas poucas tentativas finais dos donos da casa, e o apito final selou um triunfo sólido e suficiente para manter os bianconeri fortes na briga por vaga na Champions League.

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O Napoli tropeçou no Verona e ficou mais longe da Inter antes do confronto direto pelo título (Getty)

Bologna 0-2 Atalanta

Gols e assistências: Krstovic (De Ketelaere) e Krstovic (De Roon) Tops: Krstovic e De Ketelaere (Atalanta) Flops: Dallinga e Vitík (Bologna)

No Renato Dall’Ara, a Atalanta confirmou o bom momento, venceu o Bologna e avançou para a sétima posição da tabela, mandando o adversário da semana para a oitava. O triunfo no confronto direto por vagas em competições europeias teve um claro protagonista: Krstovic, titular após o desfalque inesperado de Scammaca por edema muscular. O atacante montenegrino marcou duas vezes, chegou à segunda doppietta na temporada e foi o motor de uma atuação segura da equipe de Raffaele Palladino, que soma cinco vitórias nas últimas seis rodadas. Do lado oposto, o time de Vincenzo Italiano prolongou a fase negativa: seis jogos sem vencer, terceira derrota em casa nas quatro partidas mais recentes e uma noite em que só esboçou reação quando o prejuízo já estava instalado.

O início foi todo da Atalanta, com pressão alta, posse controlada e circulação rápida. Logo aos 4 minutos, Éderson esteve perto de abrir o placar de letra, após passe de Zalewski no seu contrapé, e levou perigo. O Bologna teve dificuldade para proteger o meio-campo, ofereceu espaço entre linhas e demorou a ajustar o posicionamento. A resposta veio apenas aos 17, quando Cambiaghi cruzou e Dallinga finalizou por cima, desperdiçando uma das poucas chegadas do primeiro tempo – e escrevendo o prelúdio de sua péssima atuação. A Dea seguiu mais consistente, ameaçou na bola parada e, aos 36, transformou superioridade em vantagem: De Ketelaere articulou pela direita e serviu Krstovic, que finalizou com simplicidade diante de Ravaglia para fazer 1 a 0, encerrando um jejum que vinha desde setembro. Antes, o montenegrino perdera uma chance inacreditável cara a cara com o arqueiro.

Na segunda etapa, o Bologna tentou mudar o cenário, mas sem conseguir alterar o controle do jogo. A entrada de Rowe deu algum fôlego inicial, mas o inglês foi neutralizado por Carnesecchi quando ficou cara a cara com o goleiro. A Atalanta baixou o ritmo, administrou espaços e esperou o erro do rival. Ele veio aos 60 minutos, quando o meio-campo rossoblù voltou a oferecer liberdade aos visitantes: Krstovic recebeu no meio da zaga, ganhou tempo diante da marcação e finalizou para fazer o segundo. Italiano lançou mão de novas trocas, buscou presença de área com Immobile e mais mobilidade com Moro e Castro, mas a reação não passou disso. A Dea fechou a partida sem sustos, confirmando seu momento ascendente com Palladino e se colocando como postulante a uma vaga em torneios continentais. Já o time emiliano saiu de campo com mais perguntas do que respostas.

Lazio 2-2 Fiorentina

Gols e assistências: Cataldi (Vecino) e Pedro (pênalti); Gosens (Fagioli) e Gudmundsson (pênalti) Tops: Cataldi (Lazio) e Fagioli (Fiorentina) Flops: Isaksen (Lazio) e Comuzzo (Fiorentina)

Lazio e Fiorentina empataram por 2 a 2 no Olímpico em um jogo resolvido nos detalhes e incendiado nos minutos finais. Depois de um primeiro tempo sem gols, mas com domínio territorial dos donos da casa, a partida ganhou outra cara na etapa complementar, com quatro tentos e dois pênaltis que definiram o placar. O resultado frustra os biancocelesti, que buscaram a vitória até o fim, e ao mesmo tempo serve parcialmente aos visitantes, que ao menos deixam a última posição da tabela antes da sequência decisiva do calendário. Poderia ter sido melhor, já que o triunfo estava nas mãos da Viola.

A equipe de Maurizio Sarri foi mais aguda desde o início, mesmo com a necessidade de reorganizar o time pelas ausências de Marusic e Noslin – o treinador deslocou Lazzari para a lateral direita e testou Cancellieri como referência ofensiva. As melhores ações do primeiro tempo foram dos mandantes: Basic exigiu boa defesa de De Gea logo aos 14 minutos, Isaksen desperdiçou uma chance clara pouco depois e Gila quase marcou em duas jogadas seguidas, ambas neutralizadas (por Fagioli e Mandragora); em seguida, o espanhol foi puxado por Pongracic, mas Simone Sozza e seus auxiliares não marcaram pênalti. Do outro lado, o conjunto de Paolo Vanoli resistiu, apostou em transições e contou com um pouco de sorte em um desvio que quase favoreceu Piccoli. O intervalo chegou com 0 a 0 e sensação de superioridade local, mas sem tradução no placar.

O jogo se abriu de vez após o descanso. Aos 52, Cataldi, ex-jogador da Viola, iniciou a jogada de forma primorosa, tabelou com Vecino e finalizou de esquerda para vencer De Gea. A resposta foi imediata: quatro minutos depois, Gosens apareceu bem servido por Fagioli, o melhor em campo, e empatou em chute preciso, recolocando os visitantes na partida. O confronto ficou tenso, físico e picotado, com chances dos dois lados, até o desfecho dramático. Aos 89, após revisão do VAR, Sozza marcou pênalti para o time toscano em contato entre Gila e Gudmundsson, que converteu com emoção (Provedel quase defendeu) e virou o jogo. Já nos acréscimos, outra penalidade, agora para os mandantes, por falta tola de Comuzzo em Zaccagni: Pedro assumiu a cobrança minutos e decretou o 2 a 2. Um empate que não satisfaz plenamente ninguém, mas resume uma noite de emoções concentradas no último respiro. Especialmente para Guendouzi, que se despediu dos celestes para jogar no Fenerbahçe.

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Volta por cima? Após atuações bisonhas e pênalti desperdiçado, David se destacou na vitória da Juventus sobre o Sassuolo (Getty)

Lecce 0-2 Roma

Gols e assistências: Ferguson (Dybala) e Dovbyk (Pisilli) Tops: Ziolkowski e Ferguson (Roma) Flops: Gaspar e Pierotti (Lecce)

Superando o estado de emergência, a Roma reagiu em Lecce. Após a derrota em Bérgamo, a equipe de Gian Piero Gasperini venceu fora de casa, chegou aos 36 pontos e seguiu empatado com a Juventus na quarta colocação. Em uma partida intensa e bem jogada, os visitantes decidiram com um gol em cada tempo, ambos de atacantes que vinham sendo criticados – inclusive pelo técnico: Ferguson abriu o placar ainda na etapa inicial, e Dovbyk confirmou a vitória na etapa final, mesmo voltando a sentir a coxa pouco depois de marcar e voltando ao estaleiro. Ao time da casa restaram os arrependimentos, sobretudo pela chance desperdiçada por Pierotti que poderia ter mudado o andamento do jogo.

Com apenas 13 jogadores de linha disponíveis e a ausência de última hora de Soulé, Gasperini reorganizou o time: Cristante atuou como meia mais avançado, El Shaarawy foi deslocado para a ala esquerda e a Roma encontrou o gol aos 14 minutos, na primeira ação bem construída da partida. Dybala, acionado por Cristante entre as linhas, serviu Ferguson, que dominou na entrada da área e finalizou de primeira, surpreendendo Falcone. Em vantagem, a Roma controlou o jogo, limitou as investidas do Lecce – que não finalizou no primeiro tempo – e manteve um jogo vertical, sempre orbitando ao redor de La Joya. Antes do intervalo, Pisilli teve um tento anulado por impedimento e Ferguson voltou a levar perigo em chute defendido com os pés pelo goleiro adversário.

No segundo tempo, o Lecce tentou subir linhas e encontrou sua grande oportunidade após erro de Koné no meio-campo, mas Pierotti desperdiçou, sozinho, o cruzamento preciso de N’Dri. A defesa improvisada da Roma, com Ghilardi, Ziolkowski e Çelik, seguiu atenta, e Gasperini respondeu com as entradas de Tsimikas e Dovbyk. Quando a pressão dos donos da casa aumentava, a Roma foi eficiente novamente: aos 71 minutos, em chute em diagonal efetuado por Pisilli, Dovbyk desviou na pequena área e encerrou um jejum que durava desde outubro. O jogo terminou com Cristante sendo advertido – e se tornando mais um desfalque dos capitolinos para o próximo compromisso, com o Sassuolo –, mas com a Loba celebrando um resultado que interrompe uma sequência negativa. Nos bastidores, o clima segue quente, com o treinador insatisfeito pela falta de reforços, numa crise intensificada pela quantidade de atletas indisponíveis.

Pisa 0-3 Como

Gols e assistências: Perrone (Caqueret), Douvikas (Rodríguez) e Douvikas (pênalti) Tops: Douvikas e Perrone (Como) Flops: Coppola e Nzola (Pisa)

Em uma tarde fria em Pisa, o Como venceu com autoridade e confirmou que sua ambição europeia é mais do que discurso. O 3 a 0 no duelo ratificou quão maduro é o time lariano: sabe esperar, acelerar e castigar quando o jogo pede. Não foi um atropelo desde o início, mas foi um controle progressivo que terminou em superioridade total – e manteve a equipe de Cesc Fàbregas, dona de uma das defesas menos vazadas do campeonato, colada na zona de Champions League. A sensação é de que o salto projetado no verão será concretizado em breve, com vaga garantida em alguma competição europeia pela primeira vez na história do clube.

O Pisa escolheu um caminho claro: linhas baixas no 5-3-2, jogo reativo e a tentativa de sobreviver ao domínio territorial do adversário. Funcionou por um tempo. O Como girou a bola, empurrou o rival para trás e foi minando as energias do adversário, que se defendia e não reagia. A posse dos visitantes beirou os 75% e a diferença técnica imposta pelo ritmo dos comascos apareceu aos poucos. Os nerazzurri até chegaram a criar oportunidades com lançamentos e sobras, mas esbarraram na própria limitação ofensiva – problema crônico, evidenciado pelo pênalti desperdiçado por um displicente Nzola já no fim, e por escolhas ruins nas raras transições promissoras. O angolano, aliás, foi criticado publicamente por Alberto Gilardino e já vê fim de linha no clube. O nigeriano Durosinmi, contratado durante a semana, chegará para substituí-lo.

Quando o jogo se abriu, o Como foi cirúrgico. Perrone inaugurou o placar com um chute da entrada da área, aproveitando uma defesa desorganizada. Depois, veio o contra-ataque desenhado, com Rodríguez servindo Douvikas, que finalizou com a frieza de quem é dominante na grande área. O terceiro, nos acréscimos, saiu novamente dos pés do grego, que converteu penalidade sofrida por ele próprio e chegou a seis gols nesta Serie A. O Pisa, que até meados da segunda etapa, então equilibrara o confronto, se desfez rapidamente, como tem sido praxe nesta temporada. O carente elenco nerazzurro se esforça, mas não resiste a mais do que 60 ou 70 minutos de futebol.

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Embalada por Krstovic, a Atalanta venceu confronto direto com o Bologna e entrou de vez na briga por competições europeias (Getty)

Torino 1-2 Udinese

Gols e assistências: Casadei (Lazaro); Zaniolo (Zanoli) e Ekkelenkamp (Davis) Tops: Ekkelenkamp e Zaniolo (Udinese) Flops: Vlasic e Maripán (Torino)

Em duelo entre times que estão tranquilos no meio da tabela, a Udinese venceu o Torino e voltou a ganhar após três rodadas, freando a tentativa de continuidade dos granata depois do elástico triunfo em Verona. A partida foi dura, marcada pelo frio e por muitas dificuldades técnicas, mas acabou decidida pela maior solidez do time friulano, que soube explorar erros e administrar as fases do jogo. O gol de Casadei, no fim, ainda recolocou os mandantes na disputa, mas não houve tempo nem lucidez para completar a reação.

O primeiro tempo foi equilibrado e irregular. O Torino tentou acelerar com Njie e explorar a esquerda com Aboukhlal, criando sua melhor chance em cabeceio de Casadei defendido por Okoye. Do outro lado, Zaniolo foi o jogador mais ativo, levando perigo em finalizações e bolas paradas. Um gol de Kabasele chegou a ser confirmado em campo após escanteio, mas o VAR o anulou por toque de mão. Mesmo com o tento anulado, a Udinese cresceu com o passar dos minutos, aproveitou perdas de bola no meio e só não saiu de fato em vantagem antes do intervalo por falhas na conclusão e por intervenções de Paleari.

Na volta do descanso, o jogo se definiu. Logo aos 50 minutos, Vlasic errou na saída de bola, Ekkelenkamp interceptou e a jogada terminou com Zaniolo finalizando para abrir o placar. O Torino sentiu o golpe e passou a se expor, oferecendo espaços para os contra-ataques. Entre os visitantes, o retorno de Atta, após um mês de molho, foi uma bela notícia. E aos 82, em transição rápida iniciada justamente pelo francês, Davis serviu o elétrico Ekkelenkamp, que superou Maripán e Paleari antes de ampliar, na insistência. A resposta veio quase de imediato, com Casadei cabeceando para diminuir após cruzamento de Lazaro. Nos instantes finais, houve pressão, bolas alçadas e até o goleiro grená foi para a área friulana, mas a Udinese resistiu e levou os três pontos para casa.

Cremonese 2-2 Cagliari

Gols e assistências: Johnsen (Vardy) e Vardy (Bonazzoli); Adopo (Borrelli) e Trepy (Mazzitelli) Tops: Vardy (Cremonese) e Adopo (Cagliari) Flops: Floriani Mussolini (Cremonese) e Mina (Cagliari)

Cremonese e Cagliari empataram por 2 a 2 em um jogo que mudou de dono com o passar do tempo e terminou com sensação oposta nos dois lados. A equipe de Davide Nicola abriu vantagem cedo, explorando erros defensivos claros e contando com participação decisiva do veterano Vardy, mas não sustentou o ritmo e acabou cedendo a reação dos visitantes, que buscaram o empate aos 88 com a juventude do estreante Trepy, atacante de 19 anos lançado como última cartada. O ponto teve peso maior para os sardos, enquanto os donos da casa deixam o campo com a impressão de uma vitória desperdiçada. Ambos, porém, seguem no meio da tabela.

A partida começou favorável aos grigiorossi. Aos 4 minutos, Johnsen aproveitou falha de Mina após assistência de Vardy e abriu o placar. O controle seguiu com intensidade moderada, mas suficiente para a Cremonese ampliar aos 29, quando outro erro, desta vez de Luperto, permitiu a Bonazzoli acionar Vardy, que finalizou após indecisão de Rodríguez. O conjunto visitante teve dificuldade para reagir no primeiro tempo, apostou em tentativas isoladas de Luvumbo e só evitou um prejuízo maior graças a intervenções defensivas e à falta de precisão do adversário.

Na volta do intervalo, o panorama mudou. Fabio Pisacane mexeu na estrutura do Cagliari, lançou mais jogadores ofensivos e passou a ocupar o campo rival com frequência. Aos 51 minutos, Adopo conduziu em progressão e marcou o gol que recolocou o time na partida. A pressão aumentou com sucessivas mudanças de sistema, enquanto a equipe da casa recuava, perdia agressividade e contava com uma boa atuação do goleiro Audero. A insistência dos sardos foi premiada aos 88, quando Trepy – acionado pelo técnico na casa dos 83 – recebeu lançamento e se antecipou à marcação para assinar o empate. Ainda houve uma última chance clara dos mandantes em contra-ataque nos acréscimos, desperdiçada por Vandeputte, que selou um 2 a 2 justo pelo que cada lado produziu em tempos distintos.

Seleção da rodada

Butez (Como); Bisseck (Inter), Akanji (Inter), Djimsiti (Atalanta), Dimarco (Inter); Perrone (Como), Fagioli (Fiorentina), Ekkelenkamp (Udinese); David (Juventus), Douvikas (Como), Krstovic (Atalanta). Técnico: Raffaele Palladino (Atalanta).

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