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Calciopédia

·25. Februar 2025

26ª rodada: a Inter se valeu de má fase do Napoli e virou líder da Serie A pela primeira vez

Artikelbild:26ª rodada: a Inter se valeu de má fase do Napoli e virou líder da Serie A pela primeira vez

A 26ª rodada da Serie A prometia um refresco para os times da parte de cima da tabela, ainda mais depois da decepcionante jornada europeia para os italianos. Dos que avançaram para a fase de playoffs dos torneios continentais, apenas a Roma conseguiu se classificar para acompanhar Fiorentina, Inter e Lazio adiante, enquanto Atalanta, Juventus e Milan ficaram pelo caminho. Além disso, algumas dessas equipes precisaram dividir a atenção com a rodada da Coppa Italia, que acontecerá nesta semana, nos dias 25 e 26 de fevereiro.

Fato é que o fim de semana entregou, e muito. O Napoli, em queda livre, tropeçou novamente, agora contra o Como dos garotos Paz e Diao, e viu a Inter, atual campeã, assumir a liderança do certame pela primeira vez, devido à vitória contra o Genoa. Já são quatro jogos sem vencer para os partenopei. Ainda entre os que sorriram, a Atalanta deu uma trégua na crise entre Lookman e Gian Piero Gasperini ao golear o Empoli fora de casa. E a Juventus, após uma semana terrível, com a derrota para o PSV, engatou a quarta vitória seguida na Serie A.


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Milan e Fiorentina foram outros que se complicaram ao saírem derrotados para Torino e Verona, respectivamente. Além disso, a Viola ainda precisará lidar com o susto gerado por seu artilheiro, Kean, que saiu de campo após um choque de cabeça. Felizmente, está tudo bem com o atacante.

No Dérbi da Emília-Romanha, entre Parma e Bologna, o time do estreante Cristian Chivu acabou com a invencibilidade de 10 jogos – somando todas as competições – do rival. E em Lecce, o artilheiro da Udinese, Lucca, gerou uma situação para lá de constrangedora ao tomar a bola de seu companheiro na cobrança de pênalti e, apesar de marcar o gol da vitória, ir comemorar sozinho e ser substituído em seguida, por conta da atitude no mínimo descabida.

Com a Inter na liderança com 57 pontos, seguida por Napoli (56), Atalanta (54) e Juventus um pouco mais atrás, com 49, a briga pelo scudetto e por vagas no G4 segue aberta. A Lazio vem logo depois, com 47, cinco a mais que a Fiorentina. Milan e Bologna aparecem empatados, ambos com 41. A novidade no pelotão é a Roma, que encostou, com 40.

Na zona da degola, temos novo integrante: em profunda crise e sem vitórias há 11 rodadas, o Empoli é o novo 18º colocado, dois pontos atrás do Parma, que se tornou o primeiro time fora desse grupo com o triunfo no clássico. Completam o Z3 o Venezia (17) e o Monza, que segue na lanterna, com apenas 14. Confira tudo isso no resumo da jornada.

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Inter 1-0 Genoa

Gol e assistência: Lautaro (Çalhanoglu) Tops: Lautaro e J. Martínez (Inter) Flops: Masini e Sabelli (Genoa)

A Inter, merecidamente, está de volta ao topo – o que ainda não havia ocorrido na atual Serie A. Com um gol de Lautaro no segundo tempo, os nerazzurri venceram o Genoa por 1 a 0 e assumiram a liderança, ultrapassando o Napoli. Foi uma vitória suada, contra um adversário organizado e que soube resistir por boa parte do jogo. No fim, porém, prevaleceu o talento do capitão interista, que contou com um leve desvio de Masini para garantir os três pontos.

O jogo começou truncado, com a Inter tendo dificuldades para criar e o Genoa marcando bem. Simone Inzaghi escalou força máxima, sem pensar no duelo contra o Napoli, na próxima semana, mas o time parecia sem criatividade. No primeiro tempo, as chances foram escassas, e o lance mais marcante acabou sendo um desentendimento entre Correa e o treinador. Escalado no lugar de Thuram, desfalque da noite, o argentino sentiu uma lesão, mas o técnico preferiu não queimar uma substituição antes do intervalo, deixando a equipe praticamente com um a menos nos minutos finais.

Na segunda etapa, o Genoa voltou melhor e quase surpreendeu: Miretti teve uma grande chance, mas Acerbi salvou com um desarme preciso. A Inter respondeu com Taremi, Pavard e Barella, que carimbou o travessão com um chutaço. Mas foi só aos 78 minutos que o gol saiu: Çalhanoglu cobrou escanteio e Lautaro subiu bem para cabecear, contando com um desvio providencial de Masini para enganar o goleiro Leali.

Depois do gol, a Inter finalmente se soltou e criou mais chances em cinco minutos do que em todo o jogo. O goleiro do Genoa ainda evitou o segundo gol com boas defesas em tentativas de Taremi e Lautaro. Por outro lado, já era tarde para os visitantes tentarem a reação. No fim, a Inter conseguiu o que precisava: uma vitória difícil, mas essencial para chegar com moral ao confronto direto contra o Napoli.

Como 2-1 Napoli

Gols e assistências: Rrahmani (contra) e Diao (Paz); Raspadori Tops: Diao e Paz (Como) Flops: Rrahmani e Lukaku (Napoli)

O Napoli afunda ainda mais na crise. A derrota por 2 a 1 para o Como não só deixa os azzurri atrás da Inter na tabela, mas também escancara as dificuldades do time de Antonio Conte. Depois de três empates seguidos, a equipe napolitana voltou a tropeçar, dessa vez diante de um adversário organizado, comandado por Cesc Fàbregas. Um gol contra bizarro de Rrahmani e um tento decisivo de Diao puniram um Napoli sem brilho, que chegou a empatar com Raspadori, mas não teve forças para reagir na segunda etapa.

Os primeiros 45 foram equilibrados, com o Napoli dominando fisicamente o meio-campo e tentando impor sua superioridade técnica. No entanto, um erro defensivo grotesco, logo aos 7, colocou os visitantes em desvantagem. Em uma tentativa de recuo para Meret, Rrahmani calculou mal a posição do goleiro e acabou mandando a bola direto para o próprio gol. O empate veio 10 minutos depois, também em um erro defensivo, quando Kempf se atrapalhou e permitiu que Raspadori aproveitasse a falha para marcar. Apesar da reação parcial, o time visitante não conseguiu transformar o controle do meio-campo em chances reais de gol.

No segundo tempo, o Como voltou mais organizado e tomou conta do jogo. As substituições de Fàbregas foram certeiras, especialmente a entrada de um centroavante de ofício, que ajudou a desafogar a equipe. Já Conte tentou responder com Anguissa, mas o volante, ciente da possibilidade de suspensão para o jogo contra a Inter, evitou entradas mais agressivas e pouco contribuiu – de nada adiantou, pois o camaronês se lesionou horas após a partida e se juntou a David Neres na lista de desfalques dos partenopei. O gol da vitória dos donos da casa saiu aos 65 minutos, com Diao, que segue em grande fase. O atacante aproveitou uma jogada bem trabalhada pelo meio e bateu cruzado, sem chances para Meret.

A reta final da partida foi de desespero para o Napoli, que tentou pressionar, mas sem coordenação ou criatividade. Lukaku, isolado na frente, pouco participou do jogo, enquanto Politano e Spinazzola não encontraram espaços pelas pontas. Do outro lado, o Como se fechou bem e ainda teve chances de ampliar em contra-ataques, mas soube segurar o resultado e garantir uma vitória histórica.

Com o tropeço, o Napoli agora se vê pressionado na briga pelo título. A Inter assumiu a liderança e, com o confronto direto no próximo fim de semana, o time de Conte precisará reencontrar seu melhor futebol para não se distanciar ainda mais. O desempenho irregular, a falta de criatividade e os erros defensivos frequentes preocupam os napolitanos, que começam a questionar se a equipe tem realmente forças para competir pelo scudetto até o fim da temporada.

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Em queda livre, o Napoli de Conte foi derrotado pelo Como, perdeu a liderança e precisará reagir justamente no confronto direto com a Inter (Getty)

Empoli 0-5 Atalanta

Gols e assistências: Gyasi (contra), Retegui (Djimsiti), Lookman (Retegui), Lookman (De Roon) e Zappacosta (Pasalic) Tops: Lookman e Retegui (Atalanta) Flops: Gyasi e Goglichidze (Empoli)

A Atalanta atropelou o Empoli fora de casa com uma goleada por 5 a 0 e se colocou de vez na briga pelo título da Serie A. A equipe de Gian Piero Gasperini abriu o placar aos 27 minutos, com um gol contra de Gyasi, após cruzamento de Zappacosta. Pouco depois, Retegui ampliou ao completar de cabeça um desvio de Djimsiti em cobrança de escanteio. Antes do intervalo, Lookman fez o terceiro ao receber assistência de Retegui, driblar Silvestri e empurrar para o gol vazio, encerrando um primeiro tempo de domínio absoluto da Dea.

Na volta do intervalo, Lookman seguiu inspirado e marcou o quarto gol com um belo chute cruzado aos 55 minutos, deixando o goleiro Silvestri sem reação. O Empoli, já abatido, pouco conseguiu fazer para reagir, e a Atalanta aproveitou para transformar a vitória em goleada com um golaço de Zappacosta aos 74, após driblar dois marcadores e finalizar com precisão. No fim, o jovem Campaniello, de apenas 16 anos, quase anotou um tento memorável em sua estreia pelo Empoli, mas seu chute saiu muito alto.

Com o resultado, a Atalanta chega a três pontos da líder Inter e a dois do Napoli, colocando-se como um forte candidato ao título. Gasperini, no entanto, vive um clima de incerteza no clube, já que sua renovação de contrato ainda é uma incógnita. Pouco depois de criticar Lookman de forma pesada e deixar mais turbulento um ambiente já estremecido pela eliminação na Champions League, o treinador afirmou que não permanecerá após o fim do vínculo, em 2026. Apesar disso, a equipe mostra um futebol consistente e agora se prepara para enfrentar o Venezia em casa no próximo jogo, com a possibilidade de encurtar ainda mais a distância para o topo da tabela.

Já o Empoli segue afundado em crise, sem vencer desde dezembro e acumulando três derrotas consecutivas – no total, não vence há 11 rodadas. Depois de um bom início de campeonato, o técnico Roberto D’Aversa tem enfrentado, sem sucesso, um desafio enorme para recuperar o time, que adentrou a zona de rebaixamento e vive um momento muito perigoso na temporada. Com um elenco limitado e sem confiança, os toscanos precisarão de mudanças urgentes para evitarem uma luta desesperada contra a queda.

Cagliari 0-1 Juventus

Gol: Vlahovic Tops: Vlahovic e Yildiz (Juventus) Flops: Mina e Adopo (Cagliari)

A Juventus conquistou uma vitória importante ao bater o Cagliari por 1 a 0 fora de casa, garantindo sua quarta vitória consecutiva na Serie A e se isolando na quarta posição. O único gol do jogo saiu cedo, aos 12 minutos, quando Mina errou na saída de bola e entregou a posse para Vlahovic, que não desperdiçou: driblou Caprile com categoria e finalizou para o fundo das redes. A vantagem inicial dava a impressão de uma noite tranquila para os bianconeri, mas o time de Thiago Motta precisou sofrer até o último minuto para segurar o resultado.

No restante do primeiro tempo, a Juve teve chances para ampliar, principalmente com Yildiz e Conceição, mas Caprile apareceu como grande destaque do Cagliari, evitando um placar mais elástico. Os donos da casa, por outro lado, tinham dificuldades na saída de bola e cometiam erros na construção das jogadas, permitindo que os visitantes pressionassem com facilidade. Mesmo assim, a o time de Davide Nicola tentou responder e chegou perto do empate com um chute de Zortea e uma cabeçada perigosa de Luperto.

O segundo tempo trouxe uma nova dinâmica, com o Cagliari crescendo e pressionando mais. Nicola colocou Luvumbo, que voltava de lesão, e o atacante angolano deu novo fôlego à equipe, forçando Weah a cometer uma falta perigosa que lhe rendeu um cartão amarelo. O técnico do Cagliari seguiu buscando o empate, alterando o esquema para um 4-4-2 mais ofensivo. Em resposta, Thiago Motta fez mudanças para reforçar o meio-campo, lançando Douglas Luiz e Kolo Muani, mas a Juventus continuava com dificuldades para manter o controle do jogo.

Além da tensão pelo resultado apertado, a Juve teve outra preocupação na partida: os problemas físicos. Thiago Motta foi obrigado a substituir Cambiaso e Douglas Luiz, ambos saindo por lesão. Enquanto o lateral parece ter sofrido um problema muscular, o meia deixou o campo após um forte pisão, em mais um revés físico na temporada para o brasileiro. As condições dos dois jogadores serão avaliadas nos próximos dias, mas já se sabe que o atleta da Seleção só retorna na 30ª rodada.

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Apesar do ambiente turbulento em Bérgamo, Lookman foi destaque na goleada da Atalanta sobre o Empoli (Getty)

Roma 4-0 Monza

Gols e assistências: Saelemaekers (Shomurodov), Shomurodov (Soulé), Angeliño (Cristante) e Cristante (Dybala) Tops: Cristante e Shomurodov (Roma) Flops: Kyriakopoulos e Pedro Pereira (Monza)

A Roma segue embalada: chegou a 10 jogos invicta na Serie A e confirmou sua grande fase com uma vitória incontestável sobre o Monza, por 4 a 0 no estádio Olímpico. Com muito talento num ataque liderado por Baldanzi, Soulé e Saelemaekers, a equipe de Claudio Ranieri não teve dificuldades para dominar a partida desde o início. O primeiro gol saiu logo aos 10 minutos, com um belo chute do belga, no canto oposto de Turati. O lanterna, que entrou em campo muito desfalcado, não conseguiu reagir e viu a Loba ampliar aos 32, quando Soulé cruzou com perfeição para Shomurodov cabecear e marcar o segundo.

Na segunda etapa, Alessandro Nesta tentou mudar o panorama do jogo com substituições ofensivas, mas a Roma manteve seu domínio absoluto. Baldanzi quase fez o terceiro em uma jogada individual, antes de ser substituído por Dybala, que incendiou ainda mais o jogo. Com o Monza cada vez mais acuado, Angeliño aproveitou uma assistência de Cristante para soltar um chute rasteiro e ampliar para 3 a 0, aos 73 minutos. Já no final, o volante transformou a vitória em goleada com um belo gol de cabeça, após escanteio cobrado por Dybala.

O resultado mantém a invencibilidade da Roma em 2025, chegando ao décimo jogo consecutivo sem derrota, com sete vitórias e três empates nesse período. Com a ascensão na tabela, a equipe agora está a apenas um ponto de Bologna e Milan, que ainda têm um jogo a menos, e a dois da Fiorentina, entrando de vez na briga por uma vaga nas competições europeias. A torcida, que até dezembro parecia desmotivada, voltou a se empolgar com o time e fez festa nas arquibancadas.

Já o Monza afunda ainda mais na crise, permanecendo na lanterna da Serie A e sem apresentar sinais de recuperação. Com um elenco limitado e cheio de desfalques, o time de Nesta não consegue reagir e precisa urgentemente de mudanças para evitar um retorno à segunda divisão. Enquanto isso, a Roma continua sua escalada na tabela e segue como uma das equipes mais fortes do campeonato no momento.

Torino 2-1 Milan

Gols e assistências: Thiaw (contra) e Gineitis (Sanabria); Reijnders Tops: Milinkovic-Savic e Gineitis (Torino) Flops: Maignan e Thiaw (Milan)

A fase do Milan não anda nada boa, e a derrota para o Torino só confirmou isso. Depois da eliminação na Champions League, o time do já contestado Sérgio Conceição viu mais um resultado escapar pelas mãos – ou melhor, pelos pés. Logo no início, uma trapalhada entre Maignan e Thiaw resultou num gol contra surreal, digno dos melhores momentos dos Trapalhões. Depois, quando parecia que as coisas iam melhorar, Pulisic perdeu um pênalti, parando no gigante Milinkovic-Savic. Ainda assim, Reijnders conseguiu empatar no segundo tempo, mas a alegria durou pouco: dois minutos depois, Gineitis apareceu livre na área e garantiu a vitória grená.

O Torino soube aproveitar os erros adversários e contou com uma atuação monstruosa de Milinkovic-Savic no gol. O goleiro foi um verdadeiro paredão, segurando tudo que passou pela sua área. Entre defesas improváveis e intervenções decisivas, ele levou a melhor no duelo particular contra Maignan, que, por sua vez, vive um momento de pesadelo. No lance do primeiro gol, o francês tentou afastar a bola e acabou chutando no próprio companheiro, gerando um lance bizarro.

No ataque, o Milan até tentou reagir. Conceição mexeu na equipe, apostando em uma formação mais ofensiva no segundo tempo. O time pressionou, criou chances e até acertou a trave com João Félix, mas não conseguiu superar a muralha sérvia. O Torino, por sua vez, soube sofrer e matar o jogo no momento certo. Sanabria, esperto, bateu rápido uma falta e encontrou Gineitis sozinho para decretar o 2 a 1.

Com a derrota, os rossoneri estacionaram nos 41 pontos e viram a briga pelo G4 ficar ainda mais complicada. A torcida não perdoou, cobrando atitude no fim do jogo. Já os torcedores grenás, em festa, viram um time valente que, com a vitória, chegou a 31 pontos e afastou um pouco mais qualquer risco de queda. O Milan, por outro lado, segue sua via-crúcis em uma temporada que já parece longa demais.

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Ao menos neste fim de semana, Vlahovic ganhou a disputa particular com Kolo Muani e garantiu o triunfo da Juve (imago/IPA)

Venezia 0-0 Lazio

Tops: Zerbin e Idzes (Venezia) Flops: Dia e Noslin (Lazio)

A Lazio chegou a Veneza com uma missão simples: vencer para se manter firme no G4. Mas, no final das contas, saiu com um empate sem sal e uma dose extra de frustração. O jogo teve um momento-chave que poderia ter mudado tudo: Dia recebeu um passe açucarado de Zaccagni, ficou cara a cara com o gol e, inacreditavelmente, mandou a bola para as nuvens. Foi o tipo de erro que faz um treinador arrancar os cabelos. Fora isso, os visitantes se embolaram no meio-campo congestionado do Venezia, que armou uma barreira quase intransponível.

Na volta do intervalo, o cenário não mudou muito. A Lazio seguiu sem criatividade, tropeçando nas próprias limitações, enquanto os donos da casa, antes retraídos, começaram a esboçar coragem. Isaksen tentou resolver em um chute forte, mas Radu estava ligado. Do outro lado, Maric quase marcou de cabeça, Oristanio arriscou de longe e Busio, mesmo sem força no arremate, incomodou.

Marco Baroni bem que tentou mexer os pauzinhos, colocando Pedro, Lazzari e Tchaouna para dar um gás no time. Só que nada fez a equipe deslanchar. Enquanto isso, Eusebio Di Francesco apostou na juventude de Yeboah, Fila e Busio, o que deu um pouco mais de ousadia ao Venezia nos minutos finais. Ainda assim, ninguém conseguiu tirar o zero do placar.

No fim, o empate serviu mais aos mandantes, que saíram satisfeitos com a firmeza defensiva. Para os romanos, ficou um gosto amargo e um alerta piscando: com esse tropeço, a Juventus lhe tomou a frente na briga pelo quarto lugar. Um jogo que tinha tudo para representar um passo à frente acabou virando uma oportunidade jogada fora para a Lazio.

Verona 1-0 Fiorentina

Gol: Bernede Tops: Bernede e Coppola (Verona) Flops: Pablo Marí e Richardson (Fiorentina)

A derrota da Fiorentina por 1 a 0 para o Verona foi marcada não apenas pelo resultado negativo, mas também pela lesão de Kean. O atacante sofreu um choque violento com Dawidowicz e precisou deixar o gramado de ambulância, gerando grande apreensão devido ao histórico recente em Florença. O zagueiro do Hellas subiu para disputar a bola e, ao cair, atingiu o rosto do italiano, causando um corte profundo no supercílio. Apesar da gravidade do lance, o árbitro Marco Di Bello não marcou falta, o que gerou revolta dos jogadores e da comissão técnica da Viola.

Kean chegou a receber atendimento e tentou voltar ao jogo, mas minutos depois passou mal e caiu no gramado novamente. A cena de sua retirada sob aplausos da torcida deixou um clima pesado no estádio, e a Fiorentina perdeu completamente a organização em campo. Raffaele Palladino tentou reorganizar a equipe com a entrada de Richardson, mas sem sucesso. O time ficou ainda mais previsível e teve enorme dificuldade para criar chances de perigo, enquanto o Verona aproveitou o momento para crescer na partida.

A pressão do Hellas foi recompensada no último lance do jogo, quando Bernede, após uma jogada confusa dentro da área, marcou o gol da vitória. O resultado aproximou o Verona da permanência na Serie A e afundou ainda mais a Fiorentina, que agora soma três derrotas seguidas e vê sua vaga em competições europeias ameaçada. Mais do que a crise técnica, o time agora precisa lidar com a ausência de Kean, que vinha sendo um dos poucos pontos positivos da equipe nas últimas rodadas. O atacante retornará aos gramados na 28ª rodada, mas em que condições?

Com a fase ruim e a perda momentânea de uma peça fundamental, a Viola entra em um momento crítico da temporada. Sem um sistema de jogo eficiente e demonstrando pouca intensidade em campo, a equipe de Palladino precisa reagir rapidamente. Caso contrário, além de desperdiçar a chance de garantir um lugar na próxima edição da Conference ou da Europa League, o time pode ver sua temporada terminar de forma melancólica, sem um objetivo para alcançar.

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Em ascensão, a Roma voltou a brigar por vagas em torneios europeus (LaPresse)

Parma 2-0 Bologna

Gols e assistências: Bonny (pênalti) e Sohm (Man) Tops: Bonny e Sohm (Parma) Flops: Beukema e Moro (Bologna)

No dérbi emiliano, o Parma viveu uma noite de redenção sob o comando de Cristian Chivu, que, em sua estreia como técnico, em substituição a Fabio Pecchia, viu sua equipe bater o rival Bologna por 2 a 0 e conquistar a primeira vitória de 2025. Bonny abriu o placar de pênalti no primeiro tempo, enquanto Sohm selou a vitória em um contra-ataque no fim. O time de Vincenzo Italiano, irreconhecível, dominou a posse de bola, mas sem a intensidade e a eficiência habituais. Para piorar, não conseguiu sequer testar Suzuki ao longo dos 90 minutos, sofrendo sua primeira derrota no ano.

O Parma começou a partida com uma postura compacta, buscando sempre a referência de Bonny no ataque. O Bologna, por outro lado, parecia um time sem brilho, errando sempre um segundo depois em todas as jogadas. O gol que destravou o jogo veio em um lance polêmico: a arbitragem marcou um pênalti por toque de mão de Beukema após consulta ao VAR. Bonny converteu, voltando a marcar após mais de três meses. Mesmo atrás no placar, os rossoblù, invictos havia 10 jogos, seguiram sem contundência e viram o Parma controlar a partida com agressividade defensiva e saídas rápidas.

No segundo tempo, a equipe de Italiano manteve seu ritmo previsível e pouco ameaçador. O golpe final veio após um erro de Beukema no meio-campo: Man interceptou, puxou o contra-ataque e serviu Sohm, que bateu na saída de Ravaglia para decretar o 2 a 0. O Bologna fez mudanças, mas não conseguiu sequer obrigar Suzuki a trabalhar. No fim, festa para o Parma, que renasceu na briga contra o rebaixamento e deixou o Z3.

Lecce 0-1 Udinese

Gol: Lucca (pênalti) Tops: Solet e Bijol (Udinese) Flops: Morente e Jean (Lecce)

A Udinese saiu do caos com três pontos fundamentais ao vencer o Lecce por 1 a 0, fora de casa, em um jogo marcado mais pela tensão interna do que pelo futebol apresentado. O gol da vitória veio dos pés de Lucca, que converteu de pênalti os 32 minutos do primeiro tempo. Mas o verdadeiro espetáculo não foi o gol da vitória, e sim o embaraçoso bate-boca entre os próprios jogadores friulanos para decidir quem faria a cobrança. No fim, o grandalhão, de mais de 2 metros de altura, se impôs, converteu — e celebrou sozinho o seu décimo tento no campeonato. Nenhum companheiro correu para comemorar com ele, e a resposta do técnico Kosta Runjaic vefoiio rápida: quatro minutos depois, o artilheiro estava no banco.

O jogo começou com a Udinese mais agressiva, dominando as ações e criando as melhores chances, especialmente com Lucca e Sánchez. O Lecce, nervoso e pressionado, demorou a entrar na partida e só conseguiu assustar aos 25 minutos, quando Pierotti parou na defesa bianconera. O pênalti surgiu de um lance entre Jean e Lovric, revisado pelo VAR. A Udinese ainda teve chances de ampliar após o embaraçoso 1 a 0, mas Falcone manteve o Lecce vivo na partida.

Na segunda etapa, o gramado virou um verdadeiro campo de batalha. Nervos à flor da pele, divididas fortes e um festival de cartões amarelos transformaram a partida em um duelo mais físico do que técnico. O Lecce tentou pressionar, mas sem grande criatividade, enquanto a Udinese administrava a vantagem. Nos minutos finais, Payero arriscou um chute perigoso, mas não passou disso. Com a vitória, a equipe visitante subiu na tabela e respira aliviada, já distante de qualquer possibilidade de rebaixamento. Por sua vez, o time apuliano continua patinando e sente o fantasma do descenso cada vez mais na sua cola.

Seleção da rodada

Milinkovic-Savic (Torino); Zappacosta (Atalanta), Solet (Udinese), Kolasinac (Atalanta), Angeliño (Roma); Cristante (Roma), De Roon (Atalanta); Shomurodov (Roma), Lautaro (Inter), Lookman (Atalanta); Retegui (Atalanta). Técnico: Cesc Fàbregas (Como).

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