#42 FC Porto 1995-99 | OneFootball

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·25. März 2026

#42 FC Porto 1995-99

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Penta. O hotel? Isso já nem existe, agora é o Marriott. Vamos tentar outra vez.

Cinco, quatro, três, dois, um, aqui vai.


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Penta, o do FC Porto. Ahhhhh, agora sim, já nos entendemos: os cinco campeonatos seguidos. Claro, penta. A palavra só entra no léxico futebolístico de Portugal em 1999, cortesia Rui Filipe. É ele o autor do primeiro golo dessa longa caminhada de 170 jornadas. A seguir a esse de Rui, cuja morte o dribla na semana seguinte ao momentâneo 1:0 vs. Braga, o FC Porto marca mais 396 golos.

Nope, não é brincadeira, o registo é mesmo impressionante, qualquer coisa como 397 golos em 170 jornadas. A média é quase 2,5 por jogo. O rei é Jardel, com 92. Em três épocas apenas, o brasileiro transforma o futebol do Porto e até o de Portugal. Noventa-e-dois é um número fora do normal. Sempre, em qualquer situação. Mais ainda se acrescentarmos o número de jogos (93). É absurdo, é Jardel.

O homem colecciona 23 bis, 3 hat-tricks, um póquer e, veja lá bem, um penta. Em 28 jogos, toma lá 64 golos. E só quatro de penálti, porque ele é azelha de bola parada e só acumula 50% de eficácia a 11 metros (dois à barra, um ao poste e outro para defesa de Nélson, então no Estrela).

Atrás de Jardel, o capitão Domingos. Artista do drible curto, seja com o pé direito ou com o esquerdo, o número 9 assina 46 golos e um dos quais até dá o primeiro título de campeão, em 1995, no tristemente célebre 7 Maio, data da morte de dois adeptos sportinguistas durante a chegada do autocarro do FC Porto ao Estádio José Alvalade. É também o dia do regresso de Bobby Robson à casa-mãe, na ressaca da saída abrupta a meio da época 1993-94 por culpa de um azedo Sousa Cintra.

Sem Marco Aurélio, o Sporting de Queiroz joga com Iordanov a central e é o búlgaro quem comete o penálti indiscutível sobre Domingos. Chamado a bater, Domingos fixa o 0:1 e inicia a festa. Mal sabem eles o que lhes espera. Mais quatro anos de domínio, com registos impressionantes.

Até ao tri, o FC Porto é sempre a equipa com mais vitórias, menos derrotas, mais golos marcados e menos sofridos. No ano do tetra, a defesa é um buraco impensável e sofrem-se 38 golos em 34 jornadas - há cinco equipas com um registo mais digno, entre Vitória SC (25), Benfica (29), Boavista (31), Sporting (33) e Marítimo (35).

Fruto de muita inconsistência no esquema defensivo, seja na baliza (Rui Correia, Hilário, Eriksson e, novamente, Rui Correia), seja um pouco mais à frente (Neves, Conceição, Butorovic, Paulinho e Secretário à direita, Lula, Aloísio, Gaspar, JM Pinto e Jorge Costa no meio, Fernando Mendes, Kenedy e Rui Jorge à esquerda). Destes todos, só Rui Correia e Aloísio conseguem acumular 10 ou mais dez jogos seguidos. Todos os outros é uma dança infinita, só explicada pela teimosia de António Oliveira em baralhar e voltar a dar.

E se o FC Porto nessa época 1997-98 só não ganha nas Antas ao Sporting (1:1), a conversa já é outra fora de casa com um total de 21 pontos perdidos. Um claro contraste com a época anterior, também com Oliveira, em que o visitante Porto só deita cinco pontos a perder, em Braga (2:1) e Amadora (2:2).

No Verão 1998, já com Fernando Santos ao leme, embora o primeiro eleito por Pinto da Costa seja João Alves, ausente do país por se encontrar de férias na altura do convite do presidente, o Porto continua económico fora das Antas e quase imbatível em casa. É a base do sucesso da festa do penta em pleno José Alvalade, com o 1:1 de Zahovic. Por falar nele, é o esloveno o terceiro goleador do penta com incríveis 27 golos, um só de penálti.

Desculpem a insistência nos penáltis, é que isto de marcar de bola parada a 11 metros da baliza tem o que se lhe diga no FC Porto 1995-99. Há nove marcadores para 31 penáltis e falham-se 11. É um resumo confrangedor para um grupo de (penta)campeões. Entre os mais desafortunados no tiro ao alvo, Zé Carlos, Aloísio, Domingos, Jardel, Edmilson, Barroso e Sérgio Conceição. Se olharmos para a mesma questão por lado inverso, o da eficácia, a conclusão é só uma: Paulinho Santos é o mais certeiro de todos, com três golos em três tentativas.

Se só falarmos dos penáltis contra o FC Porto, o tema eficácia ganha um élan com 10 golos em 11 tentativas. Só falha Nuno Gomes, na Luz. O seu remate sai ao lado e, curiosamente, o penálti até nem é para apitar.

Chega de penáltis, vamos para hat-tricks. De quem é o primeiro entre 1995 e 1999? Edmilson em Março 1996, vs. Braga. E, atenção, um hat-trick construído na primeira parte durante o 6:3. Depois de Edmilson, só mesmo Jardel. Quem mais, né? Jardel é ainda detentor de dois recordes, o de mais jogos seguidos a marcar (sete) e o de bis em jogos seguidos (cinco, um dos quais vs. Benfica, nas Antas, 3:1). É absurdo, é Jardel, é o penta do FC Porto.

(a negrito, os jogos fora)

1994-95

1995-96

1996-97

1997-98

1998-99

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