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JB Filho Repórter

·29. Januar 2026

A conta chegou! Não vai ser sempre que irão jogar como jogaram no Gre-Nal!

Artikelbild:A conta chegou! Não vai ser sempre que irão jogar como jogaram no Gre-Nal!
  • O Internacional perdeu por 1 a 0 para o Athletico-PR no Beira-Rio e o resultado serve como um choque de realidade. Não dá para jogar todos os jogos como se fossem um Gre-Nal. Aquela atuação intensa e competitiva do clássico foi exceção, não regra. E, até aqui, segue sendo o ponto fora da curva da temporada.
  • Depois do Gre-Nal, houve quem acreditasse que o Inter tinha encontrado um modelo de jogo. A ideia de prender Bruno Henrique, soltar Bernabei e dar mais liberdade a Carbonero funcionou naquele contexto específico. O problema é imaginar que isso se sustentaria semana após semana, ainda mais com desfalques importantes.
  • Contra o Athletico, o Inter sentiu — e muito — as ausências de Mercado, Paulinho e Carbonero. A defesa perdeu liderança, o meio perdeu dinâmica e o ataque ficou previsível. O primeiro tempo foi especialmente prejudicado pelo desenho escolhido por Paulo Pezzolano, que tentou um sistema com três defensores na saída de bola e acabou expondo ainda mais os problemas do time.
  • A formação não funcionou. O Inter teve dificuldades para progredir, errou escolhas no último terço e ofereceu contra-ataques desnecessários ao adversário. A conta começou a chegar ainda antes do intervalo.
  • Alguns desempenhos individuais também chamaram atenção negativamente. Bruno Henrique voltou a ser o jogador burocrático de sempre, jogando para o lado e pouco oferecendo em construção. Tabata teve uma atuação muito fraca, perdeu chances e não conseguiu ajudar nem ofensiva nem defensivamente. Bernabei, mais uma vez, mostrou seu estilo arriscado: quando o cenário pedia segurança, optou por jogadas de risco que quase resultaram em mais um gol do Athletico.
  • No segundo tempo, com as correções feitas, o Inter passou a ter mais a bola e empurrou o adversário para trás. Alan Patrick, centralizado, melhorou o jogo ofensivo e chegou a deixar Borré em condição de marcar, mas o gol foi corretamente anulado por impedimento. O problema é que o Athletico já estava confortável: linha de cinco atrás, quatro no meio e apenas um jogador à frente para explorar os espaços.
  • O roteiro ficou claro. O Inter trocou passes, rondou a área, tentou de tudo, mas não conseguiu transformar volume em gol. Do outro lado, o Athletico administrou o resultado e levou os três pontos.
  • Não se trata de terra arrasada. Paulo Pezzolano não virou um mau treinador da noite para o dia, assim como não era genial depois do Gre-Nal. Mas a partida deixa um alerta importante: o Inter ainda é um time em construção, com limitações claras, e que sofre bastante quando não tem todos os seus principais jogadores disponíveis.
  • O resumo é simples: nem todo jogo será um Gre-Nal. E, quando não é, os problemas aparecem.
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