Revista Colorada
·5. Juli 2026
A decepcionante volta de Taison ao Internacional

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A segunda passagem de Taison pelo Internacional chegou ao fim sem corresponder às expectativas criadas quando o ídolo retornou ao Beira-Rio. Recebido como uma das principais contratações do clube em 2021, o meia-atacante encerrou sua trajetória com desempenho abaixo do esperado e um dado que ilustra a dificuldade vivida em campo: acumulou mais cartões amarelos do que gols marcados.
Campeão da Copa Libertadores de 2010 pelo Colorado, Taison voltou ao clube em abril de 2021 cercado de entusiasmo por parte da torcida. A estreia aconteceu no mês seguinte, na goleada por 6 a 1 sobre o Olimpia, pela fase de grupos da Libertadores. O primeiro gol, porém, demorou a sair e só veio em agosto, na vitória por 4 a 0 sobre o Flamengo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
Ainda naquela temporada, o camisa 7 marcou outros três gols. O mais marcante deles foi o que definiu o triunfo por 1 a 0 sobre o Grêmio no Gre-Nal do segundo turno do Brasileirão. Ao final de 2021, Taison contabilizou 29 partidas, quatro gols, uma assistência e quatro cartões amarelos.
Mesmo sem títulos no primeiro ano de retorno, Taison iniciou 2022 como um dos pilares da equipe comandada por Alexander Medina. O rendimento coletivo, entretanto, ficou abaixo das expectativas, e o desempenho individual do meia também não convenceu. A mudança de cenário ocorreu após a chegada de Mano Menezes.
Com a reação do Internacional no Campeonato Brasileiro, Taison perdeu espaço entre os titulares e passou a atuar com menos frequência. Na temporada de 2022, disputou 34 partidas, sendo apenas 16 como titular. Repetiu a marca de quatro gols, aumentou o número de assistências para quatro, mas também recebeu dez cartões amarelos, índice elevado para um jogador de características ofensivas.
Ao somar os dois anos da segunda passagem pelo Beira-Rio, Taison encerrou o ciclo com 63 jogos, oito gols e cinco assistências. No mesmo período, foi advertido com 14 cartões amarelos. Assim, terminou sua trajetória no clube com um número de cartões superior ao de gols marcados e, inclusive, maior do que sua participação direta em gols, já que contribuiu com 13 ações decisivas entre bolas na rede e assistências.







































