Coluna do Fla
·12. Juli 2026
A resenha de Jorginho com os crias da base do Flamengo: “Sou chato mesmo”

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O Flamengo superou o Benfica (POR) por 2 a 1, neste sábado (11), com a presença dos jogadores das categorias de base. Assim, Jorginho contou que faz vista grossa para manter, por exemplo, o zagueiro João Victor na linha.
– Não tem jeito, sou chato mesmo com os horários. Hoje, por exemplo, a saída do hotel estava marcada para às 8h30. Teve garoto chegando ao café da manhã às 8h28. Levou azar porque olhei para o relógio bem na hora -, destacou o volante, que acrescentou:
– Deixei passar o momento, mas depois chamei para conversar e disse: ‘De você eu não esperava, já está há muito tempo conosco, não pode vacilar’. Mas o João se explicou e está tranquilo, faz parte -, afirmou em zona mista.
O ítalo-brasileiro é um dos mais experientes do elenco rubro-negro. Então, mesmo com apenas um ano de clube, Jorginho exerce liderança no time. Thuram, por exemplo, contou que o volante insiste para que os demais saiam do celular e interajam.
Uma boa avaliação. Foram bons jogos. Obviamente, esse último teve uma cara mais de partida valendo mesmo. Mas conversei com os jovens, falei até na zona mista que o confronto vale a todo momento. A partir do instante em que se veste essa camisa, em que se está representando este clube, o compromisso é sério. Então, o grupo entrou concentrado em todos os duelos para buscar a vitória, e foi isso que foi feito.
Foi muito importante. Serviu tanto para poder descansar, já que a sequência de jogos na temporada é muito grande, quanto pelo tempo que passamos juntos para reconectar o grupo. Todo mundo pôde trabalhar aspectos táticos que talvez, no decorrer do ano, não haja possibilidade de treinar pela intensidade das partidas e pelo desgaste das viagens. Acredito que tenha sido algo muito positivo para todo o elenco e para o desenvolvimento do trabalho do treinador.
Acredito que seja muito bom para os meninos terem essa oportunidade de estar com o grupo principal. Torço para que escutem bem os conselhos, porque é uma chance única. Este volante já passou por essa fase e, na época, funcionava como uma esponja: apenas absorvia os ensinamentos. Os jovens têm uma grande oportunidade de aprender muito, tanto dentro de campo quanto fora. Quando a gente cobra ou é mais chato com os garotos, é apenas para o bem deles. Se os meninos estão no Flamengo hoje e integrados à primeira equipe, é porque possuem um grande potencial para o futuro.
Há quem dê mais trabalho e há quem dê menos, mas faz parte do processo de amadurecimento de cada um. O importante é que são todos meninos bons, que têm um grande futuro pela frente. É fundamental que saibam ouvir, pois as cobranças são sempre focadas na evolução deles.







































