Gazeta Esportiva.com
·1. März 2026
Análise: Corinthians tem noite de pouca inspiração, joga mal e não escapa de eliminação

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Diferentemente do jogo contra a Portuguesa, quando achou um gol nos acréscimos e se salvou nos pênaltis, desta vez o Corinthians não escapou da eliminação no Campeonato Paulista. No último sábado, o Timão jogou mal e teve uma noite de pouquíssima inspiração na derrota por 1 a 0 para o Novorizontino, no Estádio Dr. Jorge Ismael de Biasi, pela semifinal do Estadual.
Assim como nas quartas de final, o Corinthians fez um jogo ruim, não se encontrou e saiu atrás no marcador. Contra a Portuguesa, porém, o time teve mais tempo para tentar encontrar soluções e respondeu, ainda que no apagar das luzes. Já no último sábado, não. Com seus jogadores em uma noite tecnicamente muito abaixo, o Alvinegro repetiu a má atuação do último jogo, mas não conseguiu o mesmo final feliz contra um Novorizontino muito organizado.
O técnico Dorival Júnior apostou em mudanças táticas para a semifinal do Paulista. O treinador do Corinthians recheou o meio-campo com três volantes, com Raniele recuando para fazer a saída de bola, e deu mais liberdade para os dois meias: Garro e Breno Bidon. Memphis Depay, por sua vez, entrou em campo com a função de único centroavante, papel semelhante ao que exerce na seleção holandesa.
O Corinthians começou tendo mais a posse de bola e até pisou bem no campo de ataque, buscando espaços sobretudo pelos lados do campo. Com três zagueiros na saída de bola, Matheuzinho e Matheus Bidu passaram a ser alas e foram bastante acionados nos primeiros dez minutos de jogo. Porém, por se tratar de uma semifinal, o que se viu foram duas equipes bastantes cautelosas no começo da partida.
Depois de 15 minutos de controle, o Corinthians deixou o Novorizontino crescer no jogo, errando muitos passes e dando a posse ao rival em contra-ataques, levando dois sustos consecutivos. O Timão teve uma circulação de bola muito lenta e parecia sem saber o que fazer com a posse, parando na pouca inspiração de Garro, Bidon e Memphis. A equipe alvinegra sofreu para encontrar soluções.
Mais próximo do fim do primeiro tempo, Dorival realizou uma mudança na saída de bola, colocando Allan como um terceiro zagueiro e deixando Raniele à frente da zaga. A alternativa surtiu efeito, principalmente nas movimentações dos jogadores do meio para frente. O Corinthians voltou a melhorar em campo e, em uma inversão de bola, quase aproveitou o espaço na defesa do Novorizontino para ir às redes.
Mesmo assim, o primeiro tempo do time de Dorival Júnior, de modo geral, não foi bom. O Corinthians não conseguiu achar alternativas para solucionar as dificuldades devido à forte marcação do Novorizontino e ainda sofreu alguns sustos em chegadas perigosas do rival.
Como de costume, o Corinthians voltou do intervalo sem mudanças. Ainda assim, o time pareceu ter retornado com um novo ímpeto, determinado a tirar o zero do placar. Nos primeiros minutos, o Alvinegro criou três boas chances: uma em infiltração de Bidon nas costas dos zagueiros do Novorizontino, uma em chute de fora da área de Memphis e outra em boa troca de passes com Garro, Memphis e Matheuzinho.
Por volta dos 15 minutos, com o zero ainda no placar, Dorival enfim mexeu na equipe. O técnico tirou um volante para colocar Vitinho, dando mais poder de fogo ao ataque alvinegro. No entanto, apesar de ter a posse de bola novamente, o Timão foi pouco efetivo e seguiu errando muitos passes. Foi então que, em um erro de marcação e desatenção geral da defesa, o Corinthians saiu atrás no marcador.
A partir daí, o Alvinegro foi para o tudo ou nada. Pedro Raul e Dieguinho foram acionados com cerca de 35 minutos e entraram para tentar algo diferente, mas não conseguiram ajudar. As últimas alterações ainda mostraram o desespero do Timão, que empilhou atacantes com a entrada de Gui Negão. No entanto, ficou clara a desorganização do time nos minutos finais. Quando a equipe precisou correr atrás do placar, já era tarde demais.
A queda na semifinal do Paulista é ruim, claro. Ninguém quer ser eliminado de um torneio quando se está tão próximo de uma final. Ainda assim, é dos males o menor. Mas que fique claro que, se não voltar a encontrar consistência, o Corinthians irá passar pelo mesmo cenário de oscilação da temporada passada.
Agora, o Corinthians precisará recolher os cacos, retomando o foco no Campeonato Brasileiro. O Timão terá pouco mais de uma semana de descanso, uma vez que volta a campo apenas no próximo dia 11 de março, quando encara o Coritiba, na Neo Química Arena.
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