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·22. März 2026
Análise: São Paulo faz clássico decepcionante, e setor criativo vira dor de cabeça para Roger

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O São Paulo decepcionou seu torcedor ao ser, mais uma vez, derrotado pelo Palmeiras. Com uma atuação desanimadora, o Tricolor perdeu para o rival alviverde por 1 a 0 no último sábado, no Morumbis, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Sem uma de suas principais peças ofensivas, os donos da casa foram nulos e não assustaram o goleiro adversário.
O técnico Roger Machado escalou o São Paulo com o que tinha de melhor à disposição. Lucas Ramon retomou a titularidade na lateral direito depois de ser preservado na rodada anterior, enquanto Cauly foi o escolhido para substituir Lucas Moura, que fraturou duas costelas e será desfalque pelas próximas semanas. Era ele o responsável por fazer a conexão entre meio-campo e ataque.
O São Paulo, porém, sequer teve tempo de dar as cartas no início do jogo. Aos cinco minutos, Flaco López recebeu na intermediária e, com um lançamento, desmontou o sistema defensivo dos donos da casa, encontrando Arias sozinho do lado direito. A defesa tricolor demorou a se recompor, Lucas Ramon e Bobadilla não se entenderam na marcação, e o colombiano teve todo o tempo e o espaço do mundo para carregar e finalizar da entrada da área.
Depois do gol do Palmeiras, o São Paulo precisou encontrar uma maneira de não perder totalmente o controle da partida. A equipe de Roger Machado tentou ficar mais com a posse de bola e arranjou forças com o apoio da torcida para ganhar duelos individuais e recuperar a chamada ‘segunda bola’. Nos primeiros 20 minutos, porém, faltou mais precisão aos jogadores no terço final do campo, seja em passes ou cruzamentos.
O São Paulo não conseguiu produzir e levar perigo ao gol do Palmeiras. O Tricolor foi impreciso e, apesar da leve melhora, não criou nenhuma oportunidade clara, não assustando a defesa adversária. Também faltou profundidade à equipe, que chegou pouco à linha de fundo. Além disso, cada chegada do rival parecia ser um ‘Deus nos acuda’, com os laterais do time são-paulino sofrendo muito na marcação. Allan gerou muito perigo do lado esquerdo.
Foi apenas aos 39 minutos que o São Paulo deu sua primeira finalização no clássico. Foi muito pouco para um time que esteve controlando a posse de bola e tinha a força de sua torcida dentro de casa. Em suma, o primeiro tempo do Tricolor foi extremamente lento e desanimador: levou o gol cedo, sofreu nas várias chegadas do Palmeiras e não foi capaz de ser minimamente criativo no ataque.
De volta após o intervalo, Roger Machado veio com três modificações nos jogadores que foram mais apagados no primeiro tempo. Entraram Wendell, Arboleda e Tapia, o que mudou um pouco o jeito do São Paulo de jogar. Luciano foi recuado para atuar mais como um camisa 10 no lugar de Cauly, que esteve sumido no clássico, enquanto Calleri e Tapia formaram dupla de ataque.
Assim como na reta final do primeiro tempo, o São Paulo teve o controle e a posse de bola, mas continuou sem ameaçar o gol do Palmeiras. As alterações do treinador deram mais profundidade ao Tricolor, só que a imprecisão dos jogadores permaneceu e a defesa adversária se sobressaiu. Apesar disso, os donos da casa ganharam maior estabilidade defensiva e souberam impedir as chegadas do rival.
O restante do segundo tempo foi mais do mesmo. O São Paulo apostou muito nos cruzamentos e nos escanteios para dentro da área, mas a zaga do Palmeiras cortou muitas bolas, enquanto Carlos Miguel também fez sua parte. O Tricolor foi muito pouco criativo e não encontrou soluções para se infiltrar no bloco baixo montado pelo rival no segundo tempo.
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O setor criativo se provou ineficiente contra um Palmeiras que soube se defender. Com pouca profundidade e mudanças de posicionamento — Marcos Antônio, por exemplo, começou a cair pelo lado esquerdo em determinado momento —, o São Paulo não conseguiu sequer ameaçar o rival. Agora, a dor de cabeça é toda de Roger Machado, que terá a data Fifa para encontrar soluções na ausência de Lucas Moura.
Com o resultado, o São Paulo amargou a segunda derrota seguida no Campeonato Brasileiro e permaneceu na segunda colocação, com 16 pontos, mas ainda pode perder a vice-liderança em caso de vitória do Bahia, que encara o Remo, fora de casa, neste domingo.
Uma vitória do Flamengo por dois ou mais gols de diferença também tira o São Paulo da vice-liderança. O Rubro-Negro encara o Corinthians, também no domingo, na Neo Química Arena.









































