Jogada10
·18. Juni 2026
Ancelotti promete Brasil diferente e com mudanças diante do Haiti: “Mais equilíbrio”

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Carlo Ancelotti vai mexer na Seleção Brasileira para a partida desta sexta-feira (19/6), contra o Haiti, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. Sem revelar a escalação, o treinador confirmou que promoverá alterações na equipe após o empate por 1 a 1 com Marrocos e indicou que busca um Brasil mais equilibrado, intenso e eficiente com a bola nos pés.
Segundo o italiano, alguns jogadores chegam em melhores condições físicas para a partida, enquanto outros podem ser preservados pensando na sequência do Mundial. Além disso, os cartões amarelos recebidos por Casemiro e Ibañez também entraram na conta da comissão técnica.
“Os cartões podem influenciar, essa é a razão porque mudei os dois no jogo (contra Marrocos), no intervalo. Algumas mudanças vamos fazer, vou colocar alguns jogadores que estão mais frescos que outros. Temos que melhorar no equilíbrio e na qualidade do jogo. Errar menos passes. Temos a qualidade para fazê-lo, ter um jogo de entretenimento, temos jogadores de força e potência. O pensamento potencial é de fazer melhor. E temos que fazer melhor”. afirmou.
Apesar das cobranças após a estreia, Ancelotti evitou transformar o resultado em motivo de preocupação e reforçou que a equipe já trabalhou para corrigir os problemas apresentados diante dos marroquinos.
“Deixo claro uma coisa: é um privilégio estar aqui como treinador da Seleção. Tenho que lidar com a pressão. O resultado não foi bom contra Marrocos, mas temos que fazer uma crítica construtiva. A Copa não se ganha no primeiro jogo. Temos que buscar a solução. A autocrítica dos jogadores foi positiva. Trabalhamos nesses dias para solucionar isso e acho que vamos. Seja antes ou depois, vamos solucionar. Sigo confiante que a equipe será competitiva nessa Copa,” disse.

Técnico admite falhas, fará mudanças e busca Seleção mais equilibrada – Foto: Rafael Ribeiro / CBF, Nelson Terme / CBF
Além disso, o treinador acredita que o peso da estreia em uma Copa do Mundo interferiu no desempenho da equipe, especialmente durante o primeiro tempo.
“A primeira parte do jogo foi inesperada. Penso que a estreia da Copa do Mundo, o peso da camisa, influenciou o aspecto mental dos jogadores. Começar bem é importante, mas não é o mais importante. A equipe tem que ser mais que perfeita, tem que ser resiliente. A equipe é resiliente e vai melhorar”, avaliou.
Ancelotti ainda manteve mistério sobre os onze titulares e explicou que prefere comunicar a decisão primeiro aos atletas.
“Não, vou comunicar à equipe amanhã. Acho que não é o momento. Só por isso. Não tenho problema em comunicá-los a escalação agora. Futebol não tem segredos. Mas prefiro comunicar antes aos jogadores”, explicou.
Aliás, entre as possíveis novidades está a entrada de Matheus Cunha no comando de ataque. Assim, ao comparar as opções ofensivas do elenco, o treinador voltou a destacar a cautela adotada com Endrick.
“Matheus Cunha é mais associativo, tem mais qualidade de segundo atacante do que de referência, algo que o Igor Thiago tem. Ele é forte, é muito agressivo. Endrick não é nem um, nem outro. Endrick é um talento extraordinário. O Brasil vai aproveitar das suas qualidades nessa e na próxima Copa do Mundo. Ele é paciente, não tem pressa, é muito maduro para a sua idade. São aspectos importantes. A família perto dele também é paciente, são aspectos importantes”, finalizou.







































