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·11. Mai 2026
André Villas-Boas: apresenta projeto a Luís Filipe Menezes: “O CAR é uma infraestrutura fundamental para o FC Porto”

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André Villas-Boas apresentou em Vila Nova de Gaia o projecto do novo Centro de Alto Rendimento do FC Porto e colocou-o no centro da estratégia futura do clube. O presidente portista falou de crescimento infraestrutural, de melhores condições para os profissionais e de uma nova dinâmica em torno do Olival, sem esquecer o papel da autarquia na definição deste caminho. No essencial, deixou uma ideia sem rodeios e garantiu: “É um passo fundamental para o FC Porto crescer infraestruturalmente”.
Num momento em que o FC Porto olha para o desenvolvimento fora das quatro linhas com a mesma ambição com que sempre procurou vencer dentro delas, André Villas-Boas levou à autarquia gaiense uma mensagem clara: o novo CAR não é apenas uma obra, é uma peça estrutural na visão do clube. Ao apresentar o projecto a Luís Filipe Menezes, o dirigente enquadrou a iniciativa como continuidade de um percurso construído a partir do Olival e agora projectado para uma nova escala.
Ao detalhar a relevância do Centro de Alto Rendimento, Villas-Boas ligou passado, presente e futuro do FC Porto, insistindo na ideia de continuidade e no reforço da base de trabalho do clube. O presidente falou do peso simbólico e prático do Olival e do motivo pelo qual Gaia volta a surgir como escolha natural.
“Para nós é uma infraestrutura absolutamente fundamental, passaram 23 anos no Centro de Treinos e Formação Desportiva do Olival, agora nomeado CTFD Jorge Costa, e nesses 23 anos o FC Porto atingiu um patamar de sucesso nacional e internacional sem precedentes. Isto é a continuação de um bom trabalho que queremos desenvolver e escolhemos o Município de Gaia por esta proximidade a um Centro de Treinos que já nos deu muito.”, afirmou. “Queremos que o Centro de Alto Rendimento nos dê ainda mais, portanto para nós foi uma escolha óbvia, que irá permitir ao FC Porto crescer a nível infraestrutural e oferecer aos seus profissionais as melhores condições para continuarem a render. É um passo fundamental para o FC Porto crescer infraestruturalmente e esta obra é decisiva para nós. Quero agradecer senhor presidente Luís Felipe Menezes, por ter estado na criação do nosso primeiro Centro de Treinos, mas também na criação do Centro de Alto Rendimento do FC Porto no Município de Gaia. Que traga sucesso para ambas as instituições.”
Nas palavras do presidente, o CAR surge menos como ruptura e mais como prolongamento lógico de um ciclo de crescimento. A obra assenta numa memória de sucesso e, ao mesmo tempo, é vista como ferramenta para sustentar a exigência do futuro.
Ao alargar o foco para lá do edifício em si, Villas-Boas desenhou um novo polo desportivo e humano em torno do Olival. A mudança da formação e a concentração das equipas profissionais ajudam a perceber a dimensão do impacto que antecipa para a zona.
“O Centro de Alto Rendimento do FC Porto vai trazer mais gente ao município e há projectos que queremos melhorar, desde logo as acessibilidades, para permitir que os portistas possam desfrutar do novo ambiente do CTFD Jorge Costa e do CAR. É importante lembrar que toda a nossa formação irá mudar-se para o Olival e que todas as nossas equipas profissionais estarão aqui, no CAR.”, explicou. “Isso significa que haverá mais portistas e mais gente em movimento.”
Mais do que uma infraestrutura isolada, o projecto é apresentado como um centro agregador, capaz de reorganizar fluxos, presença e quotidiano no espaço envolvente. A visão de Villas-Boas cruza rendimento, identidade e proximidade com os adeptos, mas esbarra numa condição prática: o acesso.
Foi precisamente nesse ponto que o presidente sublinhou a necessidade de articulação institucional. Ao falar das acessibilidades, apontou para a importância da Câmara Municipal de Gaia e das Infraestruturas de Portugal como parceiros indispensáveis.
“A Câmara Municipal de Gaia é fundamental na criação das acessibilidades do CAR, bem como as Infraestruturas de Portugal, e quisemos chamar a atenção para essa necessidade que irá beneficiar a zona do Olival e todas as pessoas nas freguesias circundantes, como Avintes, Lever, Pedroso…”, sublinhou. “Tudo isto é necessário para melhor aproveitarmos a infraestrutura que aqui teremos instalada.”
Fica, assim, um retrato claro da ambição portista para o novo centro: não basta erguer a estrutura, é preciso integrá-la no território e fazê-la funcionar à escala da promessa. Villas-Boas apresentou o CAR como um activo decisivo para o FC Porto, mas também como um projecto que exige ligação, mobilidade e capacidade para receber mais gente em redor do Olival.







































