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·1. Juli 2026
Arbitragem no Ministério Público: FC Porto pede esclarecimentos urgentes

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O FC Porto reagiu esta quarta-feira, em comunicado, ao caso que está a agitar a arbitragem portuguesa. Os dragões pedem “transparência, responsabilidade e respostas urgentes”.
“O Futebol Clube do Porto acompanha com profunda preocupação e consternação os factos recentemente tornados públicos relativamente ao setor da arbitragem e à saída de Duarte Gomes do cargo de Diretor Técnico Nacional de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol, bem como a informação de que o processo terá sido remetido para o Ministério Público.
Sem prejuízo do necessário apuramento rigoroso dos factos pelas instâncias competentes, e sem antecipar qualquer conclusão, a gravidade institucional das denúncias agora conhecidas impõe transparência, responsabilidade e respostas urgentes. A arbitragem é um pilar essencial da credibilidade das competições e o futebol português não pode aceitar que o silêncio substitua os esclarecimentos que clubes, árbitros, demais agentes desportivos e adeptos têm o direito de conhecer.
Ao longo da última temporada, o Futebol Clube do Porto realizou diversos alertas públicos de apreensão sobre o modelo de funcionamento do atual Conselho de Arbitragem e sobre o modo como o mesmo estava a afetar o sereno funcionamento das competições e a criar instabilidade nas tomadas de decisão dos árbitros em campo. O tempo confirmou essas preocupações.
Exige-se, por isso, ao Senhor Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, até pelo seu reconhecido passado como árbitro de referência, uma ponderação profunda sobre o estado da arbitragem em Portugal, uma avaliação sobre as suas escolhas para liderar o setor e uma intervenção institucional no sentido de garantir a tranquilidade necessária no arranque das competições nesta temporada.
O Futebol Clube do Porto aguardará que o Senhor Presidente do Conselho de Arbitragem, Luciano Gonçalves, preste, com a maior urgência, todos os esclarecimentos devidos sobre os factos agora conhecidos. A credibilidade das competições exige respostas claras, instituições fortes e uma arbitragem acima de qualquer suspeita.”
A saída do ex-árbitro Duarte Gomes levou a Federação Portuguesa de Futebol a remeter para o Ministério Público os factos relatados pelo antigo diretor técnico, informou esta quarta-feira o organismo, em comunicado.
“Os Presidentes dos Órgãos Sociais da Federação Portuguesa de Futebol (Direção, Mesa da Assembleia Geral, Conselho de Justiça e Conselho de Disciplina) remeteram de imediato os factos relatados para o Ministério Público, cumprindo o disposto no n.º 1 do artigo 6.º do Regime Jurídico da Integridade do Desporto”, refere a FPF.
Na sexta-feira, Duarte Gomes apresentou renúncia ao cargo de diretor técnico da arbitragem na FPF e os motivos alegados, em participação formal ao organismo, levaram agora a federação a expor a situação junto do Ministério Público.
O n.º 1 do artigo 6.º do Regime Jurídico da Integridade do Desporto refere a denúncia obrigatória “sempre que os agentes desportivos tenham conhecimento ou suspeitem de comportamentos antidesportivos contrários aos valores da verdade, da lealdade e da correção e suscetíveis de alterar de forma fraudulenta uma competição desportiva ou o respetivo resultado”.
Publicamente, o antigo árbitro não revelou os motivos da demissão, mas a decisão hoje da FPF em remeter a situação para o Ministério Público no âmbito do Regime Jurídico da Integridade do Desporto levanta suspeitas no setor da arbitragem.
Também no comunicado de hoje, a FPF indica que o Conselho de Justiça reunirá hoje para analisar a participação disciplinar remetida pelo Presidente do Conselho de Arbitragem [Luciano Gonçalves] e que os seus órgãos “aguardam as conclusões das diligências a serem efetuadas pelas entidades competentes”.







































