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JB Filho Repórter

·24. Februar 2026

As novas da obra de R$ 100 milhões que o Inter tenta construir

Artikelbild:As novas da obra de R$ 100 milhões que o Inter tenta construir
  • Nos últimos dias, o Inter publicou imagens do encontro com autoridades de Guaíba. O prefeito falou publicamente sobre o interesse do clube em investir na cidade. Mas, conversando com pessoas de dentro do Beira-Rio, o cenário é mais complexo.
  • Primeiro ponto: o interesse é mútuo. Guaíba quer o Inter. É estratégico para a cidade. O terreno existe há muitos anos — desde a gestão de Giovanni Luigi, quando foi lançada até a pedra fundamental do projeto, lá por 2014/2015.
  • O que o Inter sonha construir é uma verdadeira “cidade do Inter”: CT do profissional, base, futebol feminino, hotel para concentração, estrutura completa de apoio, centro médico moderno, campos em padrão internacional. O problema? Custo.
  • Hoje, para tirar do papel tudo o que está previsto, o valor gira na casa de 100 milhões de reais. E não é exagero. O projeto original já era caro há mais de dez anos. De lá para cá, ele foi ampliado. O futebol feminino passou a integrar o planejamento estrutural. Depois da enchente que atingiu Porto Alegre, novas exigências surgiram: elevação de terreno, proteção contra alagamentos, obras de contenção e drenagem. Só a parte de terraplanagem e preparação do solo já representa um investimento altíssimo.
  • Internamente, a avaliação é clara: se investir os 100 milhões e executar o projeto completo, o Inter teria uma das maiores estruturas de CT do Brasil.
  • Mas há dinheiro hoje? Não. O clube não tem caixa para iniciar a obra por conta própria. O que existe é trabalho de bastidor. Há cerca de três anos e meio, pessoas dentro do Inter vêm conversando com construtoras, investidores e possíveis parceiros. A ideia é buscar um modelo de troca, concessão ou exploração comercial que viabilize o projeto.
  • Exemplo hipotético que circula nos bastidores: uma empresa constrói parte da estrutura, explora comercialmente hotel ou áreas específicas e, em contrapartida, entrega a obra ao clube. Outra possibilidade seria algum tipo de parceria envolvendo exploração comercial no entorno do Beira-Rio. São modelos estudados, mas nada fechado.
  • A enchente reforçou a necessidade de mudança. A reconstrução do CT atual custou milhões. E o raciocínio interno é simples: cada evento climático extremo pode gerar novo prejuízo estrutural. O clube entende que precisa sair da zona de risco.
  • Existe também a ideia — ainda conceitual — de integração com a cidade, inclusive com possibilidade de ligação hidroviária pelo Guaíba, facilitando deslocamento de atletas e até criando atrativo para torcedores. São cenários pensados dentro do projeto mais amplo.
  • O fato é: o sonho existe, o terreno está lá há mais de uma década, o projeto foi ampliado e modernizado, mas o entrave é financeiro. Sem parceiro forte, os 100 milhões não saem do papel.
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