As sensações à volta do <i>FC Porto 26/27</i>: Farioli garante dragão com «fome» e de «estômago vazio» | OneFootball

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·7. Juli 2026

As sensações à volta do <i>FC Porto 26/27</i>: Farioli garante dragão com «fome» e de «estômago vazio»

Artikelbild:As sensações à volta do <i>FC Porto 26/27</i>: Farioli garante dragão com «fome» e de «estômago vazio»

ATO I - FC PORTO VERSÃO 26/27

Cena 1: Centro de Treinos e Formação Desportiva Jorge Costa. O ambiente é leve e recomenda-se. À nossa espera está um púlpito, onde Francesco Farioli nos vai falar.


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De forma diametralmente oposta ao restante país - dada a precoce eliminação de Portugal no Mundial 2026 -, o trabalho no Olival renasce sob um ecossistema absolutamente funcional e onde as boas energias imperam. Ou não tivesse o FC Porto quebrado a seca de quatro anos e conquistado o 31.º título de campeão nacional na temporada transata.

A formação azul e branca orquestrou uma zona mista entre comunicação social e Francesco Farioli, assim como 15 minutos onde os jornalistas presentes podiam vislumbrar a primeira amostra do campeão nacional em 26/27.

Bom ambiente à volta do campeão nacional

O trajeto até ao Olival fez-se de forma atempada pela equipa de reportagem do zerozero. Chegados à infraestrutura portista, fomos prontamente recebidos por um renovado moral em homenagem à memória de Jorge Costa. Imagens impactantes e que não passam despercebidas, nem mesmo ao olho menos atento.

Material montado e já só nos resta esperar pela chegada do mister. «Boa tarde!» cumprimenta-nos no seu bom português de Barga - a terra natal, em Itália. Com as folhas de treino enroladas no bolso traseiro dos calções e sorriso no rosto, Farioli dá o pontapé de saída.

«Ter um ano de trabalho é uma vantagem. Conhecemos melhor os nossos jogadores. Temos o desafio de igualar ou aumentar a exigência. Começamos do zero, esse tem de ser o nosso mantra», começou por dizer. A palavra «bicampeão» não fez parte do dicionário portista neste arranque de época. A sobriedade  no discurso do timoneiro azul e branco foi palpável ao longo dos vários minutos em que conversou com os jornalistas.

«Somos campeões, mas daqui a umas semanas, quando jogarmos a Supertaça, a temporada 2025/26 termina. Vamos enfrentar adversários muito motivados e nesse momento o FC Porto tem de estar com o estômago vazio e com o desejo de se alimentar novamente. Aquilo que vencemos no passado, já não importa.»

Expressões fortes que revelam a mensagem do clube para 2026/27: do passado são feitos os museus.

A fome mantém-se, a intensidade aumenta

Do treino aberto surgem algumas anotações curiosas. Desde a saudável praxe a Eirik Granaas, passando pelo exercício de aquecimento - mais descontraído - ao som de músicas escolhidas pelos jogadores, até ao início dos trabalhos mais a sério.

Ao som do assobio da equipa técnica, os jogadores moveram-se do campo A para o campo B - chamemos-lhes assim. Alguns cones estrategicamente colocados esperavam-nos. Cones esses que formavam vários triângulos. Antevia-se, portanto, um momento de promoção de jogo curto e tabelas entre jogadores. Assim foi, mas desta feita sem a parte da 'brincadeira'.

Lucho González, Dave Vos, André Castro e Francesco Farioli foram vozes ativas e exigentes ao longo de todo o momento. «Vamos!», «rápido!», «decide!», «isso!», «um toque!» foram algumas das interjeições percetíveis. E as que podemos efetivamente escrever também.

Nota ainda para a integração de dois novos elementos ex-Ajax na equipa técnica portista. São eles Erik Heijblok e Liam Helsloot.

Durante os minutos que foi permitido ao nosso portal assistir ao treino do FC Porto saltaram mais duas coisas à vista: a natural e fácil integração de André Silva no seio do grupo e as várias ausências. Os sete internacionais que haviam regressado aos trabalhos recentemente - Jan Bednarek, Jakub Kiwior, Dominik Prpić, Zaidu, Pablo Rosario, Victor Froholdt e Oskar Pietuszewski - receberam autorização para folgarem à tarde e não treinaram.

Além destes, faltaram os mundialistas: Deniz Gul, Stephen Eustáquio e... Diogo Costa. O capitão dos dragões não esteve, naturalmente, presente, mas, ainda assim, foi um dos temas principais da conversa entre Farioli e a comunicação social presente.

«Diogo Costa? Fechamos o aeroporto e a estrada»

«Não quero com as minhas palavras atrair o interesse de outros clubes, apenas dizer que oxalá ele volte em breve. O FC Porto é a casa dele. Desejo-lhe sempre o melhor para a carreira, mas oxalá a carreira dele seja aqui connosco no FC Porto. Depois dele voltar vamos fechar o aeroporto e a estrada [para não o levarem]» respondeu ao zerozero, entre sorrisos.

O guardião português foi - de longe - o melhor jogador da turma das quinas durante o Mundial 2026 e é peça fundamental para os planos da turma da invicta.

Francesco Farioli foi perentório nas suas intenções e garantiu que «90 por cento dos jogadores querem ficar». Resta saber se a turma azul e branca resiste ao assédio dos tubarões europeus. Ainda sobre o mercado, e numa nota final, destacar as declarações sobre a janela de transferências e o papel do presidente André Villas-Boas.

«Não é fácil investir muito dinheiro neste momento, mas sabemos quais são as posições que temos de reforçar para dar um passo em frente. O presidente está muito ativo nos bastidores. Não há rumores, mas há um dragão no mercado que vai tentar construir o melhor plantel para mim e para o clube». Adivinham-se mexidas no campeão nacional.

A pré-época dos dragões segue a todo o gás e terá o seu fim no próximo dia 1 de agosto, quando viajar até ao Estádio Cidade de Coimbra para defrontar o surpreendente Torreense em jogo a contar para a Supertaça Cândido Oliveira. Até lá segue-se um estágio no St. George's Park, centro de treinos da Federação Inglesa de Futebol. O zerozero cá estará, como sempre, para lhe contar tudo.

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