Jogada10
·4. März 2026
Atuações do Botafogo contra o Barcelona-EQU: dava para vencer (e com tranquilidade)

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Mesmo sem nenhum goleiro confiável no elenco, o Botafogo está mais próximo da vaga na fase de grupos da Copa Libertadores. Afinal, em Guayaquil, nesta terça-feira (3), o Glorioso jogou mais bola do que o Barcelona-EQU no encontro de ida da terceira fase. O score de 1 a 1 fica na conta do drama debaixo das traves, pois até Martins conseguiu colocar a bola lá dentro. Na semana vem, no Colosso do Subúrbio, o time alvinegro tem tudo para se classificar. Veja, na sequência, como a Coluna do Léo Pereira avaliou o desempenho dos futebolistas do Mais Tradicional.
LINCK – Estava muito querendo levar um gol. Posicionou-se mal abaixo das traves, caçou borboletas, quebrou bolas à toa, não soube jogar com o pé e ainda frangou no 1-0, lance que ele mesmo iniciou com sua insegurança. Terrível para um goleiro de um gigante do futebol sul-americano – NOTA: ZERO
VITINHO – Às vezes, nos ataques desperdiçados pelo Botafogo, não teve a culpa, já que os passes ou os lançamentos não saíram na medida ou o companheiro não passou quando deveria. Quando foi devidamente acionado, porém, gerou jogadas promissoras, com boas ultrapassagens. Sempre buscou a linha de fundo. Ajudou, também, na defesa, fechando espaços. Zagueiro, lateral e ala. Um grande polivalente – NOTA: 7,5
PONTE – Elo frágil da defesa alvinegra, ficou pressionado durante as saídas com a bola. Desta vez, todavia, não comprometeu muito. Realizou alguns desarmes e auxiliou Vitinho à frente. Por ordem tática, cedeu a vaga a Villalba durante o segundo tempo da peleja – NOTA: 6,0
BASTOS – Saiu jogando direitinho quando a bola parou em seus pés. Levou a pior no um contra um, em alguns momentos da primeira etapa do embate. Após o intervalo, porém, cresceu e passou a ganhar todas as disputas, como o velho Palanca Negra dos bons tempos. Um beque conforme reza o figurino – NOTA: 7,0
BARBOZA – Protegeu bem a bola no contato direito com os jogadores do Barcelona-ECU e não passou grandes apertos. Manteve o estilo arrojado. Malandro, ainda arrumou a expulsão do técnico rival e teve um bom impacto nos desarmes – NOTA: 7,0
TELLES – Mais tímido do que Vitinho no apoio. Forçou a barra em cruzamentos infrutíferos e não garantiu a segurança necessária no lado esquerdo da defesa do Fogão – NOTA: 5,0
NEWTON – Marcou de forma correta e deu o bote no momento certo para interromper alguns ataques dos anfitriões. Com a bola nos pés, apostou em inversões para clarear o jogo. Partida correta do “jogador invisível”, conforme sempre pontua o técnico Martín Anselmi – NOTA: 6,5
DANILO – Voltou a pisar na área. Recebeu um presente em condições adequadas de empatar a partida e chutou para fora. Definiu mal ao ter uma grande chance de marcar para o escrete visitante. Em contrapartida, ajudou Newton a não ficar muito sobrecarregado na marcação – NOTA: 6,0
MONTORO – Encaixotado por uma marcação voraz, baixou para buscar a bola e armar a equipe visitante. Mas nem com muita movimentação resolveu. Ficou sem dialogar no ataque e chutou longe as duas finalizações que teve ao longo do prélio. Ainda não é o Monstrinho que a torcida conhece – NOTA: 5,0
BARRERA – Inoperante nos 45 minutos iniciais do espetáculo em Guayaquil. Passou a maior parte do jogo se omitindo das jogadas. No segundo tempo, contudo, quebrou a própria inércia, movimentou-se mais, participou da trama do 1-1 e conseguiu faltas. Estava precisando mesmo acordar. Deixou o time, no segundo tempo, para a entrada de Tucu – NOTA: 5,5
MARTINS – Não vinha funcionando como “9”, pois, como de praxe, voltou a perder grandes oportunidades e pecou em outras decisões. No entanto, se redimiu ao acertar o cantinho do goleiro da equipe equatoriana em boa articulação de ataque do Mais Tradicional. Enfim, caprichou e foi recompensado com a bola na rede. Para ser justo, também ofereceu rapidez ao setor ofensivo. Saiu, depois, para a entrada de Cabral – NOTA: 6,5
VILLALBA – Manteve o fôlego de Vitinho nas chegadas à frente, deixando o lateral-direito com obrigações mais defensivas. Aparece sempre como boa opção para o segundo tempo – NOTA: 6,0
CABRAL – Irritou a torcida do Botafogo ao errar e armar dois contra-ataques para o Barcelona. Segue em péssima fase – NOTA: 3,5
TUCU – Entrou no fim. Fica, portanto, SEM NOTA
TÉCNICO: MARTÍN ANSELMI – Insistiu em Martins como 9 porque sabe que Cabral não rende. A equipe não tem centroavante de ofício e nem goleiro. Linck, o grande vilão da peleja, não pode sair com os pés! Apesar destes contratempos importantes, o Botafogo dominou o jogo e apresentou suas credenciais de favorito nesta série – NOTA: 6,0
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