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·17. Februar 2026
Balanço Massis, 1 mês como Presidente do SPFC

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Balanço Massis, 1 mês como Presidente do SPFC
Harry Massis completa exatamente um mês à frente da presidência interina do São Paulo (16/01 a 16/02/2026), assumindo após a renúncia de Julio Casares em meio ao processo de impeachment e crise política que abalou o clube no fim de 2025. Aos 80 anos, o conselheiro vitalício trouxe um tom de serenidade ao Morumbi, priorizando estabilidade institucional e medidas práticas para reestruturar a gestão, o departamento de futebol e as finanças, sem promessas mirabolantes, mas com ações concretas que já impactam o dia a dia tricolor.
Fora de campo, as mudanças foram cirúrgicas: demissões de figuras como o CEO Márcio Carlomagno e Dedé (diretor social), além da chegada de Rafinha como gerente de futebol no lugar de Muricy Ramalho, afastado por questões de saúde. A comunicação ganhou reforço com Felipe Espindola na diretoria de assessoria (20+ anos no clube), e as decisões esportivas foram centralizadas entre Massis e Rui Costa, que assume protagonismo em contratações e relações institucionais. Essa transição evitou o caos pós-Casares e acalmou os ânimos políticos, com opositores prometendo trégua temporária.
Dentro das quatro linhas, os números falam por si: invencibilidade de seis jogos consecutivos, a maior desde agosto de 2025, com classificação às quartas do Paulistão e vice-liderança no Brasileirão (7 pontos em 3 rodadas, atrás só do Palmeiras). A estabilidade política reflete no desempenho de Hernán Crespo, que ganhou tempo para ajustes táticos e agora conta com elenco reforçado por Cauly, Lucas Ramon e Danielzinho, além de retornos como Arboleda e Ferreirinha. A renovação de contrato de Luciano até 2027 simboliza confiança no projeto em construção.
No compliance e finanças, Massis agiu com rigor: afastou a própria filha da base feminina por conflito de interesses, implementou parcelamento de direitos de imagem em até 10 vezes (sem atrasos em salários, diferentemente do padrão anterior de 1 mês), e planeja apresentar o balanço financeiro de 2025 atrasado. Com dívida superior a R$ 900 milhões agravada nos últimos anos, a gestão foca reorganização orçamentária, corte de gastos supérfluos e busca por novos patrocínios para espaços vazios na camisa, como barra traseira e omoplatas.
Para os são-paulinos, o primeiro mês de Massis é de alívio: fim da “bagunça” política (nas palavras de Lucas Moura), foco no futebol e indícios de profissionalização. Sem intenção de disputar eleições em 2026, o presidente interino pavimenta transição estável, mas cobra resultados em campo – como vitória sobre RB Bragantino e bom Brasileirão – para ganhar fôlego. O Tricolor sonha alto no Paulistão e nacional, e Massis prova que experiência e pulso firme podem recolocar o clube nos trilhos. Se deixarem ele seguir…









































