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·12. Februar 2026
Bap credita revolução financeira do Flamengo a ele mesmo: 'Me inspirei no Barcelona'

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O atual momento de glórias do Flamengo, com títulos de Brasileirão e Libertadores e receitas que rivalizam com a elite europeia, tem um pé no Barcelona. Pelo menos é o que garante o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (Bap). Em entrevista ao jornal espanhol "Diario As", o dirigente chamou para si a responsabilidade pelo início da revolução financeira rubro-negra e revelou que o modelo de gestão foi copiado do clube catalão do início dos anos 2000.
Bap, que na época era executivo da Sky, afirmou que o processo de profissionalização que transformou o clube em potência econômica começou em 2010, partindo de uma iniciativa solitária dele.
Ao ser questionado pelo periódico espanhol sobre o trabalho fora de campo que tornou o Flamengo o clube com maior arrecadação da América do Sul, Bap não foi modesto. Ele relatou como usou sua posição no mercado corporativo para reunir o grupo que venceria as eleições de 2012 (a chapa de Eduardo Bandeira de Mello).
"É uma pergunta importante porque houve o início de um processo de revolução rubro-negra. Provavelmente começou em 2010. Comigo. Sozinho. Eu já era sócio do clube, era presidente da Sky no Brasil. E patrocinávamos o basquete do Flamengo naquela época. Tivemos muito sucesso com isso", declarou Bap ao "As".
O presidente detalhou que, a partir do sucesso no basquete, começou a recrutar outros executivos de mercado que fossem apaixonados pelo clube, mas que estivessem fora da política viciada da Gávea. "Esse grupo cresceu, tomou forma, formamos uma candidatura e ganhamos as eleições de 2012", completou.
Se a iniciativa partiu de Bap, a inspiração veio da Catalunha. O mandatário revelou que a reestruturação do Flamengo foi 100% inspirada na recuperação do Barcelona, liderada por Ferran Soriano (hoje CEO do Grupo City) e Joan Laporta no início do século.
O "manual" do grupo político de Bap foi o livro "A Bola Não Entra Por Acaso", escrito por Soriano.
"O modelo, a inspiração, foi 100% o Barcelona, no início da década de 2000, creio que por Ferran Soriano e seu livro ‘A bola não entra por acaso’. Ali contam a história do Barcelona, e se quiser entender o que me motivou, foi porque as condições eram idênticas às que contam do Barcelona naquela época", explicou.
Bap finalizou traçando um paralelo entre a crise que o Barça vivia antes de sua era de ouro e o caos financeiro do Flamengo pré-2013, ressaltando que sempre viu no Rubro-Negro um potencial de crescimento gigantesco, que hoje se concretiza com recordes de faturamento e taças no Museu Flamengo, na Gávea.
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