Portal dos Dragões
·2. Juni 2026
Bednarek entra no lote de capitães do FC Porto após época de afirmação

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Recrutado no final de julho do ano passado ao Southampton, por 7,5 milhões de euros, Jan Bednarek chegou ao Dragão com uma missão exigente: assumir o comando da organização defensiva do FC Porto, numa altura em que, na época anterior, a equipa tinha sentido a falta de uma voz de liderança. O polaco respondeu sem hesitações. Apoiado na experiência acumulada em oito épocas no futebol inglês – 254 jogos pelo Southampton e quatro pelo Aston Villa -, o camisola 5 integrou-se na perfeição nas ideias de Francesco Farioli e ajudou a devolver estabilidade ao setor recuado. Fê-lo com autoridade, assumindo a coordenação das movimentações e, quando necessário, elevando a voz, além de defender os colegas e de os confortar nos momentos menos favoráveis.
No fim da temporada, os resultados falam por si: os dragões recuperaram o título nacional, que lhes escapava há quatro anos, com Bednarek em evidência. O central de Slupca foi o terceiro jogador mais utilizado – apenas Diogo Costa e Froholdt somaram mais tempo em campo -, acumulando perto de 4000 minutos e conquistando um lugar de destaque junto dos adeptos, de Farioli e da estrutura. A tal ponto que a ideia do defesa como ‘capitão sem braçadeira’ acabou por ganhar contornos muito concretos. Menos de um ano depois de chegar ao FC Porto, Bednarek entrou na hierarquia de capitães de equipa.
A integração do internacional polaco no grupo de líderes do plantel foi decidida após a saída de Stephen Eustáquio para o Los Angeles FC, no início de fevereiro. O luso-canadiano era um dos subcapitães de equipa, ao lado de Cláudio Ramos, Alan Varela e João Costa – Diogo Costa, como é sabido, é o dono da braçadeira -, mas a sua saída do Dragão abriu espaço à entrada de Bednarek na hierarquia.
Os sinais, de resto, foram surgindo de forma gradual. Desde cedo que, na ausência de Varela no onze, era o defesa de 30 anos que se juntava a Diogo Costa na hora de ouvir as indicações da equipa de arbitragem antes do apito inicial. Isto porque as equipas cujo guarda-redes é o capitão podem designar um jogador de campo para falar com o árbitro durante o jogo. Quando o argentino não atuava, essa responsabilidade recaía em Bednarek, sinal claro da confiança de Farioli na sua serenidade e capacidade de argumentação.
Com o futuro em perspetiva, este é também um sinal da importância do camisola 5 no projeto portista. Eustáquio deverá regressar ao Olival depois do Mundial, mas, estando no último ano de contrato com o FC Porto, dificilmente continuará no plantel dos dragões, até porque a SAD já trabalha na procura de um médio para reforçar o centro do relvado – Caleb Yirenkyi está referenciado, tal como outras opções. Nesse contexto, Bednarek surge como presença sólida nas contas da braçadeira de capitão do clube campeão nacional e entra em 2026/27 com um estatuto ainda mais reforçado. À entrada para a segunda época de azul e branco, é já uma das vozes mais respeitadas do balneário do FC Porto. E no relvado, a realidade é a mesma: o central é uma peça essencial para Farioli.







































