Território MLS
·29. März 2026
Bélgica atropela os Estados Unidos em Atlanta e expõe fragilidades do time de Mauricio Pochettino em preparação para Copa do Mundo 2026

In partnership with
Yahoo sportsTerritório MLS
·29. März 2026

A Bélgica venceu os Estados Unidos por 5 a 2 neste sábado (28), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, em amistoso internacional preparatório para a Copa do Mundo. Após um primeiro tempo equilibrado, a equipe comandada por Rudi Garcia dominou completamente a segunda etapa e construiu uma vitória tranquila.
O início da partida mostrou um cenário equilibrado, com os Estados Unidos conseguindo competir bem, principalmente com Antonee Robinson, que foi um dos melhores jogadores em campo no primeiro tempo.
A equipe de Pochettino seguiu fazendo o que tem feito em todos os jogos, marcando alto, com muita pressão, sem importar quem está pela frente e de fato funcionou durante 45 minutos, tanto que…
A equipe americana conseguiu abrir o placar aos 39 minutos, com Weston McKennie, aproveitando cruzamento de Robinson após escanteio.
Até ali, os Estados Unidos conseguiam equilibrar as ações, mas um problema já era evidente: a dificuldade em conter Jérémy Doku.
O ponta belga foi simplesmente imparável. Atuando pelo lado esquerdo, venceu todos os duelos individuais, tanto contra Timothy Weah, utilizado como ala/lateral, quanto contra Mark McKenzie. A escolha tática de Mauricio Pochettino, com uma estrutura híbrida que variava entre linha de quatro e três zagueiros, acabou deixando o setor exposto.
E a Bélgica aproveitou.
Aos 44 minutos, após mais uma jogada iniciada por Doku, Zeno Debast acertou um chute de longa distância para empatar o jogo.
Na segunda etapa, o cenário mudou completamente.
A Bélgica passou a dominar o jogo com intensidade, organização e eficiência. Logo aos 52 minutos, Amadou Onana virou o jogo após mais uma jogada construída pelo lado esquerdo.
Pouco depois, aos 59, Charles De Ketelaere ampliou de pênalti.
Com o jogo aberto e os Estados Unidos desorganizados defensivamente, a Bélgica encontrou ainda mais espaços.
Aos 67, Dodi Lukebakio marcou um golaço no ângulo — justamente explorando o lado esquerdo da defesa americana.
A partir daí, o controle foi total. Lukebakio ainda marcou o quinto gol aos 81 minutos, novamente explorando falha defensiva.
Os Estados Unidos diminuíram no fim com Agyemang, mas sem qualquer impacto no resultado.
Posse de bola: 52% x 48% Finalizações: 12 x 21 Finalizações no alvo: 5 x 10 Passes trocados: 461 x 445 Escanteios: 6 x 6
⭐ Melhor em campo: Jérémy Doku Simplesmente dominante. Venceu todos os duelos, criou jogadas constantemente e foi o principal fator de desequilíbrio da partida.
🔥 Outro destaque: Antonee Robinson Grande atuação no primeiro tempo, sendo o melhor jogador dos Estados Unidos até o intervalo. Muito ativo ofensivamente, deu assistência e praticamente confirma sua titularidade pensando na Copa do Mundo.
⚠️ Ponto negativo: Max Arfsten Entrou no segundo tempo e teve enormes dificuldades defensivas. Foi constantemente superado por Dodi Lukebakio e acabou diretamente envolvido no lance do golaço do belga. Liga um alerta importante na briga por vaga na Copa do Mundo, apesar do crédito acumulado após boa Gold Cup.
O técnico Mauricio Pochettino reconheceu a dificuldade da equipe pelos lados, mas minimizou o problema estrutural:
“Pode parecer que tivemos problemas nas laterais, mas não é exatamente isso. Precisamos entender melhor os momentos do jogo.”
Já Rudi Garcia destacou o impacto de Jérémy Doku na partida:
“Quando ele joga assim, é impossível parar. Ele cria vantagens o tempo todo para a equipe.”
Na zona mista, Ricardo Pepi respondeu a uma pergunta de Luciano Carvalho, do Território MLS, sobre a importância de enfrentar adversários de alto nível mesmo em meio a uma derrota pesada:
“Mesmo com a derrota difícil, você acha que os EUA precisam desses jogos complicados antes da Copa do Mundo para se prepararem mais?”
Pepi foi direto:
“Sim, 100%. Sinto que eles nos preparam e nos deixam em uma posição melhor para uma Copa do Mundo melhor, então acho que é um bom jogo, com certeza.”
A fala reforça a ideia de que, apesar do resultado negativo, o confronto faz parte de um processo necessário de evolução da seleção americana.
A Bélgica confirmou o excelente momento sob o comando de Rudi Garcia. A equipe apresentou um futebol extremamente organizado, disciplinado taticamente e com grande poder ofensivo pelos lados.
A conexão entre Kevin De Bruyne e Doku foi um dos grandes destaques, com o meio-campista atuando em zonas mais recuadas e encontrando passes constantes para acelerar o jogo.
Pelo lado direito, a dupla Saelemaekers e Meunier também funcionou muito bem, oferecendo equilíbrio e profundidade.
O único ponto que faltou em alguns momentos, especialmente no primeiro tempo, foi a presença de um centroavante de referência. Com o retorno de Romelu Lukaku, a tendência é que a equipe se torne ainda mais perigosa.
Mesmo com desfalques importantes como Courtois, Tielemans (que entrou no segundo tempo) e Arthur Theate, a Bélgica mostrou força coletiva e um elenco profundo — credenciais de uma seleção que deve chegar, no mínimo, às quartas de final da Copa do Mundo.
Já os Estados Unidos vivem um cenário diferente.
A derrota expõe fragilidades importantes, principalmente contra seleções europeias de alto nível. Ainda assim, o caminho escolhido por Pochettino parece claro — e necessário.
Enfrentar adversários como Bélgica, Portugal e Alemanha faz parte do processo de evolução da equipe. Após vencer o Uruguai, agora os americanos entendem melhor suas dificuldades, especialmente contra seleções com pontas fortes e jogo vertical.
O próximo desafio, contra Portugal, será completamente diferente.
Se contra a Bélgica o problema esteve nas pontas, contra Portugal o foco estará no meio-campo, um setor extremamente qualificado. O desempenho nesse jogo pode indicar qual caminho os Estados Unidos devem seguir pensando na Copa do Mundo, onde o objetivo declarado por Pochettino é chegar às semifinais.
Os Estados Unidos voltam a campo na terça-feira (31), novamente em Atlanta, para enfrentar Portugal.
Já a Bélgica enfrenta o México no mesmo dia, em Chicago, dando sequência à preparação para a Copa do Mundo.









































