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·21. Februar 2026
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Em meio ao caso de racismo contra Vinícius Júnior, o Benfica apresentou uma ação no Comitê Disciplinar da Uefa contra Federico Valverde.
O clube português acusa o meia do Real Madrid de conduta violenta devido a um lance ocorrido no segundo tempo da partida entre as duas equipes.
Segundo os jornais portugueses A Bola e Record, a expectativa do Benfica é que a Uefa tome uma decisão antes do jogo de volta dos playoffs da Liga dos Campeões. O confronto decisivo acontecerá na próxima quarta-feira (25), no Santiago Bernabéu.
O lance que motivou a queixa ocorreu aos 38 minutos da etapa final, quando Valverde tentou acertar um soco em Samuel Dahl, do Benfica, durante uma disputa de bola.
A arbitragem não marcou falta e o VAR não acionou a revisão da jogada.
Reclamações no lado português
As queixas do lado benfiquista não se limitam ao lance com Valverde.
O técnico José Mourinho, que foi expulso no segundo tempo, criticou duramente o árbitro François Letexier após o jogo.
Mourinho afirmou que o árbitro tinha anotações indicando que jogadores do Real Madrid (Carreras, Tchouaméni e Huijsen) não poderiam receber cartão amarelo.
Segundo o treinador, ao constatar esse fato e alertar a arbitragem, ele foi expulso.
Caso de racismo
A partida no Estádio da Luz também ficou marcada por um grave incidente envolvendo Vini Jr.
Após abrir o placar com um golaço no início do segundo tempo e comemorar dançando na bandeirinha de escanteio, o brasileiro foi alvo de objetos atirados pela torcida do Benfica, o que gerou revolta entre os jogadores.
Na confusão, o árbitro puniu Vini Jr com um cartão amarelo enquanto ele discutia com o argentino Prestianni, do Benfica.
Logo em seguida, o atacante do Real Madrid acusou o adversário de racismo.
Imagens registraram o momento em que Prestianni cobriu a boca com a camisa durante a discussão.
Após ser xingado, Vini Jr correu em direção ao árbitro, que ativou o protocolo contra o racismo, cruzando os braços em forma de "X" para sinalizar o caso ao estádio.
A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos e foi retomada sem punições imediatas relacionadas ao incidente.
Benfica estuda punir torcedores
O Benfica analisou as imagens da partida, tanto as da transmissão quanto as internas do estádio, e identificou torcedores fazendo gestos racistas – como imitar movimentos de macacos – e entoando cânticos preconceituosos contra o brasileiro.
O clube agora apura se esses indivíduos são sócios e promete sanções duras, que podem incluir a perda de privilégios e a expulsão definitiva do quadro associativo.
A diretoria benfiquista, no entanto, mantém o apoio ao atacante Prestianni, confiando na versão do atleta.
Prestianni nega racismo
Na esfera esportiva, Prestianni apresentou sua defesa oficial à Uefa. O argentino negou ter chamado Vini Jr. de "macaco" (a palavra espanhola mono), afirmando que a ofensa proferida foi "maricón", um termo homofóbico.
Kylian Mbappé, entretanto, afirmou que o argentino usou o termo racista contra Vinicius por cinco vezes.
O astro francês, inclusive, repreendeu o jogador argentino no gramado, e deu uma forte entrevista no pós-jogo, pedindo que Prestianni não jogasse mais a Champions League.
Independentemente da ofensa (racismo ou homofobia), as regras disciplinares da Uefa preveem penas que podem chegar a 10 jogos ou mais de suspensão para o jogador do Benfica.
Além disso, a Fifa discute punir rigorosamente atletas que cobrem a boca durante discussões em campo, ato que Prestianni realizou durante o atrito com o brasileiro.

📸 PATRICIA DE MELO MOREIRA - AFP or licensors
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