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·27. Februar 2025

Benfica diz que sofreu ataque informático antes de divulgações no Porto Canal

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José Ribeiro revelou na sessão de hoje do processo em que Rui Pinto está acusado de 241 crimes, incluindo 201 de acesso ilegítimo qualificado, 22 de violação de correspondência agravada e 18 de dano informático, que foram identificados acessos não autorizados a diversos ficheiros internos e a várias campanhas de ‘phishing’.

De acordo com a testemunha, os acessos ilegítimos “ocorreram em horas noturnas”, com algumas ligações a partir de países estrangeiros, “com um IP húngaro e outro francês”, e foram “anteriores às divulgações no Porto Canal e no blogue mercado Benfica”.


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Ribeiro esclareceu que os utilizadores do domínio ‘slbenfica.pt’, que totalizavam cerca de 1400, “não notaram acessos não autorizados às suas contas”, sublinhando que os acessos foram realizados por alguém com um conhecimento informático superior e através de contas com privilégios de administrador.

O responsável pela tecnologia confirmou que contas profissionais de várias personalidades do Benfica, incluindo Rui Costa, o atual presidente, Luís Filipe Vieira, o ex-líder do clube, e Domingos Soares de Oliveira, administrador da Benfica SAD na altura dos factos, foram alvo de acesso indevido, destacando a recolha indiscriminada de dados.

“A recolha de informação não foi feita de forma seletiva, mas o que foi divulgado no Porto Canal, especialmente os valores de transações de jogadores e dados sobre a gestão desportiva, foi escolhido”, afirmou.

José Ribeiro garantiu que, após a deteção dos acessos indevidos em meados de 2017, foram realizadas “várias ações” para reforçar a segurança.

Rui Pinto está a ser julgado por 241 crimes, incluindo 201 de acesso ilegítimo qualificado, 22 de violação de correspondência agravada e 18 de dano informático.

Além do Benfica, outras figuras e instituições afetadas incluem diversos clubes, a Liga, empresas, sociedades de advogados, juízes, procuradores, a Autoridade Tributária e a Rede Nacional de Segurança Interna.

O criador do Football Leaks foi pronunciado para julgamento em março de 2023, com o Tribunal Central de Instrução Criminal a amnistiar 134 crimes de violação de correspondência, com base na lei de amnistia aprovada durante as Jornadas Mundiais da Juventude, por os crimes terem sido, alegadamente, praticados antes de Rui Pinto ter completado 30 anos.

Rui Pinto foi condenado em setembro de 2023 no caso ‘Football Leaks’ pelo Juízo Central Criminal de Lisboa a quatro anos de prisão com pena suspensa, por crimes de extorsão na forma tentada, violação de correspondência agravada e acesso ilegítimo.

Em novembro de 2023, foi condenado a seis meses de prisão em França, também com pena suspensa, por ter acedido ilegalmente a e-mails do Paris Saint-Germain.

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