Esporte News Mundo
·25. März 2026
Botafogo SAF rebate críticas e contesta reportagens sobre gestão de John Textor

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·25. März 2026

O Botafogo se posicionou oficialmente na noite desta terça-feira (24) para rebater informações divulgadas sobre sua situação financeira. Em nota, a SAF do clube negou que possua uma dívida de R$ 3 bilhões, como publicado em reportagem do jornal O Globo e repercutido nas redes sociais.
De acordo com o comunicado, o montante divulgado “não procede”. O clube explicou que, em 2021 — antes da criação da SAF — o Botafogo registrava receita de R$ 118 milhões para uma dívida de R$ 1,2 bilhão, considerada crítica na época.
Já no modelo atual, a SAF afirma operar com um nível de endividamento mais saudável, entre uma e duas vezes a sua receita. O valor atualizado da dívida ainda está em apuração e será divulgado no próximo balanço financeiro, mas, segundo o clube, deve representar cerca de metade do que foi informado publicamente.
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Outro ponto destacado pela SAF é que grande parte do passivo atual está relacionada a pagamentos futuros por contratações de jogadores. Segundo o clube, esse tipo de dívida difere do passivo herdado do antigo Clube Social, pois está diretamente atrelado a ativos que podem gerar retorno esportivo e financeiro.
O Botafogo também ressaltou a valorização do elenco. Em 2022, quando a SAF assumiu o controle, o grupo de jogadores tinha pouco valor econômico. Atualmente, a estimativa interna é de que o elenco profissional e as categorias de base ultrapassem R$ 1,2 bilhão em valuation.
Além disso, o clube informou que reduziu em aproximadamente R$ 600 milhões o passivo herdado do modelo anterior.
A SAF destacou ainda que segue dentro dos limites estabelecidos no Acordo de Acionistas no que diz respeito ao nível de endividamento. Segundo a nota, todos os números vêm sendo apresentados regularmente aos acionistas, incluindo a Eagle Football e o Clube Social, sem questionamentos sobre o cumprimento das metas.
O clube também abordou outras informações divulgadas recentemente. Segundo a SAF, John Textor não concedeu poderes a si próprio, apenas passou a ser o único responsável pelas decisões após a renúncia do então CEO, Thairo Arruda.
Sobre a adoção da lei suíça em operações envolvendo receitas de transferências, o Botafogo explicou que a escolha se deu por exigência do novo credor e pela segurança jurídica, já que a FIFA está sediada no país.
Por fim, a SAF negou que tenha concedido procuração à empresa GDA Luma para atuar em nome do clube, afirmando que houve apenas o reconhecimento de garantias contratuais em caso de inadimplência — prática comum em operações financeiras.
Com a nota, o Botafogo tenta conter a repercussão negativa e reforçar a transparência de sua gestão financeira no modelo SAF.









































