Jogada10
·12. Juni 2026
Brasil rumo ao hexa: 2030 é o verdadeiro destino

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A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11/6) com vitória de um dos anfitriões, o México, diante da fraquíssima África do Sul. Um jogo ao qual já não se esperava grande nível técnico.
O Brasil, por sua vez, chega à Copa de 2026 após apresentar variações táticas e volume no campo de ataque no amistoso diante do Egito. Ainda assim, a pontaria ruim atrapalhou. E a vitória só se concretizou em razão do fator Endrick, que fez a diferença e assegurou tranquilidade no último teste para o Mundial.
A afirmação de que a Canarinho não carrega o peso de ser favorita imediata ao título é real. Mas não é encarada com a maturidade que deveria. Inclusive, dentro da CBF. O ciclo, como sabemos, teve turbulências, lesões de jogadores importantes e a dificuldade de Carlo Ancelotti em consolidar um esquema tático confiável.
Rivais como França, Argentina, Espanha e Portugal aparecem mais prontos para brigar pelo troféu agora. Por isso, conquistar o hexa em 2026 seria quase uma surpresa — e não deve ser tratado como obrigação ou como fracasso caso não aconteça.
O verdadeiro horizonte está em 2030. O Brasil tem todos os elementos para ser o grande favorito ao título daqui a quatro anos. Para isso, é fundamental que Ancelotti use esta Copa como ponto de partida para uma reconstrução sólida.

Endrick e Rayan: dupla tem potencial de sobra para liderar a Seleção Brasileira no ciclo para 2030. E Estêvão ainda se juntará a eles – Foto: Rafael Ribeiro/CBF
O que importa não é apenas vencer, mas mostrar evolução clara e consistente. É preciso dar espaço à renovação, apostar em jovens talentos e evitar, assim, a dependência de veteranos que não rendem na Seleção como em seus clubes.
Também é essencial formar novas lideranças, reduzir a dependência inexplicável de Neymar e construir uma identidade tática que resista à pressão dos grandes adversários.
Caso o Brasil mostre sinais de ousadia, coragem e protagonismo já em 2026, mesmo sem levantar a taça, o torcedor terá motivos para acreditar que o caminho para o hexa em 2030 está bem pavimentado.
O favoritismo, portanto, não é para agora. Mas para o futuro próximo. E esta Copa deve ser encarada como o início da jornada rumo ao título que recolocará o Brasil no topo do futebol mundial.







































