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·3. Februar 2026
Cartilheiros entram em ação após o primeiro tropeço

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O golo irregular do FC Porto quase permitia aos azuis e brancos pontuar. Para quem se limita a olhar para resultados e a ouvir opiniões recicladas nos programas desportivos, foi uma surpresa o FC Porto perder pela primeira vez no campeonato. Para quem vê futebol, não foi novidade nenhuma.
O futebol apresentado nos últimos dez jogos já anunciava este desfecho. Vitórias arrancadas com ajudas da arbitragem ou aproveitando azares dos adversários, perdas de bola em momentos de total controlo e decisões inexplicáveis que acabaram sempre por cair para o mesmo lado.
A primeira derrota trouxe, no entanto, uma novidade interessante. A pressão imediata sobre Farioli, promovida pelos cartilheiros da direção do FC Porto que ocupam estrategicamente os painéis televisivos. Mal surgiu o resultado negativo, a narrativa foi rapidamente montada. Defesa cerrada ao presidente e ataque direto ao treinador.
Hugo Tiago, cartilheiro das segundas-feiras, não perdeu tempo. Criticou as opções do técnico e deixou uma mensagem clara, a equipa que Villas-Boas lhe deu não serve. O guião é antigo, muda apenas o nome do treinador.
Tudo isto demonstra nervosismo. Sabiam que este momento ia chegar, conhecem bem o historial do treinador que contrataram e, por isso, semana após semana, fabricam temas, colocam câmaras nos balneários e desviam atenções para os rivais. Quando o castelo abana, a culpa nunca é de quem manda. É sempre de quem está no banco.








































