Esporte News Mundo
·28. Juli 2026
CBF investiga apostas suspeitas em jogo do Brasileirão

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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) iniciou uma apuração após identificar um alerta de movimentações suspeitas de apostas envolvendo um cartão amarelo recebido por Lucho Acosta, do Fluminense, durante o empate por 1 a 1 com o Red Bull Bragantino, pelo Campeonato Brasileiro.
O indício surgiu a partir de um relatório da Sportradar, empresa contratada pela Fifa para monitorar possíveis manipulações em competições. O documento apontou um volume considerado anormal de apostas direcionadas especificamente para que o meia argentino fosse advertido com cartão amarelo na partida.
Após receber o relatório, a CBF notificou órgãos como Polícia Federal, Ministério Público e Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). A confederação trata o caso como uma apuração preliminar e aguarda o retorno das autoridades antes de qualquer eventual abertura de processo.
O Fluminense também foi comunicado oficialmente sobre a situação. Em nota enviada ao UOL, o clube informou que recebeu a notificação em caráter sigiloso, colocou-se à disposição para colaborar com as investigações e afirmou que Lucho Acosta negou qualquer participação em irregularidades.
Segundo as informações, a casa de apostas Stake identificou um volume incomum de apostas relacionadas ao cartão amarelo do jogador e repassou o alerta à Sportradar. Parte dessas operações teria sido realizada por meio de criptomoedas, o que dificulta a identificação dos apostadores envolvidos.
O lance que motivou a investigação ocorreu aos 47 minutos do segundo tempo. Após uma confusão entre jogadores das duas equipes, iniciada longe de Lucho Acosta, o argentino empurrou Lucas Barbosa e, em seguida, se envolveu em novo contato com Gustavo Marques. O árbitro David Lacerda aplicou o cartão amarelo ao atleta.
Relatórios da Sportradar costumam representar o primeiro passo em investigações sobre possíveis manipulações relacionadas ao mercado de apostas esportivas. No entanto, a existência de movimentações financeiras atípicas, por si só, não comprova a participação de jogadores ou a intenção de influenciar o resultado de um lance.
Casos recentes, como os de Lucas Paquetá e Bruno Henrique, também tiveram início após alertas de apostas consideradas anormais. Em ambos os episódios, as investigações precisaram avançar para verificar se houve participação direta dos atletas, já que o aumento no volume de apostas pode ocorrer por diferentes fatores, como boatos ou informações compartilhadas entre apostadores.







































