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·3. April 2026
CMTV barrada no aeroporto de Lisboa

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Semanas e semanas de indignação porque José Mourinho não falava nas conferências de imprensa, porque os jornalistas da Media Livre ficavam de braço no ar, e porque o Benfica decidiu cortar relações com um órgão de comunicação social. Sempre que surge oportunidade, o discurso é de indignação e de defesa de princípios.
Curiosamente, o mesmo não se verifica quando um presidente de um clube admite publicamente que contacta donos de grupos de comunicação social para se queixar do tratamento dado por comentadores. A reação já não tem o mesmo peso, nem a mesma duração, nem a mesma intensidade.
O contraste torna-se evidente. De um lado, cria-se um ambiente de polémica prolongada, com debates constantes e foco mediático. Do outro, um episódio com impacto semelhante passa com menor exposição e sem o mesmo nível de escrutínio. É precisamente nesta diferença de tratamento que muitos encontram o ponto central da discussão. Não é apenas o que acontece, mas a forma como é amplificado, repetido ou rapidamente esquecido. E quando o critério parece variar consoante o protagonista, o debate deixa de ser apenas sobre futebol e passa a ser sobre perceção pública.
Se isto fosse com o Benfica, não tenhamos dúvidas de que seria um escândalo nacional, o “Benfiquistão” a dominar tudo e de que seria grave a forma como tentaram controlar a narrativa. Como se trata do FC Porto, não fazem semanas de debate e focam-se em mais uma frustração no aeroporto de Lisboa.
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