Clube Atlético Mineiro
·6. April 2026
Coletiva Eduardo Domínguez

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·6. April 2026

Pergunta: O time começou com muita intensidade nos primeiros minutos, com o gol saindo em uma jogada de pressão, e também houve uma conexão forte com o torcedor. Foi talvez a primeira grande sinergia entre time e arquibancada na Arena MRV neste ano?
Eduardo Domínguez: “Um pouco é como vêm trabalhando os jogadores. Buscamos ser uma equipe em princípio que esteja compacta, que esteja junta, que essa força de estar junto nos permita sair rápido para o ataque.
E precisamos muito nessas situações da vontade do jogador, mais o que pede o treinador, e a vontade do jogador sabendo que temos uma grande capacidade de grandes jogadores individuais e que pouco a pouco nos estamos convertendo em um equipo sólido.
Uma equipe que, mais além de alguém gostar mais ou gostar menos, essa solidez quando tem a pelota… não queremos uma posse de bola por tê-la, mas sim para danar o rival, para chegar com força à área rival.
Creio que pouco a pouco vão entendendo cada vez melhor e a individualidade aparece. E quando aparece a individualidade, são grandes jogadores.
E em nossa casa queremos ser fortes e precisamos dessa conexão com nossos torcedores. Então, hoje a gente já voltou a ver ganhar o seu equipo, ver essa conexão que estão tendo com os jogadores, nos põe muito contentes.
Porque, ao fim e ao cabo, a instituição está pelos seus futebolistas e o equipo tem que jogar para seus futebolistas.
Então, um pouco o que eu disse na anterior conferência: queremos que o futebolista se sinta identificado com o equipo. Estamos nesse processo de nos reencontrar e continuar fazendo-nos cada dia mais fortes.”
Pergunta: Quando você chegou, o Atlético estava em uma situação mais complicada na tabela, e hoje já briga na parte de cima, com vitórias recentes, especialmente em casa. O que ainda pode evoluir?
Eduardo Domínguez: “Um pouco temos falado agora no vestiário: manter o equilíbrio.
E creio que não temos que pensar agora que somos um grande equipo, nem antes pensar que éramos um dos piores. Mas os dados são dados e não se pode ir contra isso.
Temos que manter a humildade, sobre a terra, seguir trabalhando, seguir acreditando no que estamos fazendo.
Hoje a equipe levanta o jogador. Hoje a equipe é o que sustém e levanta as individualidades, e as individualidades começam a aparecer.
É o que buscamos: que a estrutura de grupo, de equipe, siga levantando nossos melhores jogadores.”
Pergunta: No primeiro tempo o Atlético conseguiu ganhar muitos duelos no meio, mas no segundo tempo parece que a rotação diminuiu. Foi desgaste ou mérito do adversário?
Eduardo Domínguez: “Sim. Acredito que no primeiro tempo fizemos o desgaste e conseguimos a diferença.
Sabíamos que no segundo tempo o desgaste tinha que ser do rival, outra vez, porque no partido anterior também tivemos que fazer o mesmo. E era levá-lo à frustração.
Por isso também teve tantas mudanças no meio-tempo, e colocamos jogadores de melhor pé no meio, porque tinham algumas liberdades que lhes dávamos, porque eles nunca finalizavam pelo meio.
É um time que não finaliza pelo meio. Então lhes damos a oportunidade de atacar pelo meio e tapar as pontas.
Então, eu acho que eles, modificando essa situação, colocando melhor pé no meio-campo, nos obrigou a nos fechar um pouco mais, a estar mais juntos do que o normal.
E o desgaste que tínhamos feito, me parece que o time começou a manejar bem.
Porque tivemos boas posses de bola, tivemos boas chegadas, pudemos aumentar, quase aumentamos novamente.
E uma bola parada nos faz terminar de uma forma que, no contexto do partido, não apareceu tanto.
Então, temos que continuar melhorando, temos que continuar ajustando, mas me parece que hoje o Atlético está com uma mentalidade ganadora, que faz acreditar que todos os contextos adversos podemos ajustar e melhorar.”
Pergunta: Sobre o processo de transformação da equipe, o quanto isso já está consolidado?
Eduardo Domínguez: “Me parece que é uma pergunta que deve ser respondida pelos jogadores, não eu.
O que estou vendo é que eles estão acreditando.
Realmente há situações que… nós falamos muito nesse período de treinamento que, às vezes, se usam certas palavras que podem confundir. Às vezes esclarecem, às vezes confundem.
Eu usei uma palavra com meus jogadores que talvez tenha confundido dentro do vestiário, mas depois começamos a modificar, a moldar, conhecendo-nos uns aos outros.
Nós tínhamos que nos transformar com uma nova ideia.
E eu acho que o jogador está se transformando, está procurando transformar o que éramos para o que queremos ser, que ainda falta.
Temos que continuar melhorando, temos que continuar ajustando, mas sobretudo é a crença do jogador.
Se o jogador acredita no que está fazendo, não é que vai ser mais fácil, mas vai ser mais sustentável, vai transitar melhor.
O mais importante é que o jogador acredite no que faz e que isso lhe dê benefício ao seu jogo, benefício à sua individualidade.
Porque temos grandes jogadores, de muita experiência, que já brilharam em outros equipos, que brilharam aqui e querem continuar brilhando.
Há jogadores que estão chegando e querem também impor o seu.
Mas não de forma individual. Temos que regrupar, transformar, para que esse grupo possa começar a trazer o brilho.
Estamos brilhando? Não. Falta.
Mas me dá a sensação de que hoje o time é um time compacto, um time sério, que sabe o que quer e como quer.”
Pergunta: Com a sequência grande de jogos, existe a possibilidade de rodar mais o elenco?
Eduardo Domínguez: “Todos os jogadores estão fazendo mérito nos treinamentos para estar disponíveis como titulares.
Mesmo o Gustavo, com todas as dificuldades que teve neste último tempo pessoal, está mostrando esse ímpeto ganhador que é ele.
E talvez estamos sendo injustos nos minutos que estamos oferecendo.
Mesmo Cissé chegou e, claro, hoje entrou muito bem. E, bem, disso temos que fazer um motor.
Lianco fez um grande partido no partido anterior, mas faz cinco meses que não joga. E vai ser muito difícil hoje, pela intensidade com que está jogando o time.
E, do meu lado, tenho que tomar essas decisões, e me dói muitas vezes tomar essas decisões.
E os jogadores vão se enojar, e prefiro um jogador enojado antes que lhe dê o mesmo.
E, seguramente, para este primeiro partido de Copa, não tivemos a Júnior.
Por uma fatia, está jogando todo o tempo Júnior. Seguramente, avaliaremos bem amanhã.
Se há algum jogador que precisemos que fique aqui, ficará. E seguramente alguns jogadores que estão merecendo vão ter sua oportunidade.
E esperamos que aproveitem, porque vai jogar Atlético, não jogam os jogadores.
Vai jogar Atlético, temos que representar como deve ser.”
Pergunta: Antes da sua chegada, havia críticas sobre o sistema defensivo, especialmente zagueiros e primeiro volante. Hoje o time melhorou defensivamente. Era questão de peças ou de ajuste?
Eduardo Domínguez: “Sinto que, quando os resultados não se dão, sempre vai estar a crítica do que cada jogador poderia fazer individualmente.
E acho que hoje estamos tratando como equipe.
Se os zagueiros precisam de ajuda, é porque os meios estão perto, os volantes estão perto. Eles vão para trás e para a frente.
Uma jogada, ao terminar o primeiro tempo, em que o Ruan antecipa três quartos de campo e termina em um remate…
Foi na sequência que nos tiraram vários remates na linha.
E o Ruan, digamos, estamos jogando em campo rival, e ele estava perto de seus zagueiros.
E quando precisamos que os zagueiros estejam perto do Ruan, hoje estamos fazendo isso.
Vamos continuar falando com o Paulo sobre as necessidades que vemos para mais adiante.
E não sei se vai ser um zagueiro, um primeiro volante, um 9, um extremo, não sei.
Hoje somos este equipe e queremos dar o melhor com estes jogadores e melhorar o equipe.
O equipe tem que melhorar, não tem que melhorar o zagueiro, tem que melhorar o equipe.
E hoje o equipe está, como disse anteriormente, sendo um equipe compacto, que sabe o que quer e como.
Isso é o que mais me interessa.”









































