Calciopédia
·13. Februar 2026
Com clássicos, 25ª rodada da Serie A coloca frente a frente Inter e Juventus no Derby d’Italia

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·13. Februar 2026

A 25ª rodada da Serie A mexerá intensamente com a parte de cima da tabela. Afinal, teremos dois confrontos diretos que podem alterar tanto a disputa pelo scudetto quanto a corrida por vagas na próxima Liga dos Campeões. Quatro dos cinco primeiros colocados se enfrentarão em clássicos que unem tanto a tradição quanto a possibilidade de impacto imediato no campeonato.
A liderança da Inter, que tem oito pontos de vantagem sobre o Milan e um jogo a mais disputado, será testada no Derby d’Italia contra a Juventus, quarta colocada, empatada com a Roma e a 12 pontos do topo. Não se trata apenas de uma rivalidade centenária, sempre intensificada por polêmicas e jogaços: em Milão, neste sábado, teremos um encontro que medirá a consistência do time de Cristian Chivu na defesa do primeiro lugar e a capacidade da equipe de Luciano Spalletti de sustentar a reação recente, apesar do tropeço diante da Lazio na rodada anterior.
Em Nápoles, o Derby del Sole coloca frente a frente Napoli e Roma, separados por três pontos. O terceiro colocado soma 49; o quarto, 46. Uma vitória romana por margem superior a um gol alteraria a ordem na tabela pelos critérios de desempate, o que intensifica o confronto direto por vagas na maior competição europeia de clubes. Paralelamente, o sexto colocado Como recebe a Fiorentina, ainda na zona de rebaixamento, enquanto Lazio e Atalanta se enfrentam com implicações na zona de equipes que lutam por um lugar na Liga Europa ou na Conference League. Confira, abaixo, a prévia da jornada.
Inter x Juventus
O Derby d’Italia opõe a líder Inter e a quarta colocada Juventus, donas dos dois melhores ataques da Serie A, mas separadas por 12 pontos. É apenas a quarta vez, na era dos três pontos por vitória, que o confronto ocorre com ao menos essa margem na classificação. Nos três precedentes, os bianconeri venceram dois (2008 e 2021), enquanto os nerazzurri triunfaram em 2010. O contexto atual coloca a Beneamata na defesa de uma vantagem confortável na ponta e a Velha Senhora mais voltada à consolidação na zona de Champions League, empatada com a Roma.
O histórico recente do duelo, contudo, não favorece o time milanês. A Inter venceu apenas uma das últimas sete partidas de liga contra a Juventus (dois empates e quatro derrotas) e perdeu as duas mais recentes – no primeiro turno, num 4 a 3 eletrizante, definido por falhas de Sommer. No entanto, os piemonteses não emplacam três vitórias seguidas sobre a rival no campeonato desde março de 2012. Em San Siro, o equilíbrio persiste: nas nove pelejas mais recentes pelo campeonato, são três triunfos para cada lado e três igualdades. Após o 4 a 4 de outubro de 2024, a Beneamata pode empatar dois jogos caseiros consecutivos contra a Velha Senhora na liga pela primeira vez desde 2002.
O desempenho nos duelos diretos do topo também pesa. Nos confrontos entre os atuais quatro primeiros colocados, a Inter somou apenas um ponto, enquanto Juventus, Napoli e Milan acumulam sete cada. Para uma líder com oito pontos de vantagem sobre o segundo colocado – ainda que com um jogo a mais –, trata-se de um contraste que relativiza a distância construída contra o restante da tabela. A equipe de Luciano Spalletti, por sua vez, chega com quatro vitórias nas últimas cinco partidas como visitante pela Serie A, igualando o número de triunfos obtidos nas 14 anteriores fora de casa.
Em termos de produção ofensiva, o encontro reúne os dois ataques mais eficientes do campeonato: 57 gols da Inter contra 41 da Juventus. Curiosamente, isso dialoga com a mudança recente da verve artilheira no Derby d’Italia: nas últimas três edições pela Serie A foram marcados 16 gols, média de 5,3 por jogo, depois de um ciclo anterior de seis partidas com apenas nove tentos no total.
Individualmente, Dimarco soma 11 assistências e já figura entre os líderes da Inter no quesito em uma única edição de Serie A desde 2004-05, atrás apenas das 12 registradas por Barella e Çalhanoglu em 2021-22. No recorte das primeiras 25 jornadas do campeonato, apenas três jogadores na história recente da liga alcançaram mais passes decisivos nesse estágio. Do outro lado, Yildiz tem oito gols e pode se tornar o primeiro atleta da Juventus a marcar ao menos nove vezes em uma temporada de Serie A antes de completar 21 anos desde o lendário Bettega, em 1970-71. Três desses tentos foram justamente contra a Beneamata, desempenho raro para um jogador tão jovem em um clássico dessa dimensão.
Prováveis escalações
Inter: Sommer; Bisseck, Akanji, Bastoni; Luis Henrique, Barella, Zielinski, Mkhitaryan, Dimarco; Lautaro, Thuram.
Juventus: Di Gregorio; Kalulu, Bremer, Kelly; Cambiaso, Locatelli, Koopmeiners, Cabal; McKennie, Yildiz; David.
Como x Fiorentina
Como e Fiorentina se encontram em momentos que se cruzam entre afirmação e urgência. De um lado, o sexto colocado, que quer estrear em competições europeias; do outro, a inesperada 18ª, ansiosa por deixar a zona de descenso. Vale destacar que o time da Lombardia venceu os dois confrontos mais recentes contra a equipe da Toscana pela Serie A, ambos em 2025, e pode alcançar três triunfos consecutivos sobre a Viola pela primeira vez desde 1950, quando o duelo ainda dava seus primeiros passos na elite. A sequência recente também rompeu uma tradição de empates: depois de seis igualdades em 10 partidas, os últimos seis encontros terminaram sempre com vencedor – quatro sucessos lombardos e dois toscanos.
O time da casa atravessa uma fase bastante consistente na temporada. Está invicto em sete das últimas oito rodadas (cinco vitórias e dois empates) e não sofreu gol nas três mais recentes. Um quarto clean sheet consecutivo repetiria algo que o Como só conseguiu três vezes na história da competição, a última delas em maio de 2025. A solidez tem traço específico: apenas um gol sofrido de cabeça, melhor marca do campeonato ao lado do Napoli. O dado ganha relevância diante do perfil do adversário.
A Fiorentina chega pressionada por números defensivos que ajudam a explicar sua posição delicada. Manteve a baliza inviolada em apenas uma das últimas 19 partidas de liga e sofreu 32 gols no período, média de 1,7 por jogo. Desde o início de outubro, é a equipe com menos compromissos sem sofrer gols na Serie A. Além disso, ninguém foi mais castigada por tentos de cabeça no torneio do que a Viola – nove, número que contrasta diretamente com a consistência aérea do Como.
Há, contudo, nuances quando nos referimos ao mando de campo. O Como venceu só uma das últimas quatro partidas em casa (dois empates e uma derrota), depois de ter acumulado quatro triunfos nas cinco anteriores no Giuseppe Sinigaglia. O 0 a 0 contra a Atalanta na rodada passada abre a possibilidade de dois jogos domésticos consecutivos sem marcar, algo que não ocorre desde fevereiro de 1989. Do outro lado, a Fiorentina venceu em sua última visita aos lariani (2 a 0, em novembro de 2024), encerrando uma série de sete jogos sem sucessos na Lombardia nesse confronto. Por outro lado, jamais conseguiu emendar dois triunfos consecutivos como visitante contra os lariani na elite.
Distantes da briga pelo scudetto, Napoli e Roma farão clássico importantíssimo para a corrida pela Europa (IPA)
Napoli x Roma
Napoli e Roma chegam ao Derby del Sole separados por três pontos e por um contraste claro no recorte dos confrontos diretos recentes. O time da Campânia perdeu apenas uma das últimas 12 partidas de Serie A contra os giallorossi (sete vitórias e quatro empates) e não é derrotado em casa nesse duelo há sete jogos de campeonato. A última vitória romanista em Nápoles pela liga ocorreu em março de 2018. O histórico imediato, portanto, favorece o mandante de maneira consistente.
O peso do estádio Diego Armando Maradona não se restringe a esse confronto. O Napoli está invicto há 22 partidas como mandante na Serie A (16 vitórias e seis empates), sua maior sequência desde o fim dos anos 1980, quando a lenda que dá nome à praça esportiva ainda desfilava por seu gramado. A Roma, por outro lado, não empata fora de casa: soma sete vitórias e cinco derrotas como visitante, sendo uma das únicas três equipes das cinco maiores ligas da Europa a não terem igualdades longe de seus domínios; as outras são Inter e Brentford. O último empate longe do Olímpico foi em abril, no 1 a 1 contra a Lazio.
O recorte contra adversários do topo da tabela reforça as diferenças entre os times. Nos confrontos entre as cinco primeiras equipes da tabela, a Roma conquistou apenas um ponto em cinco partidas e marcou dois gols. O Napoli, em seis jogos contra integrantes desse bloco, somou 10 pontos – desempenho inferior apenas ao do Milan. Se a disputa é direta por posição na zona de Champions League, os números contra concorrentes imediatos pesam contra os giallorossi, que têm rendimento limitado contra tais adversários.
Individualmente, Højlund tem oito gols em 20 partidas e está a um de igualar sua melhor marca anterior em uma edição de Serie A. Considerando adversários enfrentados ao menos três vezes pelo dinamarquês, a Roma é a única contra a qual ele venceu todos os confrontos disputados na competição – exatamente três. Do lado romanista, vale destacar que a doppietta de Malen, contra o Cagliari, teve impacto direto numa estatística de Gian Piero Gasperini: com ela, chegaram a 103 as vezes em que jogadores treinados pelo técnico anotaram dois ou mais tentos numa mesma partida da Serie A. Desde 2007-08, quando o treinador estreou na elite, nenhum outro comandante potencializou seus atacantes a níveis tão altos – são 10 a mais que o obtido por Massimiliano Allegri, o segundo no período.
Sexta, 13/2, 16h45 Pisa x Milan
Sábado, 14/2, 14h Lazio x Atalanta
Domingo, 15/2, 8h30 Udinese x Sassuolo
Domingo, 15/2, 11h Cremonese x Genoa Parma x Verona
Domingo, 15/2, 14h Torino x Bologna
Segunda, 16/2, 16h45 Cagliari x Lecce









































