Jogada10
·26. Juli 2026
Como proíbe cabeceios na base e muda formação de atletas

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O Como, da Itália, anunciou uma mudança inédita nas categorias de base. A partir desta temporada, atletas com menos de 10 anos estão proibidos de cabecear a bola em treinos e partidas oficiais. Ao mesmo tempo, o clube italiano passará a introduzir o fundamento de forma gradual nas categorias seguintes, com o objetivo de reduzir impactos na cabeça durante a fase de desenvolvimento infantil.
O protocolo estabelece que os cabeceios se flexibilizam apenas conforme a idade dos atletas aumenta, sempre utilizando bolas mais leves, limite de repetições por treinamento e controle da pressão das bolas utilizadas. Além disso, o departamento de formação orientou que exercícios específicos de jogo aéreo reduzam ao mínimo necessário.

Academia Como trabalha as habilidades desde a infância. Mas com cuidados. Cabecear, por exemplo, somente a partir de certa idade. Foto: Divulgação / Como 1907
A iniciativa conta com o apoio de Raphael Varane, ex-zagueiro do Real Madrid e integrante do Conselho de Educação do Como. O francês revelou que sofreu duas concussões graves ainda na adolescência e afirmou que o futebol precisa adotar medidas preventivas para proteger as novas gerações. O ex-defensor, nesse sentido, acredita que limitar os cabeceios durante a infância pode evitar consequências neurológicas futuras para milhares de atletas.
O adiamento do ensino do jogo aéreo não prejudica a formação dos jogadores, de acordo com Varane. Pelo contrário, o período pode ser utilizado para aprimorar fundamentos como domínio de bola, controle, mobilidade, passe e tomada de decisão. O ex-jogador também lembrou que o cérebro permanece em desenvolvimento durante a infância e que reduzir impactos repetitivos representa uma medida responsável dentro do processo de formação esportiva.
O Como informou que acompanhará os resultados do novo protocolo durante toda a temporada. Dessa forma, treinadores, profissionais da área médica e familiares participarão das avaliações para medir a eficácia da iniciativa. Caso os resultados sejam positivos, o projeto poderá servir como referência para outras academias europeias, fortalecendo um debate cada vez mais presente sobre segurança e saúde no futebol de base.


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