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·28. Juli 2026

Congresso dos EUA vai investigar a Fifa por ligação íntima com Trump

Artikelbild:Congresso dos EUA vai investigar a Fifa por ligação íntima com Trump

A Fifa passou a ser alvo de uma investigação no Congresso dos EUA após parlamentares questionarem a relação entre o presidente da entidade, Gianni Infantino, e o presidente americano Donald Trump. O deputado democrata Jamie Raskin solicitou uma série de documentos à entidade. Além disso, convidou o dirigente para prestar esclarecimentos sobre possíveis favorecimentos políticos e financeiros envolvendo a Casa Branca.


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A iniciativa ocorre, assim, depois de uma sequência de episódios polêmicos durante a Copa do Mundo de 2026. Entre eles, estão a revisão da suspensão do atacante americano Folarin Balogun após uma intervenção de Trump, a entrega de um prêmio da paz da Fifa ao presidente dos EUA e a instalação de um escritório da entidade na Trump Tower, em Nova York. Os fatos, aliás, alimentaram críticas sobre uma possível quebra da independência da organização máxima do futebol mundial.

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Presidente Donald Trump e Gianni Infantino: uma relação próxima durante a Copa – Foto: Official White House/Joyce N. Boghosian

Na carta enviada à Fifa, Raskin exige acesso a registros de reuniões, comunicações internas, listas de visitantes e informações sobre eventuais presentes, pagamentos ou outros benefícios destinados a Trump, familiares e aliados políticos. O parlamentar também pediu que Infantino se apresente perante o Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes.

‘Prejuízos ao público’

Além da relação institucional com o governo americano, o congressista também critica a política de venda de ingressos, acusando a Fifa de adotar preços abusivos. Além de oferecer pouca transparência aos consumidores. Segundo Raskin, esses temas merecem investigação por envolverem possíveis prejuízos ao público e questões de interesse público.

O Partido Democrata não tem maioria suficiente para obrigar Infantino a depor neste momento. Porém, o pedido aumenta a pressão sobre a entidade e amplia o debate sobre a influência política na administração do futebol internacional. A investigação também reforça o escrutínio sobre a condução da Copa do Mundo realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.

A ofensiva no Congresso ocorre, inclusive, três dias depois de o Comitê Olímpico Internacional (COI) rejeitar abrir uma investigação contra Infantino por supostas violações ao princípio da neutralidade política.

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