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·4. April 2025
Conmebol promete investigar ato de racismo contra torcida do São Paulo em duelo com o Talleres pela Libertadores

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Momento em que torcedor do Talleres foi flagrado fazendo gestos racistas (Reprodução)
RAFAEL EMILIANO@rafaelemilianoo
A Conmebol alegou nesta quinta-feira (3) que abriu procedimento disciplinar para apurar gestos racistas feitos por um torcedor do Talleres e filmado por são-paulinos no duelo entre as equipes pela primeira rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, em Córdoba, na quarta-feira (2).
O fato ocorreu após o término da vitória por 1 a 0 do Tricolor. Um homem aparece na arquibancada fazendo imitação de macaco em direção aos brasileiros.
A imagem foi divulgada nas redes sociais e, apesar de se manifestar enfaticamente em prol de punições mais severas a casos de racismos no mês passado, o São Paulo não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a publicação desta reportagem.
O regulamento da Libertadores prevê aplicação de multas e até a atuação em casa com portões fechados em jogos da competição organizada pela entidade sul-americana, caso a punição seja confirmada.
A Conmebol informou também que criará uma lista de pessoas envolvidas em atos de violência e racismo que serão proibidas de entrarem nos estádios do continente.
O episódio ocorre uma semana depois de reuniões na Conmebol que tiveram como tema o combate ao racismo.
O encontro motivado pelo incidente ocorrido com o atacante Luighi, do Palmeiras, que também foi alvo de racismo em jogo da Libertadores Sub-20. O jovem jogador se emocionou ao denunciar as agressões e, em resposta, o clube paraguaio foi multado em US$ 50 mil e obrigado a jogar o restante do torneio sem a presença de sua torcida, uma punição considerada leve por parte do rival verde.
Na semana passada, a Conmebol anunciou a criação de uma força-tarefa para combater o racismo, a discriminação e a violência no futebol da América do Sul. A iniciativa será liderada pelo ex-jogador brasileiro Ronaldo Nazário, pela ex-secretária-geral da Fifa, Fatma Samoura, e pelo presidente da FIFpro, Sergio Marchi. A missão do grupo será elaborar políticas eficazes e implementar medidas de prevenção e punição para erradicar esses comportamentos no esporte.