Central do Timão
·9. Januar 2026
Corinthians dá início ao rompimento de contratos com postos licenciados investigados por possível ligação com o PCC

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O Corinthians deu início ao rompimento dos vínculos de licenciamento com três postos de combustíveis localizados na Zona Leste de São Paulo. Isso porque os proprietários dos estabelecimentos estão sendo investigados na Operação Carbono Oculto, iniciada em agosto do ano passado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
A informação foi publicada inicialmente pelo portal Meu Timão na última quinta-feira (8). De acordo com o g1, cerca de 251 postos de combustíveis ligados a 16 indivíduos investigados em quatro estados do país passaram a se tornarem alvos do processo investigativo – um deles a rede de “Postos Corinthians”.

Foto: Reprodução/Posto Corinthians
Os estabelecimentos em questão são de bandeira branca e, consequentemente, não possuem relação com grandes fornecedoras e constam em registros da Agência Nacional do Petróleo (ANP). Os endereços alvos – “Postos Corinthians” da investigação são: Auto Posto Mega Líder Ltda (Av. Líder, 2000, cidade líder), Auto Posto Mega Líder 2 Sociedade Unipessoal Ltda (Av. São Miguel, 6337, Vila Norma) e Auto Posto Rivelino Ltda (Av. Padre Estanislau de Campos, 151, Conjunto Habitacional Padre Manoel da Nóbrega.
Ao longo da última quarta-feira, o perfil no Instagram, Cidade Notícias – clique aqui para conferir, postou a remoção da identidade visual do Corinthians de um dos postos envolvidos na investigação Carbono Oculto. A tendência, conforme informação do Meu Timão, que outros estabelecimentos passem pelo mesmo processo.
Além disso, segundo a reportagem, ao cruzar os dados da Receita Federal, o Auto Posto Rivelino consta como vinculado a Pedro Fortunato Gouveia Neto. Por sua vez, nos dados registrados na ANP, o proprietário/sócio é Himmad Abdallah Murad. Os dois são investigados por possível ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC), dentro de um sistema que tem Mohamad Hussein Mourad como protagonista.
A Justiça de São Paulo entende que o PCC mantém uma estrutura distribuída em diversos estados pelo país, estando relacionada a crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa, estelionato e fraudes tributárias, com operações que ultrapassam R$ 8,4 bilhões. Pedro Fortunado Gouveia Neto, recentemente alvo de busca e apreensão, era representante da GGX Global, empresa citada como parte da estrutura de Mohamad Mourad. Por outro lado, as investigações indicam que Himad teria participação societária em cerca de 103 postos ligados à mesma rede.
Os outros dois estabelecimentos da rede “Postos Corinthians” estão vinculados ao nome de Luiz Ernesto Franco Monegatto, alvo de busca e apreensão, em caráter veicular e pessoal. Segundo o g1, Luiz seria sócio de marcas do setor de combustíveis e de negócios imobiliários usados nos esquemas de lavagem de dinheiro que tem Mohamad Murad como figura central.
A inauguração dos “Postos Corinthians” ocorreram durante a gestão do ex-presidente Duílio Monteiro Alves (2021-2023) que, inclusive, se manifestou através de nota oficial, assim como o clube do Parque São Jorge – confira ambas as notas abaixo.
Confira abaixo a nota oficial de Duílio Monteiro Alves:
“Trata-se de um contrato de licenciamento que previa a criação da rede de postos Corinthians, já existente no clube antes da minha posse como presidente. Os aditivos contratuais assinados em minha gestão autorizaram a operação das primeiras unidades e passaram pelos órgãos competentes do clube, tendo sido assinados com empresas autorizadas por agência fiscalizadora federal. Desconheço que tenha havido qualquer irregularidade ou denúncia feita sobre esse contrato até o último dia de minha gestão. Destaco que nosso Departamento Jurídico ainda incluiu uma cláusula de responsabilização pela operação, que assegura ao clube ser ressarcido por qualquer eventual dano causado à instituição e à sua imagem.”
Posicionamento do Corinthians:
“O Sport Club Corinthians Paulista informa que não é o administrador responsável pelos postos de gasolina citados pela reportagem. Nesses casos o Clube esclarece que trata-se de um contrato de licenciamento de sua marca. O Corinthians também informa que acompanha com máxima atenção o andamento das investigações para — se necessário — tomar as medidas jurídicas cabíveis em relação aos contratos de licenciamento com os postos de gasolina citados pela reportagem.”
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