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·31. Juli 2026

Crise por venda de ações pode derrubar Gianni Infantino da presidência da Fifa

Artikelbild:Crise por venda de ações pode derrubar Gianni Infantino da presidência da Fifa

A continuidade de Gianni Infantino na presidência da Fifa está seriamente ameaçada após a eclosão da crise envolvendo o projeto de venda de ações das competições da entidade. De acordo com informações reveladas pela emissora inglesa Sky Sports, o plano de repassar o controle comercial dos torneios para investidores privados minou a confiança de dirigentes ao redor do mundo. O desgaste político gerou uma revolta aberta entre os membros associados, alimentando uma forte crença de que o atual mandatário não conseguirá sobreviver no cargo a esta última controvérsia.

O atual mandato de Infantino tem duração programada até 2027, ano em que ele já deveria enfrentar dificuldades inéditas para buscar uma nova reeleição. Contudo, a gravidade da contestação atual fez os bastidores do futebol discutirem a possibilidade de um fim de ciclo antecipado.


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Embora as normas internas não apresentem um processo imediato e claro sobre como a insatisfação do colegiado pode resultar na destituição direta, interlocutores relembram o precedente de Joseph Blatter, antecessor de Infantino, que precisou antecipar sua saída e convocar novas eleições em 2016 devido à pressão do escândalo do “Fifagate”.

Rejeição em massa bloqueia governabilidade do mandatário

O principal fator que coloca em risco a permanência de Gianni Infantino é o tamanho da oposição que se formou contra a sua liderança nas últimas horas. As manifestações contrárias da Uefa, da Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol (AFC) isolaram o presidente politicamente. Juntas, essas três entidades controlam 143 dos 211 membros filiados à Fifa, consolidando uma ampla maioria que rejeita a proposta de criação da subsidiária Fifa Forward Enterprise (FFE).

Com mais de 67% das associações nacionais posicionadas contra as diretrizes da presidência, a governabilidade de Gianni Infantino ficou severamente comprometida. A Uefa elevou a tensão ao ameaçar um boicote de suas 55 seleções à Copa do Mundo, o que esvaziaria o valor comercial e esportivo dos principais produtos da entidade. Sem o apoio político necessário para aprovar o fundo de investimentos na votação marcada para o dia 19 de setembro, o dirigente perde sustentação para liderar os próximos ciclos do futebol mundial.

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Gianni Infantino enfrenta forte rejeição e pode cair da presidência da Fifa – Foto: Carl Recine/Getty Images

Acúmulo de polêmicas desgasta imagem internacional da Fifa

Sem dúvida, a atual crise financeira e institucional se soma a uma série de decisões controversas que já vinham desgastando a imagem pública do presidente Infantino ao longo das últimas temporadas. O mandatário enfrentou duras críticas internas ao instituir o Prêmio da Paz da Fifa e entregá-lo ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A proximidade excessiva com o governo norte-americano gerou questionamentos éticos sobre a independência da federação.

Por fim, o estopim para a quebra de confiança de muitas federações ocorreu durante a última Copa do Mundo, quando Donald Trump interveio diretamente junto à Fifa para derrubar a suspensão automática do atacante Folarin Balogun. O jogador havia sido expulso contra a Bósnia e Herzegovina, mas acabou liberado para atuar nas oitavas de final contra a Bélgica. Dessa maneira, com um histórico de concessões políticas, somado ao “ultimato” secreto para vender os ativos históricos da Copa do Mundo, transformou a gestão de Gianni Infantino em um alvo unânime de contestação, deixando o seu futuro no comando da entidade sob total indefinição.

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