Dorival Júnior é apresentado no CT da Barra Funda, em coletiva com pautas diversas | OneFootball

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SPFC 24 Horas

·19. Mai 2026

Dorival Júnior é apresentado no CT da Barra Funda, em coletiva com pautas diversas

Artikelbild:Dorival Júnior é apresentado no CT da Barra Funda, em coletiva com pautas diversas

Após um novo revés na temporada no último sábado (16), a semana tricolor começou com a expectativa pela apresentação do técnico Dorival Júnior nesta segunda-feira (18), dando início pra valer a sua terceira passagem. A coletiva começou às 14h no CT da Barra Funda, e além do novo treinador, o diretor executivo Rui Costa também conversou com os jornalistas.. A SPFC24Horas apresenta agora os principais destaques do evento, que contou com perguntas e assuntos diversos:

CASO ARBOLEDA:


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Antes das primeiras palavras de Dorival Júnior e das perguntas dos jornalistas, Rui Costa abriu a coletiva falando da situação do zagueiro Robert Arboleda, afastado do elenco após passar 30 dias sumido no Equador, iniciados após não se apresentar para o duelo contra o Cruzeiro. O diretor reforçou que o equatoriano não será reintegrado:

A respeito das especulações que se faz em relação ao atleta Arboleda, ele está treinando separado, permanecerá treinando separado e não será reintegrado ao elenco. Isso é uma decisão da diretoria, tomada antes da chegada do Dorival. É um esclarecimento que entendo oportuno.

NEGOCIAÇÃO COM DORIVAL E SAÍDA EM 2024:

Ainda antes de passar a palavra, o diretor executivo falou sobre bastidores da negociação para o retorno de Dorival Júnior, ressaltando que o treinador aceitou uma condição diferente de seus últimos trabalhos para fechar o acordo, além de ter comentado sobre a saída do treinador em 2024:

“Rapidamente a decisão de voltar ao São Paulo foi estabelecida por ele; o Dorival depois de quase 10 anos aceitou um contrato de seis meses.”

“Quando o Dorival aceita o convite irrecusável de estar na seleção, ele não exigiu nada além daquilo que tinha direito, que era a premiação da Copa do Brasil. Esse prêmio foi pago de forma parcelada, com toda a compreensão de seu representante.”

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Rui Costa, executivo de futebol do São Paulo

(Foto: Éder Traskini)

Um convite de um clube da grandeza do São Paulo é quase irrecusável. Mas o clube hoje enfrenta problemas financeiros e políticos, só que você tinha deixado uma história de conquista e relação intensa com o torcedor e o clube. Essa sua história e você ter saído de uma maneira incomum (ter ido para a seleção), tinha ficado a sensação de que você precisava voltar ao São Paulo?”

“É interessante, a gente se reporta apenas a última passagem, que me deu a oportunidade de estar na seleção. A minha carreira foi construída em cima de uma ética que eu sempre defendi, tanto que minha primeira passagem, o clube se encontrava em zona de rebaixamento, com problemas muito sérios também. A vinda para 2023, também uma situação difícil, mas com objetivos muito claros e os jogadores entenderam a mensagem e o contexto, juntos fomos atrás de um objetivo que faltava na galeria do São Paulo.” “A partir daí veio o convite da seleção, e eu sou da época em que o mais importante para qualquer profissional do futebol era a oportunida de vestir a camisa (da seleção), e foi assim que eu encarei aquela situação, pra mim era um objetivo de vida […] Acredito que tenha ficado sim aquele sentimento de gratidão por todo o carinho que recebi, e nesse período todo fora do clube, trabalhando em uma equipe co-irmã, eu percebia o carinho do torcedor são-paulino. É uma satisfação poder estar voltando pela terceira vez.”

Quando você chega (em 2023), o São Paulo ainda está em três competições, mas tinha um ambiente de vestiário muito tenso […] e também naquela época, tinha dificuldades de contratação porque tinha uma dívida muito alta. Desta vez, além de tudo isso (dívida e ambiente ruim), tem dois adendos: a crise política do clube em todos os poderes, e a pressão muito grande da torcida em cima do Rui Costa. Em cima desse novo cenário, esse desafio é o maior de todos pra você no São Paulo?

“Acho que vivenciei todo tipo de situação dentro da minha carreira e da minha vida. Coincidentemente, meu último trabalho também tinha características muito próximas, muito iguais aquilo que estamos vivendo neste momento. Estou aqui dentro hoje muito pela presença de três pessoas que eu tenha tido uma convivência muito grande nessa última passagem: Rafinha, presidente (Harry Massis) e o Rui. São pessoas que eu conheço, que eu confio, sei do potencial de cada um deles e da entrega que está existindo. Não tenho dúvidas que nós, juntos, poderemos fazer um clube ainda mais forte. É só termos um pouco de tranquilidade e equilíbrio, pedir ao torcedor que novamente volte a sua casa, volte ao Morumbi. Que tenhamos nosso torcedor de volta, acreditando muito em uma recuperação dessa equipe.” “Acho que dentro do próprio campeonato, manteve sempre uma postura muito competitiva, fruto do trabalho desenvolvido pelo Crespo e pelo Roger, e que vamos tentar dar segmento aproveitando o máximo possível de cada um desses trabalhos, para que possamos continuar no mínimo com essa colocação que a equipe vem mantendo nesse momento. Com tudo que está acontecendo, o São Paulo ainda se mantém em uma posição de destaque. Precisamos naturalmente de uma reação rápida, e isso conta com a participação de todos que aqui estão, precisamos do apoio de todos, da percepção de que todos nós precisamos de algo mais”

Quando você está treinando um clube ou não, sempre observa os times, como eles desempenham e como tem jogado. Voce sabe muito bem como vinha sendo a trajetória do São Paulo nesses últimos jogos. Falando de campo, o que você acredita que vai ter que ser modificado, adaptado, melhorado? Onde você acredita que serão os primeiros pontos de ataque para a melhoria do São Paulo dentro de campo?

“Primeiro passo é pelo posicionamento de atletas. Se não houver uma recuperação da confiança de cada um deles, dificilmente você alcança qualquer outro quesito que faça que exista uma melhora direta e rápida. O que nós precisamos é percebermos que só um trabalho em conjunto de todos fará com que tenhamos condições de alcançar um momento como esse.” “O Campeonato Brasileiro provoca isso em todas as equipes, oscilações, dentro de uma competição onde você está disputando outras. Fica muito difícil você preparar uma equipe para um domingo e essa equipe dar uma mesma resposta positiva no meio de semana seguinte. São várias situações, e isso complica muito, por isso acontecem essas oscilações. […] O que eu vejo é uma dificuldade grande, mas o primeiro passo tem que ser dado internamente.”

Pergunta para Rui Costa: “A gente está no dia 18 de Maio, e esse é o terceiro técnico que passa nessa temporada. Você entende que tem um débito com o seu torcedor para o resto da temporada, que o Dorival vai ser importante para corrigir a rota de uma convicção que foi trocada?”

“Um ambiente de paz é importante para qualquer retomada e caminho. Acreditamos que a vinda do Dorival nos dará paz para essa retomada de caminho. A incorformidade do torcedor, a tristeza e a indignação em relação ao meu trabalho é aceitável e pertinente, quem trabalha em um clube da grandeza do São Paulo tem que estar preparado para essa pressão.” “Não buscamos a troca do treinador como algo fútil, como algo que vai preservar nossa integridade. Quando decidimos mudar, é precedida por uma avaliação de que aquilo é necessário, e foi isso que fizemos nos dois casos (Crespo e Roger). Eu não tenho nenhuma dúvida de que a mudança que antecede o Roger, que gera a maior crítica e eu respeito, ela foi necessária. Talvez pudesse ter sido feita em outro momento, e não tenho problema nenhum em admitir isso”

Você exaltou o momento do clube na 4ª posição do campeonato, e falou sobre os trabalhos de Hernán Crespo e Roger. O que dá para aproveitar dos trabalhos dos dois treinadores no atual elenco?

“Acho que isso, quem vai nos mostrar é o dia a dia do clube. Temos que buscar os melhores jogos desenvolvidos por essa mesma equipe, onde alcançaram resultados interessantes e importantes, que vinham mantendo a equipe entre as melhores da competição. Coisas boas nós tivemos, temos que buscar um resgate rápido de tudo isso, e quem vai nos passar essa condição também serão os atletas em campo. A partir daí temos que apresentar mais sugestões para que possam ser trabalhadas e inseridas dentro de um contexto que já vem acontecendo. Já temos uma estrutura de equipe e temos que aproveitar o máximo possível”

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Dorival Júnior em sua apresentação no São Paulo.

(Foto: Bruno Giufrida)

No seu último trabalho, com o passar do tempo, em vários momentos você solicitou a contratação de reforços. Dentro dessa conversa que você teve com o Rui, com o presidente e com o Rafinha, foi colocada essa situação? Você enxerga que o São Paulo precisa de reforços ou você vai trabalhar com esse elenco até o final do ano?

“No dia da nossa primeira conversa, foi uma colocação feita pelo Rafinha e pela Rui, que nós teríamos o aceite do presidente para chegada de alguns elementos. Não foi uma colocação minha, foi antecipado esse fato. Naturalmente, dentro do contexto e das necessidades e possibilidades do clube, algo possa vir a acontecer. O que eu espero é poder contar com esses jovens valores que aqui estão, começando a ser inseridos no elenco. Sempre procurei valorizar muito esses garotos”

O Crespo chegou a falar que o São Paulo lutaria para chegar aos 45 pontos no Campeonato Brasileiro, quando o Rafinha chegou disse que iria lutar na parte de cima da tabela. Tem a Copa Sul-Americana, foi eliminado na Copa do Brasil e luta na parte de cima do Brasileiro, há uma certa dualidade de contextos. Como você enxerga, dá pra pensar em um objetivo na temporada?

“Nós temos que ter consciência do que estamos vivendo nesse momento, o primeiro passo é a recuperação dessa confiança que vem nos faltando, para aí sim possamos ter um planejamento do que possamos alcançar. Esse será o nosso grande desafio, tentar provocar uma condição em que exista uma mudança rápida e uma preparação para um reinício futuro”

De modo pessoal, como você lida com o simbolismo de retornar ao São Paulo nesta mesma data da convocação da seleção?

“Tenho um respeito por todos os clubes que eu passei. É o segundo clube que volto por uma terceira vez, é uma satisfação ter uma carreira de mais de 22 anos, consolidada por essas situações que se repetem a cada momento. O principal é você deixar alguum legado dentro dos seus clubes, acho que isso é que acaba provocando uma situação muito positiva nesse grupo de trabalho que eu tenho. Nós conseguimos entregar e deixar um legado nos clubes, que acabe provocando uma nova situação de um possível retorno.”

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(Foto: Izabella Gianolla/LANCE!)

Pergunta para Rui Costa: “O Dorival falou sobre reforços na janela do meio do ano. Vocês já tem um levantamento de quantos reforços o torcedor pode esperar?”

“A primeira etapa da nossa reunião com o Dorival foi compartilhar a situação do nosso elenco e as projeções a médio e longo prazo. Ele foi muito claro em dizer a mim e ao Rafinha de que confiava muito no elenco e o considerava muito qualificado. O Dorival não pediu reforços”

O Rui iniciou a coletiva falando sobre o Arboleda. Você participou, deu algum pitaco sobre essa reintegração? Você ainda acredita na recuperação do jogador?

“O Arboleda foi muito importante pra mim na minha passagem aqui dentro, um jogador fundamental para aquela conquista (Copa do Brasil), Aconteceu um problema e isso tem que ser resolvido. Discipilna cabe em qualquer lugar, e ela tem que prevalecer. Eu entendo dessa forma o comportamento da diretoria do São Paulo”

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Arboleda durante treinamento no São Paulo.

(Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)

E você, torcedor? O que achou da coletiva e o que espera dessa nova passagem de Dorival Júnior pelo São Paulo? Comente em nossas redes sociais!

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