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·24. Februar 2026
Elenco do Flamengo se mobiliza e faz cobrança interna por melhor desempenho

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O clima de cobrança no Ninho do Urubu ganhou um novo capítulo com a mobilização dos jogadores. Antes da vitória sobre o Madureira, as lideranças do elenco rubro-negro, como Arrascaeta, Bruno Henrique e Danilo, organizaram uma reunião a portas fechadas. O objetivo foi realizar uma autocrítica sobre o desempenho neste início de 2026.
A iniciativa dos atletas ocorreu logo após o presidente Luiz Eduardo Baptista se reunir com a comissão técnica e o diretor José Boto. Os jogadores admitem internamente que o desempenho está distante do nível que levou aos títulos de 2025 e se mobilizam por uma mudança de cenário. A informação é do portal 'UOL'.
Arrascaeta reforçou publicamente o teor do que foi discutido no vestiário. Para o uruguaio, o grupo tem consciência de que o prestígio das conquistas de 2025 não entra em campo na atual temporada. O meia destacou que o elenco precisa "esquecer o que passou" para recuperar a confiança da torcida, que vaiou o time no Maracanã.
"A gente sabe mais do que ninguém que futebol é momento. O que passou fica para trás, é 2026 agora. Conversamos hoje no vestiário, temos que voltar a jogar melhor. Foi esse time que no ano passado conquistou quase tudo. É treino, trabalho e dedicação", disse o capitão.
A chance de uma virada na temporada está no duelo com o Lanús, na quinta-feira (26), pelo jogo de volta da Recopa Sul-Americana. Após derrota na ida, o Flamengo precisa vencer por dois gols de diferença no Maracanã para ficar com o título no tempo regulamentar.
O técnico Filipe Luís também comentou o momento de pressão e evitou transferir a culpa apenas para o rendimento individual dos atletas. O treinador avaliou que a ansiedade e o "medo de errar" têm sido obstáculos para o time retomar o nível. Filipe garantiu que trabalha exaustivamente para corrigir os problemas.
"Quando o Flamengo não performa com o elenco que tem, é culpa do treinador. Não tenho dúvida que tenha alguém quebrando mais a cabeça que eu. Acho que tem a questão mental e de ansiedade, o medo de errar, e isso piora a performance. A cobrança foi muito grande, eles não estavam acostumados com momentos de crise, mas é minha responsabilidade fazer eles voltarem a jogar", disse.
A movimentação conjunta entre diretoria, comissão e jogadores mostra uma tentativa de blindar o Ninho do Urubu antes das decisões da temporada. Com o diagnóstico de que o problema é mais mental do que técnico, o Flamengo espera que as conversas surtam efeito imediato.









































