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·19. Mai 2026

Em noite turbulenta no Parque São Jorge, Conselho do Corinthians mantém eleição do Cori no CD

Artikelbild:Em noite turbulenta no Parque São Jorge, Conselho do Corinthians mantém eleição do Cori no CD

Por Henrique Vigliotti e Larissa Beppler | Redação da Central do Timão

O Conselho Deliberativo (CD) do Corinthians se reuniu na noite da última segunda-feira (18) para analisar o projeto de reforma do Estatuto do clube. O encontro, realizado no Parque São Jorge, teve como pauta principal a votação sobre o modelo de eleição do Conselho de Orientação (Cori), tema que não havia sido apreciado nas reuniões anteriores.

Os trabalhos foram conduzidos por Leonardo Pantaleão, presidente em exercício do CD, acompanhado na mesa pela primeira-secretária do órgão Maria Ângela Ocampos, pelo presidente da Comissão de Reforma Dalton Gioia, e pelo segundo-secretário do colegiado Denis Piovesan.


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Foto: Henrique Vigliotti/Central do Timão

A ordem do dia previa três alternativas de votação para os conselheiros sobre a forma de eleição do Cori. A primeira, chamada de alternativa A, propunha um modelo misto, no qual metade dos integrantes do órgão seria eleita pela Assembleia Geral (AG) dos associados e a outra metade pelo Conselho Deliberativo. A alternativa B previa a eleição integral do Cori pela AG. Já a alternativa C mantinha o modelo atual, com dez membros titulares e dez suplentes escolhidos entre os próprios conselheiros do clube.

A alternativa C foi aprovada com ampla maioria entre os conselheiros presentes. Dos 102 votos registrados, 90 foram favoráveis à manutenção do modelo atual, enquanto a alternativa A somou sete votos e a alternativa B recebeu cinco. Entre os conselheiros vitalícios, todos votaram pela manutenção do modelo atual, com exceção de Romeu Tuma Júnior e Dalton Gioia, que optaram pela alternativa A.

Dessa forma, os associados, em Assembleia Geral marcada para 20 de junho, votarão esse e outros 14 destaques da reforma estatutária, além do texto-base rejeitado pelo CD, mas que deverá ser submetido à apreciação dos associados por decisão da presidência do colegiado.

Como foi a reunião 

O conselheiro trienal Vinícius Cascone foi o primeiro a se manifestar e criticou a definição do conteúdo que será levado à Assembleia Geral. Segundo ele, a Comissão de Reforma definiu o texto-base sem contemplar diversas propostas apresentadas durante as audiências públicas. Cascone afirmou ainda que, em seu entendimento jurídico, qualquer associado poderia considerar o processo ilegal e solicitou que Pantaleão deliberasse sobre uma questão de ordem.

Romeu Tuma Júnior, presidente licenciado do CD, fez um aparte e alegou que todos os ritos estatutários foram cumpridos para a nomeação da Comissão de Reforma.

Ademir de Carvalho Benedito, ex-presidente do Conselho Deliberativo e membro nato do Cori, também pediu a palavra. Segundo ele, em 2024 o Conselho não aprovou uma reforma do Estatuto, mas apenas reconheceu a necessidade de promover alterações no documento.

Pantaleão respondeu às críticas de Cascone afirmando que os associados foram ouvidos e tiveram a oportunidade de encaminhar propostas. Segundo o presidente em exercício, os temas que irão ou não para a Assembleia Geral já constam no edital de convocação.

A posição de Pantaleão foi contestada pelos conselheiros trienais e membros do Cori Paulo Pedro e Felipe Ezabella. Ambos criticaram o projeto de reforma e afirmaram ter identificado que cerca de 85% do texto seria semelhante ao apresentado em novembro de 2025 e aproximadamente 80% coincidiria com a proposta defendida por Romeu Tuma Júnior em 2022.

Ezabella afirmou ao plenário que protocolou um pedido de impugnação do edital de convocação da Assembleia Geral destinada à votação da reforma estatutária. Segundo ele, o CD foi desrespeitado com o encaminhamento do texto-base à AG, já que o órgão não possui caráter meramente consultivo.

Pantaleão confirmou o recebimento do pedido e explicou os motivos para não acatá-lo. Segundo o presidente em exercício do CD, a principal divergência sobre a reforma está relacionada ao texto-base da proposta. Ele argumentou que o Estatuto não prevê de forma explícita que apenas temas aprovados pelo Conselho possam ser encaminhados à Assembleia Geral e que, diante dessa omissão, prevalece o entendimento de que a AG, instância máxima do clube, possui legitimidade para deliberar sobre o tema.

Com base nisso, Pantaleão decidiu encaminhar à Assembleia Geral a definição sobre a ratificação ou não do texto-base rejeitado pelo colegiado. Ficou estabelecido ainda que, entre os 15 destaques analisados, apenas os textos vencedores serão submetidos aos associados.

O conselheiro vitalício Rubens Gomes, o Rubão, afirmou que Pantaleão estaria adotando “dois pesos e duas medidas” ao encaminhar o texto-base rejeitado pelo CD e apenas os destaques aprovados pelo colegiado.

Ademir Benedito, por sua vez, rebateu a interpretação de Pantaleão e afirmou que o Estatuto não é omisso sobre o tema. Segundo ele, o texto estatutário seria claro ao estabelecer que propostas rejeitadas pelo Conselho Deliberativo não devem ser encaminhadas para apreciação da Assembleia Geral.

Após vaias no teatro da sede social e gritos de “ditadura”, Pantaleão iniciou a votação, mas precisou interromper momentaneamente o pleito devido a questionamentos dos conselheiros sobre as votações.

O conselheiro vitalício André Luiz de Oliveira, conhecido como André Negão, protestou contra a decisão de encaminhar o texto-base à Assembleia Geral e protagonizou uma discussão acalorada com Tuma e Pantaleão, com troca de acusações e dedo em riste.

Ezabella voltou a se manifestar e afirmou que a votação havia “perdido o objeto”. Na sequência, o processo de votação foi retomado.

Após a proclamação do resultado, Ademir Benedito voltou a protestar contra o envio do texto-base à AG, argumentando que a medida seria irregular e sugerindo que a decisão fosse submetida ao plenário. Pantaleão, no entanto, rejeitou o pedido.

Pantaleão afirmou ainda que, em mais de uma ata, o Conselho reconheceu a necessidade de mudanças no Estatuto, sustentando que o requisito previsto no artigo 45 já teria sido cumprido.

O ex-diretor financeiro Rozallah Santoro, conselheiro trienal, também pediu a palavra e defendeu que a Assembleia Geral vote apenas a inclusão dos destaques aprovados pelo CD no Estatuto atual.

Tuma, por sua vez, argumentou que os conselheiros já haviam aprovado a necessidade de alteração estatutária, legitimando a convocação da Assembleia nos termos conduzidos por Pantaleão. A reunião foi encerrada após pouco mais de uma hora de duração.

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