Revista Colorada
·5. April 2026
Enquanto Inter sofre sem patrocínio, São Paulo pode acertar e garantir valor milionário

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Durante a última semana o São Paulo avançou nas negociações para renovar o contrato com a New Balance, atual fornecedora de material esportivo do clube. O acordo, no entanto, ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo, que deve analisar o tema em reunião marcada para o dia 6 de abril. A nova parceria pode render até R$ 60 milhões anuais ao Tricolor.
Um dos fatores que motivaram a diretoria a buscar a extensão do vínculo foi o crescimento significativo nas receitas em comparação ao contrato anterior com a Adidas — um aumento de 113%. No modelo atual, o clube também assumiu a operação do e-commerce e da loja física no MorumBis, gerando cerca de R$ 2,5 milhões por ano.
Outro ponto positivo destacado internamente é a expansão global da marca americana, que vem ganhando espaço e superando concorrentes tradicionais nos Estados Unidos, além de se fortalecer no mercado brasileiro.
Recentemente, o portal UOL revelou que o São Paulo recusou uma proposta de R$ 40 milhões da Penalty, justamente por entender que a New Balance oferece maior potencial de valorização da marca em nível internacional.
Em 2025, o clube atingiu um recorde histórico de vendas de produtos oficiais. Um dos principais impulsionadores foi o lançamento de uniformes comemorativos pelos 20 anos do tricampeonato mundial, com destaque para a camisa 3, que teve grande aceitação entre os torcedores.
Já em 2026, apenas na terceira temporada da parceria, os valores envolvidos já superam o total arrecadado durante os cinco anos de contrato com a fornecedora anterior. Além disso, iniciativas voltadas ao centenário do clube, em 2030, e a segurança de um acordo de longo prazo reforçam o interesse da diretoria em manter a parceria.
Enquanto uns estão faturando no quesito patrocínios, o Inter ainda não consegue o tão aguardado patrocinador máster. Tudo bem que é um caso diferente da busca de um fornecedor de material esportivo, mas a verdade é que a empresa na parte principal da camisa está fazendo falta no clube e no cofre.
Apesar das especulações recentes, o Internacional não recebeu propostas concretas nas últimas semanas para ocupar o espaço de patrocinador máster em sua camisa. Internamente, a leitura é direta: se houvesse uma oferta considerada viável, ela já teria sido aceita para aliviar a situação financeira do clube.
Desde a saída da Alfa, oficializada neste ano após rescisão unilateral por parte do Inter, o principal espaço do uniforme segue vago. Na ocasião, a diretoria alegou inadimplência da empresa, que deixou de cumprir os pagamentos previstos em contrato. O acordo anterior rendia cerca de R$ 50 milhões por ano, além de bônus por desempenho esportivo — valores que dificilmente serão alcançados em um novo contrato.
Embora a Alfa continue operando no Brasil, os repasses foram interrompidos ainda no fim de 2025. Além disso, a empresa não quitou a multa rescisória, que pode chegar a R$ 50 milhões. Diante disso, o clube acionou a Justiça em busca de ressarcimento, mas o processo não tem prazo definido para conclusão.
Enquanto aguarda uma definição judicial e segue em busca de um novo parceiro comercial, o Inter convive com a ausência de uma de suas principais fontes de receita, o que aumenta os desafios financeiros no curto prazo.









































