Equipa B: André Villas-Boas foi imune às críticas, manteve João Brandão e a aposta está a dar frutos | OneFootball

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·1. März 2026

Equipa B: André Villas-Boas foi imune às críticas, manteve João Brandão e a aposta está a dar frutos

Artikelbild:Equipa B: André Villas-Boas foi imune às críticas, manteve João Brandão e a aposta está a dar frutos

Foram poucos os adeptos dos azuis e brancos (e os que acompanham a Liga 2) que prevêem que, decorridas 24 jornadas, o FC Porto B ocupasse o quarto lugar com 37 pontos, apenas um a menos que o Sporting B, terceiro classificado.

A época começou de forma adversa: a primeira vitória só surgiu no oitavo jogo, frente ao Marítimo, e a equipa transitou entre as posições de despromoção entre a 2.ª e a 12.ª jornada. Depois de um desaire na temporada 2024/25 – término em 14.º, apenas dois pontos acima da linha de água – o futuro de João Brandão parecia incerto, mas a persistência e a crença da estrutura portista acabaram por surtir efeito.


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Apesar das críticas externas, a SAD liderada por André Villas-Boas manteve o projecto iniciado em 2024/25. Com 43 anos, experiência na formação do clube e alguma vivência internacional, Brandão continuou a ser encarado como a pessoa indicada para levar os talentos do Olival ao nível seguinte – e a paciência revelou-se compensadora. Ainda em novembro e dezembro surgiram sinais de recuperação, intensificados desde o início de 2026: os portistas perderam apenas um dos nove jogos já disputados no ano civil e, nas últimas seis partidas, registaram apenas um empate – em Leiria (2-2).

Os números confirmam a evolução: em fevereiro nenhuma equipa teve registo superior ao do FC Porto B (três vitórias e um empate), nem sequer o Marítimo ou o Académico de Viseu, que ocupam os lugares de promoção automática. Nas últimas 10 jornadas, a equipa de João Brandão somou 20 pontos, ficando apenas atrás dos madeirenses (21).

Esta recuperação notável catapultou os bês para o quarto posto – após, à 12.ª ronda, ocuparem a última posição. Mérito do treinador, da estabilidade da estrutura e, sobretudo, dos jogadores. Os jovens talentos da formação ultrapassaram as dores de crescimento e há muita matéria-prima para o futuro: da baliza (Gonçalo Ribeiro) ao ataque – onde Gonçalo Sousa e André Miranda atravessam fases notáveis -, passando pela defesa (Gabriel Brás, Dinis Rodrigues) e pelo meio-campo (atenção a João Teixeira e André Oliveira). Francesco Farioli certamente acompanha estes processos.

Só três jogadores acima dos 21 anos

Não contando com nomes como João Costa e Yann Karamoh – que, apesar de terem alinhado pelo FC Porto B nesta temporada, pertencem oficialmente ao plantel principal – destaca-se a enorme juventude do grupo de João Brandão. A média de idades situa-se nos 19,5 anos, um valor notável mesmo para uma equipa B. Entre os elementos mais utilizados do plantel, só três têm mais de 21 anos: o central Felipe Silva – também o mais utilizado -, o médio Domingos Andrade e o avançado Leonardo Vonic, facto que ajuda a explicar as habituais dores de crescimento.

Campeões do Mundo aparecem

Cinco produtos da fábrica do Olival sagraram‑se campeões do Mundo de sub‑17 em novembro, no Qatar, e já foram utilizados por João Brandão no FC Porto B: Bernardo Lima, Mateus Mide, Duarte Cunha, Yoan Pereira e Martim Chelmik. O quinteto alterna a presença entre a equipa B e os juniores, mas começa a assumir peso no contexto profissional. Bernardo, Mide e Cunha já marcaram pelos bês e foram determinantes na construção do terceiro golo na vitória sobre o Torreense. Há ainda mais talento da geração de 2008 em ascensão: o avançado Eduardo Ferreira estreou‑se anteontem.

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