Território MLS
·10. Juli 2026
Espanha x Bélgica: análise, prováveis escalações, palpites e onde assistir | Copa do Mundo 2026 (quartas de final)

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Depois de campanhas marcadas por caminhos completamente diferentes, Espanha e Bélgica se enfrentam nesta sexta-feira por uma vaga nas semifinais da Copa do Mundo de 2026. De um lado, a seleção mais consistente do torneio até aqui. Do outro, uma equipe que cresceu a cada partida e chega embalada pelo seu melhor momento na competição.
📅 Data: 10 de julho de 2026 🕓 Horário: 16h (de Brasília) 🏟️ Estádio: SoFi Stadium, Los Angeles, Estados Unidos 📺 Transmissão: Globo, SBT e CazéTV 🏆 Competição: Copa do Mundo FIFA 2026 — Quartas de final
Poucas seleções conseguiram transmitir tanta segurança quanto a Espanha nesta Copa do Mundo.
A equipe de Luis de la Fuente chega às quartas de final sem sofrer um único gol e, mais do que isso, dando a impressão de controlar praticamente todas as partidas que disputa.
A estreia, porém, trouxe um raro momento de dificuldade.
Contra Cabo Verde, a Espanha dominou completamente as ações ofensivas, criou inúmeras oportunidades, mas encontrou uma atuação histórica do goleiro Vozinha e uma defesa extremamente organizada liderada por Jiné. O empate sem gols acabou gerando críticas, embora a atuação espanhola tenha sido muito superior ao resultado. Outro fator importante foi a ausência de Lamine Yamal entre os titulares. O jovem atacante, principal jogador capaz de romper linhas através do drible e da criatividade individual, entrou apenas na reta final da partida e teve pouco tempo para mudar o cenário.
A resposta veio imediatamente.
A Espanha atropelou a Arábia Saudita por 4 a 0, praticamente resolveu a partida ainda no primeiro tempo e administrou a vantagem sem precisar exigir fisicamente seus principais jogadores. Na sequência, venceu o Uruguai por 1 a 0 em um confronto muito mais físico do que técnico. Apesar das entradas duras da seleção uruguaia, controlou novamente a partida e garantiu a liderança do grupo, embora tenha perdido Nico Williams e Yeremy Pino para o restante da Copa.
No mata-mata, manteve o mesmo nível.
A vitória por 3 a 0 sobre a Áustria foi construída com enorme tranquilidade, enquanto o duelo diante de Portugal representou o maior teste espanhol até aqui. Em uma reedição da final da UEFA Nations League, a equipe espanhola confirmou o excelente momento ao eliminar uma das favoritas ao título após, talvez, sua atuação coletiva mais sólida em toda a competição.
Se existe algum motivo para acreditar que a Espanha ainda pode crescer, ele atende pelo nome de Lamine Yamal.
Mesmo sendo um dos principais protagonistas da equipe, o atacante ainda não teve aquela atuação individual capaz de decidir praticamente sozinho uma grande partida. Caso isso aconteça justamente nas quartas de final, a Espanha poderá alcançar um nível ainda mais alto do que já demonstrou até aqui.
A trajetória da Bélgica foi praticamente o oposto da espanhola.
A equipe de Rudi Garcia iniciou a Copa cercada de expectativa após uma longa sequência invicta, mas encontrou enormes dificuldades justamente diante do cenário que mais marcou este Mundial: adversários atuando em bloco baixo.
O empate contra o Egito e, principalmente, o novo empate diante do Irã colocaram a classificação em risco e fizeram crescer as dúvidas sobre o potencial belga na competição. No entanto, uma leitura mais profunda daqueles jogos mostrava que a Bélgica encontrava problemas muito específicos diante de equipes completamente fechadas defensivamente.
A mudança veio exatamente quando a Nova Zelândia precisou se expor na última rodada da fase de grupos.
Obrigada a buscar a vitória, a seleção neozelandesa ofereceu espaços que a Bélgica aproveitou de forma implacável. A goleada por 5 a 1 não apenas garantiu a liderança do grupo, mas também marcou o início de uma transformação na campanha belga.
Nos 16 avos de final, essa evolução foi colocada à prova.
Contra Senegal, a Bélgica fez talvez seu pior primeiro tempo na Copa, chegou a perder por 2 a 0 e parecia caminhar para uma eliminação precoce. Mas encontrou algo que faltou em ciclos anteriores: resiliência.
Lukaku diminuiu a desvantagem, Youri Tielemans empatou nos minutos finais e, já aos 125 da prorrogação, o próprio capitão converteu o pênalti que garantiu a classificação.
Nas oitavas de final diante dos Estados Unidos, a Bélgica confirmou definitivamente sua evolução.
Mesmo enfrentando uma das seleções mais organizadas do torneio, dominou boa parte da partida e venceu por 4 a 1, mostrando uma equipe muito mais sólida coletivamente e muito mais preparada emocionalmente.
Talvez a maior prova dessa mudança tenha acontecido antes mesmo da bola rolar.
Pela primeira vez em muitos anos, Kevin De Bruyne e Thibaut Courtois foram vistos conversando normalmente no túnel de acesso ao gramado. Em uma seleção historicamente marcada por problemas internos, a imagem simbolizou um grupo que parece finalmente colocar o coletivo acima das diferenças individuais.
A Bélgica talvez não pratique o futebol mais bonito desta Copa.
Mas poucas seleções chegam às quartas de final transmitindo tanta sensação de união quanto os comandados de Rudi Garcia.
As casas de apostas apontam a Espanha como favorita, reflexo da campanha extremamente consistente construída até aqui. Ainda assim, o crescimento da Bélgica durante o mata-mata faz com que o confronto pareça muito mais equilibrado do que as odds sugerem.
Unai Simón; Pedro Porro, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Rodri, Pedri e Dani Olmo; Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal e Álex Baena.
Desfalques: Nenhum.
Thibaut Courtois; Thomas Meunier, Nathan Ngoy, Arthur Theate e Maxim De Cuyper; Nicolas Raskin e Youri Tielemans; Kevin De Bruyne; Leandro Trossard, Charles De Ketelaere e Jeremy Doku.
Desfalques: Romelu Lukaku e Zeno Debast.
A Espanha construiu sua campanha através da organização coletiva, mas chega às quartas de final esperando que seu maior talento individual finalmente tenha uma atuação à altura do que já demonstrou pelo Barcelona.
Lamine Yamal é o principal jogador capaz de romper linhas através do drible, acelerar transições e criar espaços onde praticamente não existem. Contra uma Bélgica que deve proteger muito o corredor central, a capacidade do jovem atacante de vencer duelos individuais pode ser justamente o fator capaz de desequilibrar o confronto.
Se existe um jogador que representa a Bélgica nesta Copa do Mundo, esse jogador é Youri Tielemans.
Capitão da equipe, o meio-campista se tornou a ligação entre a antiga geração e o novo ciclo iniciado por Rudi Garcia. Além da qualidade técnica, assumiu naturalmente a liderança do grupo e protagonizou alguns dos momentos mais marcantes da campanha belga, incluindo os gols decisivos diante de Senegal.
Contra uma Espanha que domina o meio-campo como poucas seleções do mundo, caberá novamente a Tielemans liderar a equipe tanto com a bola quanto emocionalmente.
De um lado está a Espanha, dona da melhor defesa da competição e única seleção que ainda não sofreu gols no torneio. A equipe de Luis de la Fuente controla o jogo através da posse de bola, raramente perde o controle emocional das partidas e consegue impor seu ritmo praticamente durante os 90 minutos.
Do outro aparece uma Bélgica completamente diferente daquela que iniciou a Copa. Rudi Garcia encontrou uma equipe mais intensa, mais física e muito mais solidária sem a bola, mas que continua extremamente perigosa quando Kevin De Bruyne, Jeremy Doku e Charles De Ketelaere encontram espaço para acelerar as transições.
O principal duelo da partida provavelmente acontecerá no meio-campo.
Rodri e Pedri enfrentarão uma dupla formada por Nicolas Raskin e Youri Tielemans, talvez o setor que mais evoluiu durante toda a campanha belga. Quem conseguir controlar essa região do campo terá enormes chances de controlar também o restante da partida.
Pelos lados, Lamine Yamal representa outra preocupação importante para os belgas. Não está descartada, inclusive, a possibilidade de Rudi Garcia optar por Timothy Castagne na lateral para reforçar a marcação sobre o jovem espanhol, sacrificando parte do apoio ofensivo em troca de maior segurança defensiva.
Se conseguir controlar a posse como fez durante toda a competição, a Espanha naturalmente assumirá o protagonismo.
A Bélgica, porém, mostrou nas últimas partidas que não precisa dominar o jogo para ser perigosa. Com doze gols marcados nos últimos três compromissos, a equipe belga chega às quartas tentando justamente aquilo que ninguém conseguiu fazer até agora: marcar o primeiro gol sofrido pela Espanha nesta Copa do Mundo.
Quem avançar no SoFi Stadium já sabe qual será seu próximo desafio.
A França venceu Marrocos por 2 a 0 e garantiu vaga nas semifinais da Copa do Mundo. O vencedor entre Espanha e Bélgica enfrentará os franceses na próxima terça-feira, 14 de julho, às 16h (de Brasília), no AT&T Stadium, em Dallas.
Mais do que uma vaga entre os quatro melhores do mundo, estará em jogo a oportunidade de enfrentar uma das grandes favoritas ao título e dar mais um passo rumo à final da Copa do Mundo de 2026.
Imagem de Capa: Reprodução via Getty Images.







































