Glorioso 1904
·12. April 2026
Ex Benfica que se envolveu com a Máfia fala sobre a prisão: "Nunca me armava em craque"

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·12. April 2026

Fabrizio Miccoli, um nome que dificilmente será esquecido pelos adeptos encarnados, fez manchetes na altura em que foi preso, devido às suas ligações com a Máfia. Anos depois de ter sido libertado, o antigo avançado do Benfica falou da sua vida na prisão, revelando que o futebol fez parte da sua rotina.
"Atiraram-me uma piada: 'Fabrizio, aqui matamo-nos por duas coisas: as cartas e a bola'. Percebi a mensagem", começou por contar o atacante italiano, revelando que, na prisão, o futebol continuava a ser visto como algo importante para muitos dos prisioneiros que se encontravam a cumprir pena.
"Por isso, punha-me entre os postes e, nas raras vezes em que jogava a avançado, nunca me armava em craque, mexia-me sempre com o travão de mão puxado", admitiu Miccoli, assumindo que procurava passar despercebido na prisão, de forma a não criar qualquer problema com os reclusos que também jogavam à bola.
"Jogávamos uma hora por semana, era um momento descontraído e assim devia permanecer", acrescentou Miccoli, ao explicar como funcionava a rotina na prisão no que ao futebol dizia respeito. Por outro lado, é importante mencionar que o ex-avançado do Benfica esteve em destaque no último ano, ao surgir ao lado de Nuno Gomes, apoiando a candidatura de João Noronha Lopes.
"[Estava] No carro. A rádio deu a notícia e tive de encostar devido à dor fortíssima que senti. Fiquei parado 10 minutos. Guardo num cofre o brinco que a Polícia Fiscal lhe apreendeu no aeroporto de Roma. Comprei-o em leilão por 25 mil euros; para me representar, enviei a mulher do antigo diretor do meu banco. Nunca o usei, gostava de lho ter devolvido", recordou o transalpino a respeito da morte de Diego Armando Maradona.
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