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·3. März 2026

Ex São Paulo e Barcelona assume papel na CBF

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Ex São Paulo e Barcelona assume papel na CBF

O domingo (1º) trouxe uma notícia que envolve um ex são-paulino e reforça a presença de ídolos tricolores nos bastidores do futebol nacional. Edmílson, um dos polivalentes mais técnicos que já vestiram a camisa do São Paulo FC, foi anunciado oficialmente como o novo reforço administrativo da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Aos 49 anos, o ex-zagueiro e volante, que foi revelado no Morumbi antes de brilhar na Europa, chega à entidade máxima do futebol brasileiro para ocupar um cargo estratégico. O anúncio foi feito pelo presidente da CBF, Samir Xaud, que destacou a importância de resgatar o DNA vencedor dos campeões mundiais para a gestão da entidade.

Diferente de outros ex-jogadores que optam pela beira do gramado, Edmílson focará na gestão e no desenvolvimento institucional. Segundo a nota oficial da CBF, ele irá colaborar diretamente em eventos e projetos especiais. A ideia é que sua vasta bagagem — acumulada em anos de protagonismo no São Paulo, Lyon, Barcelona e Villarreal — seja o diferencial para abrir portas e consolidar parcerias.

Suas principais funções incluirão:

  • Relações Internacionais: Contato direto com clubes, federações e confederações estrangeiras.
  • Iniciativas Estratégicas: Desenvolvimento de projetos para modernizar a estrutura do futebol brasileiro.
  • Stakeholders: Atuar como embaixador da CBF junto a investidores e parceiros comerciais.

O presidente Samir Xaud foi enfático ao celebrar a chegada do “Penta”: “Sua experiência será de grande importância. Desde o início da nossa gestão, estamos tentando nos aproximar dos campeões mundiais. Este vínculo é importante pelo trabalho e a construção de quem fez o futebol brasileiro ser o que é hoje.”

Para o torcedor são-paulino, ver Edmílson em um cargo de relevância na CBF é motivo de orgulho, mas não de surpresa. O jogador sempre foi conhecido pela inteligência tática e pelo comportamento exemplar fora das quatro linhas.

Revelado pelo Tricolor na década de 90, Edmílson fez parte de uma geração vitoriosa. No São Paulo, conquistou o Campeonato Paulista de 1998 e 2000, além da Copa Master da Conmebol em 1996. Sua facilidade em sair jogando e a polivalência para atuar tanto na zaga quanto no meio-campo o levaram rapidamente à Seleção Brasileira e ao futebol europeu, onde se tornou multicampeão pelo Lyon e pelo Barcelona.

A escolha da CBF não se baseou apenas no currículo de jogador. Edmílson já possui uma carreira consolidada como gestor. À frente da Fundação Edmílson, em sua cidade natal, Taquaritinga, ele desenvolve projetos sociais que atendem centenas de crianças. Ele ainda teve um projeto de revelação de jovens talentos, o SKA, que revelou meninos como Ryan Francisco.

Essa vivência no terceiro setor e a capacidade de captar recursos e parcerias institucionais foram pontos cruciais para sua contratação. A CBF busca, com isso, limpar a imagem da entidade e trazer um ar de profissionalismo e seriedade, utilizando figuras que não possuem rejeição perante o público e a crítica.

A chegada de Edmílson faz parte de um movimento maior de Samir Xaud. Recentemente, a CBF tem sido alvo de críticas por parte de outros ídolos. O próprio texto da entidade menciona que campeões mundiais vinham criticando a crise interna da confederação, classificando-a como “inaceitável”.

Ao trazer Edmílson para dentro da gestão, a CBF tenta estancar essa crise de identidade. O objetivo é claro: usar o prestígio de quem já levantou a taça para tentar viabilizar o projeto do Hexa. “Se depender da CBF, vamos trazer esse Mundial para o Brasil”, afirmou Xaud, reforçando o otimismo com a nova estrutura técnica e administrativa.

Embora o cargo seja na Seleção, a ascensão de figuras formadas no Morumbi a postos de comando fortalece a “escola são-paulina” de futebol. Edmílson sempre manteve portas abertas no clube e sua presença na CBF pode facilitar o diálogo entre o Tricolor e a entidade, especialmente em pautas que envolvem o calendário nacional e o desenvolvimento de categorias de base.

Para o torcedor, fica a expectativa de ver se o “estilo Edmílson” — de classe, técnica e visão de jogo — será traduzido em melhorias reais para o nosso futebol que, nos últimos anos, tem sofrido com problemas organizacionais.

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