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·25. Juni 2026

Farioli realizado no FC Porto: “Este clube era o certo para mim”

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Francesco Farioli esteve presente num evento promovido por uma associação sócio-cultural italiana, no Porto, e não escondeu a satisfação por ter sido acolhido na cidade “com muito calor”, chegando a afirmar que o facto de o primeiro título de treinador ter surgido ao comando do FC Porto “talvez não seja uma coincidência”.

Em declarações reproduzidas pela edição desta quinta-feira de O Jogo, o técnico de 37 anos mostrou-se esperançado de que a conquista da I Liga tenha sido apenas “o início de um percurso bonito a fazer com este clube, com estas pessoas e com quem acompanha o FC Porto de perto, seja no estádio ou a partir de casa”, explicando o sucesso com o que acontece nos bastidores.


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“Neste meio, é raro encontrar pessoas com interesses que vão além da esfera desportiva. Sinceramente, nós, no nosso clube, temos a oportunidade de ter um presidente que é um homem de cultura, um homem de grande curiosidade, que também se soube reinventar em diversas funções e trilhar um caminho extraordinário até ao momento”, refletiu.

O treinador italiano teceu ainda rasgados elogios a André Villas-Boas, assumindo como objectivo pessoal “poder contribuir para que os seus anos de presidência sejam repletos de sucessos e resultados desportivos”, até porque sente que, no emblema verde e branco, tem “a sensação real de ter chegado ao sítio certo”.

“Muitas vezes disse que eu era a pessoa certa para este clube, mas deixa-me inverter a frase. Este clube era o certo para mim. Foi um encontro agradável e único no mundo do futebol. Encontrei dirigentes, o presidente – com quem construí uma relação de grande proximidade – e uma cadeia de decisão muito rápida e curta, o que é diferente do que vivi no ano passado, em Amesterdão, com o Ajax”, acrescentou.

“Mesmo que jogássemos com uma camisola de cor diferente, que não fosse verde ou vermelho, saberia que era o FC Porto”

Passando para a vertente desportiva, Francesco Farioli identificou o empate a duas bolas frente ao Famalicão, no Estádio do Dragão, no passado dia 4 de abril, na 28.ª jornada da I Liga, como o encontro que mais lhe custou enquanto treinador do FC Porto, numa partida marcada pelo golo de Rodrigo Pinheiro já nos descontos.

“Foi o jogo mais feio que fizemos, que nos tirou muitas energias, e marcámos golo ao 91.º minuto, e, depois, empataram ao 99.º. Cortaram-nos um pouco o grito na garganta, mas, numa temporada, faz parte do jogo, e as emoções, por vezes, são belas, noutras, nem tanto”, confessou, perante os presentes.

Quanto à sua filosofia de jogo, que lhe valeu inúmeras críticas, respondeu: “Entre jogar bem e jogar em equipa, escolho sempre o segundo. O meu objetivo não é ouvir dizer que somos os mais bonitos do mundo, mas sim que somos uma equipa reconhecível. Mesmo que jogássemos com uma camisola de cor diferente, que não fosse verde ou vermelho, saberia que era o FC Porto”.

Para concluir, disse ambicionar “deixar um legado” no futebol, “uma coisa para poucos, para os maiores”: “É algo para pessoas que verdadeiramente mudaram o futebol, como o Guardiola e o Cruyff, ou o Arrigo Sacchi, para mencionar um compatriota. É uma ambição grande, talvez demasiado grande para mim, agora, mas a história fica para aqueles que têm a força e a capacidade de deixar um legado”.

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