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·12. Februar 2026

Farioli redesenha FC Porto após lesão de Samu

Artikelbild:Farioli redesenha FC Porto após lesão de Samu

A ausência prolongada de Samu devido a uma lesão grave, a progressão de Rodrigo Mora e a influência de Seko Fofana, conjugadas com um período de menor eficácia ofensiva, levam Francesco Farioli a ensaiar novos procedimentos e soluções no FC Porto. Isso não implica abdicar de princípios que considera essenciais, como o equilíbrio de uma equipa que raramente perde o controlo do jogo. Vamos por partes.

Sem Samu até ao final da temporada, os dragões ficam privados de um jogador que, além dos golos, desempenhava um papel importante na saída de bola e na ligação ao ataque. No treino individual no CTFD Jorge Costa, o ponta-de-lança trabalhou aspetos como a receção, o controlo de bola e o passe, sendo procurado pela equipa para ativar os apoios frontais oferecidos por médios e extremos. Uma tarefa exigente, por vezes ingrata e quase sempre com os defesas “às cavalitas”. Deniz Gul, que neste momento parte à frente de Terem Moffi – uma vez que o nigeriano ainda precisa de recuperar a forma física – pode associar-se aos colegas de várias formas, mas a equipa técnica de Farioli considera haver espaço para testar outras soluções.


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Quanto a Rodrigo Mora, a sua evolução é reconhecida por todos, desde o próprio jogador ao treinador, e o médio encontra-se preparado para novas exigências. O número 86 já desempenhou o papel de falso 9, opção que volta a ser ponderada na ausência de Samu, embora seja provável que Mora mantenha a sua presença no corredor esquerdo. Os extremos têm muitos metros para cobrir e Farioli já salientou a responsabilidade de Borja Sainz e de Pepê no excelente registo defensivo da equipa, mas Mora também progrediu nesse capítulo, com um empenho sem bola bem visível no clássico, incluindo um corte decisivo na área de Diogo Costa. Por outro lado, a capacidade de Rodrigo na área adversária – tanto pelo talento individual como pelas combinações com os colegas – pode elevar o ataque a outro nível. Nos oito jogos desde o início do ano, apenas cinco dos 12 golos surgiram pelos elementos mais avançados, sendo que os dois de Samu resultaram de um penálti e de uma infelicidade do guarda-redes do Santa Clara.

No clássico, curiosamente, a jogada do golo envolveu, entre outros, três jogadores saídos do banco: Deniz Gul, Mora e Fofana. Tal como O JOGO anteviu, a entrada no clássico fazia parte dos planos e ficou a um passo da perfeição, mas o impacto do médio na equipa vai para além do tento. O costa-marfinense, que Farioli já apontou como potencial “jogador-chave”, continuará a trabalhar a condição física e é um forte candidato à titularidade em muito pouco tempo, sobretudo tendo em conta que Gabri Veiga não tem estado num momento inspirador. Fofana, de 30 anos, apresenta alguma versatilidade – entre o equilíbrio defensivo e a chegada à área – e traz a experiência de centenas de jogos nos campeonatos italiano e francês. Essa maturidade pode revelar-se determinante quando se aproximarem as decisões da época.

Ajustar a máquina a meio do processo de construção

Ao longo da temporada, Farioli várias vezes contextualizou a situação e recordou como o FC Porto esteve não muito tempo atrás afastado da luta pelo título e com fragilidades defensivas. A realidade mudou graças a uma transformação profunda da equipa, mas essa transição demora tempo e agora exige ajustes. Os reforços de inverno podem ser decisivos e já contribuíram diretamente para pontos importantes, como aconteceu com o penálti conquistado por Oskar Pietuszewski em Guimarães (0-1) e com o golo de Fofana no clássico (1-1). O extremo polaco mantém-se uma opção a considerar, mas, com 17 anos e na sua primeira experiência longe de casa, Farioli não quer apressar etapas na sua evolução.

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