Central do Timão
·16. April 2026
Fernando Diniz destaca evolução defensiva, cobra mais gols e exalta entrega do Corinthians após vitória na Libertadores

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Após a vitória por 2 a 0 sobre o Independiente Santa Fé, da Colômbia, na Neo Química Arena, pela segunda rodada da fase de grupos da Copa Libertadores, o técnico Fernando Diniz concedeu entrevista coletiva e detalhou o trabalho que vem sendo desenvolvido no Corinthians.
Ao comentar sobre os treinos e a evolução da equipe, o treinador destacou o foco inicial no sistema defensivo, o uso de vídeos e a implementação gradual de novas ideias, além do trabalho em bolas paradas.

Foto: Alexandre Schneider/Getty Images
“Tenho trabalhado tudo que vocês podem imaginar, mesmo com pouco tempo. Muito vídeo, a gente dá prioridade, no momento, na parte defensiva, e aos poucos colocando um pouco de ideia de aproximação, que hoje acho que deu para ver até mais do que nos outros jogos. E a bola parada foi onde a gente mexeu um pouquinho mais, embora eles já tinham um repertório muito bom de bolas paradas antes de eu chegar aqui”, iniciou Diniz.
“Então eu estou aproveitando os bons trabalhos que foram deixados aqui, tanto do Ramon Diaz quanto do Dorival. A gente vem trabalhando intensamente, todo minuto a gente está trabalhando alguma coisa e os jogadores tem aceitado muito bem. É um time que tem muita fome, muita sede de crescer e aprender coisas novas. Acho que tem sido o ponto mais positivo, essa vontade de absorver aquilo que eu tenho para passar. Eu tenho muita vontade também, de comunicar, criar relações com o jogador de maneira rápida, para que as coisas consigam fluir de uma maneira positiva”, prosseguiu.
Fernando Diniz também falou sobre o ambiente na Neo Química Arena e a relação com a torcida, ressaltando sua identificação pessoal com o clube e a região. O treinador celebrou a oportunidade de ter a Fiel a seu favor após ter enfrentado o Timão como adversário em diversas ocasiões.
“Meu sorriso já diz, né? É muito bom. Jogar aqui é difícil. A torcida é diferente; a energia que tem no estádio é diferente, a gente tem que se apropriar disso cada vez mais nessa simbiose com a torcida. que ela seja cada vez mais profunda e que a gente represente cada vez mais o torcedor corinthiano: pegar, lutar, não desistir. São coisas que eu levo na minha vida para os jogadores, para os meus filhos, minha casa. Então essa afinidade eu sempre tive com essa casa aqui”, comentou Diniz.
“Então, para mim, um motivo de muita alegria estar aqui no Corinthians. muito feliz. Sinto muito parte de tudo isso. Eu falei, eu sou um cara oriundo aqui da Zona Leste. Minha vida toda é da Zona Leste. Então, eu tenho 52 anos de idade, 52 anos de zona leste, de periferia e depois, quando as coisas melhoraram, de Tatuapé. Eu sei bastante o que é a região onde o Corinthians foi criado, eu sei da história do clube. E pra mim é muito gratificante. Emocionante estar aqui. Confesso que, no jogo do Palmeiras, quando entrei, vi o estádio daquele jeito e fiquei emocionado”, complementou.
Sobre a dificuldade ofensiva e a necessidade de aumentar o número de gols nas partidas, o treinador avaliou o desempenho da equipe e destacou a evolução recente, sem deixar de valorizar a solidez defensiva.
“”É um dado para a gente analisar. Eu acho que hoje, embora a gente tenha finalizado um pouco menos do que deveria, que eu concordo com a análise, a gente foi muito agressivo, a gente foi perigoso, a gente começou a chegar com bastante gente na área, com cruzamentos. E desses cruzamentos resultam os escanteios, que resultam em gols”, apontou.
A gente sempre esteve muito mais perto de ganhar o jogo do que empatar ou perder. E no segundo tempo, mais do que no primeiro tempo. Isso é uma tendência, eu acho, natural do trabalho para a fluência, que vai ter da gente ter um número maior de gols com bola em movimento e de elaboração maior de jogadas pra ter um término mais efetivo. Eu acredito que, mesmo com o pouco tempo de treino que a gente tem. Por que é treinar e jogar. É treinar tudo o que dá no espaço pequeno que tem, fazendo correções e estimulando os jogadores para a gente fazer essas correções”, continuou o técnico.
“Eu concordo com o número de gols, a gente tem que aumentar. Eu acho que a defesa também estava sendo vazada e agora são três jogos sem levar gol. Eu acho que isso é uma coisa fundamental para uma equipe que quer chegar na frente, principalmente no Campeonato Brasileiro. Então a gente tem que passar a fazer mais gols sem piorar a defesa. Ao contrário, melhorando o repertório defensivo, jogo após jogo, para a gente estar mais perto das vitórias”, completou.
Ao abordar as mudanças táticas e de postura do Alvinegro Paulista sob seu comando, Fernando Diniz reforçou que prioriza a entrega e a coragem da equipe, com ajustes sendo feitos conforme o andamento das partidas.
“Eu repito sempre que eu vou te responder. As pessoas atribuem a mim algumas coisas da parte tática. Eu não sou um cara que… tendo em vista a parte tática, é ao contrário. A minha cara, é isso que o Corinthians está mostrando, a cara principal de todos os meus trabalhos, eu tive que ter entrega absoluta de todas as coisas, pela vontade de vencer, time que vai se encorajando para jogar. E a parte tática, depois você vai lendo”, afirmou.
“O Bidon hoje jogou parte do tempo aberto, ele e o Kayke, parte do tempo perto da bola, então jogaram de uma maneira variada, conforme o jogo foi pedindo. Então isso foi uma coisa que a gente foi treinando já nessa semana que a gente tem de treinamento. Três jogos em uma semana e, nos treinamentos, a gente foi posicionando e mostrando como é que a gente poderia jogar um pouco melhor contra linhas mais defensivas como era o jogo de hoje, que era uma possibilidade de acontecer”, continuou Diniz.
“Então, quando o Bidon vai para o lado e o Kayke, é uma maneira de dar um pouco mais de amplitude, ter um pouco mais de cruzamentos, velocidade e com uma boa entrada de gente na área. O Corinthians já é um time que joga de maneira associada desde o ano passado e tem o jogo por dentro muito elaborado. No jogo de hoje, era um jogo que pedia um pouco mais de jogo pelos lados. Acho que a gente conseguiu variar. Obviamente que falta bastante coisa, mas eu acho que o repertório deu uma melhorada”, complementou.
O treinador também comentou sobre o ambiente político do clube e a necessidade de blindar o elenco, além de dar boas-vindas a novos integrantes da estrutura, com destaque para o ex-goleiro e agora gerente de futebol Julio César.
“Então, a gente administra a questão externa, não administra o interno. No interno, que é o que a gente precisa administrar, mas eu acho que está indo muito bem. Tem um conjunto de pessoas lideradas pelo Marcelo. Agora a chegada do Júlio está aqui. Bem-vindo ao nosso… Grande ex-goleiro, campeão com o Corinthians e a gente está muito feliz que ele se juntou a nós. Tiago, Julio, todo o pessoal do CT. Então a gente tem que procurar blindar e administrar aquilo que a gente dá conta de administrar. Na questão externa, a gente nunca vai ter controle. Mas a gente pode controlar o que a gente está fazendo dentro. Independente do que acontece fora. O time se sente protegido e blindado para a gente tocar as coisas que a gente tem que tocar e ter bons resultados dentro do campo”, disse o treinador.
Sobre o lance que resultou na expulsão de André Luiz no clássico contra o Palmeiras, Diniz saiu em defesa do jogador. No Derby, o volante foi expulso após o árbitro ir ao VAR e entender que o jogador cometeu um gesto obsceno.
“Só para esclarecer: quando vi a imagem, não achei que ele fez aquele gesto. De fato perguntei para ele e falou ‘não fiz’. Acho que é bom a gente falar, porque é um garoto, e ele dá índole dele, vocês vão acompanhar a carreira do André, e muito provavelmente a carreira dele vai mostrar que ele não é um jogador que pertence aos maus comportamentos. O braço do jogador bateu, perto da região genital e ele colocou a mão na área, mas não foi para provocar”, afirmou o comandante.
Então, vários registros porque eu confio muito no que ele falou e foi a impressão que eu tive dele na imagem. Ele não faz um gesto acintoso para ninguém, não é o comportamento dele. Ele é um menino que vale ouro. Não abre a boca. discreto, com o futuro brilhante pela frente. É bom a gente proteger. Se ele tivesse feito, eu jamais ia estar aqui falando para vocês dessa forma. porque é bom para protegê-lo, porque quando você faz, você merece ser coibido e a gente chamar atenção. Tem que saber suportar”, continuou.
“Então eu peço a vocês assim que devem em consideração essa história que eu estou contando, porque eu, de fato, eu boto as duas mãos no fogo por aquilo que ele falou hoje com o presidente. Então humilde ele é, ele nunca chorou, ele ficou envergonhado de ir discutir com o árbitro, de ter um tipo de reação mais explosiva”, completou.
Questionado sobre uma possível queda de rendimento do jovem meio-campista, inclusive, o treinador discordou da avaliação e elogiou as atuações recentes do jogador. Diniz elogiou as atuações do atleta sob seu comando.
“Tenho que discordar de você. Eu acho que na Argentina foi um jogo mais difícil, mas quanto ao Palmeiras, ele estava fazendo um grande jogo. E eu acho que ele fez uma bela partida hoje a noite também. Eu gostei muito da partida, acho que a posição dele é aquela. Ele pode jogar em outras funções. E acho, inclusive, por aquilo que ele vinha jogando nos jogos que eu assisti do Corinthians, ele teve uma melhora de rendimento e não uma queda de rendimento. Eu achei que contra o Palmeiras, enquanto ele esteve no campo, ele foi muito bem. Hoje eu achei que ele fez um bom jogo também”, avaliou o técnico.
Por fim, Fernando Diniz voltou a destacar a consistência defensiva da equipe e explicou o funcionamento coletivo do sistema, além de projetar a sequência da temporada, com foco nos próximos compromissos do Campeonato Brasileiro.
“Eu comento muito para os jogadores, quando a defesa é vazada, a gente acha que a defesa é a linha de quatro, talvez o volante e o goleiro. E a defesa não está sendo vazada, porque existe um comprometimento, esses três jogos, vou falar só da minha, depois que eu cheguei aqui, existe um comprometimento muito grande dos 11 jogadores em defesa. Talvez a imagem mais bonita do jogo, talvez de todos os três jogos, contra o Palmeiras teve muita coisa defensiva”, comentou o técnico.
“Falando do jogo de hoje. A imagem mais bonita do jogo de hoje foi no final do jogo, o escanteio que era nosso. Em 4 ou 5 segundos, o Pedro Raul saiu da área. O adversário estava defendendo. O sistema defensivo está funcionando por conta disso, da colaboração de todos os jogadores. Em relação ao meu estilo, os jogadores aos poucos estão assimilando e eu acho que a assimilação está sendo rápida. Estou bem contente com aquilo que eu tenho visto nos treinamentos e nos jogos”, prosseguiu.
“Para mim é motivo de alegria. Ainda bem que eu estou aqui agora. Afinal de contas, se o Corinthians não tivesse conquistado a Copa do Brasil, a gente não estaria nem conversando hoje. Então, para mim, é um motivo de muita alegria ter esse histórico recente, mas a coisa mais importante agora, nesse momento, é o jogo que a gente tem com o Vitória. A gente sabe que é um jogo muito difícil”, continuou Diniz.
“O Campeonato Brasileiro, uma maratona de jogos, no qual, de verdade, são 38 decisões. Então a gente tem um jogo decisivo no fim de semana contra o Vitória, pouquíssimo tempo para treinar. Jogo desgastante, a gente jogou contra o Palmeiras um pouco mais de 72 horas atrás. E aí E a gente teve que se esforçar muito hoje também para ganhar esse jogo. A gente vai ter menos de 72 horas para jogar contra o Vitória, com desgaste com viagem. O jogo é sempre difícil jogar no Barradão. É um gramado diferente e é um time bastante forte”, finalizou.
Agora, no próximo sábado (18), às 20h (de Brasília), o Alvinegro visitará o Vitória, no Estádio do Barradão, em duelo válido pela 12ª rodada do torneio nacional. O Timão buscará vencer após oito jogos na competição, já que ocupa apenas a 16ª posição com 11 pontos – duas vitórias, cinco empates e quatro derrotas – oito gols marcados e 11 sofridos.
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