Coluna do Fla
·1. August 2026
FIFA recua e desiste de plano para vender ações; decisão impacta no Mundial de Clubes

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·1. August 2026

Depois de grande pressão, a FIFA desistiu da ideia de vender parte das ações da Copa do Mundo a investidores privados. Por conta da proposta, a UEFA, que representa os clubes europeus, chegou a informar que não jogaria mais os torneios da entidade. Ou seja, a Copa do Mundo de Clubes de 2029, que já tem o Flamengo garantido, não teria os times mais ricos do mundo.
“Como dissemos desde o início, fazer isso apenas se a maioria das Associações Membro da FIFA apoiasse e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as partes interessadas em geral”, diz trecho da nota divulgada por Gianni Infantino, presidente da FIFA.
“Tendo ouvido atentamente todas as opiniões, ficou claro que o projeto criou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao interesse do objetivo estabelecido em primeiro lugar”, completou.
O Flamengo sonha em jogar o Intercontinental no fim do ano. Para isso, precisa ganhar a Copa Libertadores da América de 2026. O vencedor do continente pode enfrentar o PSG (FRA), campeão europeu, em dezembro. No entanto, com o boicote da UEFA, os franceses não jogariam o torneio. Agora, com o recuo da FIFA, a recusa às competições não acontecerá. A situação vale também para a Copa do Mundo de Clubes de 2029, que já tem o Mengão garantido.
A FIFA anunciou, na última terça-feira (28), que desejava criar uma empresa para vender participações minoritárias com as organizações das competições. A expectativa era arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões). Todavia, o plano precisaria de aprovação das 211 associações que fazem parte da entidade, mas a maioria foi contra, com demonstrações públicas. A UEFA e a Concacaf foi as duas com críticas mais contundentes.
A Conmebol, da América do Sul, emitiu nota em um tom mais leve do que as duas citadas anteriormente, mas sem fazer menção ao boicote. Por fim, África, Oceania e Ásia não se manifestaram publicamente, mas marcaram reuniões com aliados.
— O futebol agradece. Já pensou um Mundial de Clubes sem os europeus? E as Copas do Mundo, masculina e feminina, sem as equipes do continente? Que bom que a FIFA recuou. O futebol respira —, opinou o jornalista Pedro Paulo Catonho, do Coluna do Fla.







































