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·14. März 2026
Fluminense prevê votação da SAF no segundo semestre e mantém reuniões com investidores

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O Fluminense trabalha com a previsão de levar o projeto de Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para votação dos sócios no início do segundo semestre deste ano. A diretoria tricolor tem mantido reuniões semanais com investidores para discutir os detalhes da proposta e avançar nas etapas do processo.
A informação foi apurada pelo jornalista Lucas Ribeiro, do O Globo. Internamente, o clube considera um cenário otimista em que a aprovação possa ocorrer por volta de julho, após a conclusão das análises e negociações em andamento.
Uma das principais promessas de campanha do presidente Mattheus Montenegro, o projeto foi apresentado ao Conselho Deliberativo em setembro do ano passado pela gestora LZ Sports. Desde então, representantes do clube e dos investidores discutem aspectos financeiros, jurídicos e administrativos da possível SAF.
Antes de chegar à votação, o Fluminense pretende concluir o processo de due diligence, que é a análise detalhada da situação financeira, jurídica e contábil do clube até meados de abril. A partir dessa etapa, as partes devem avançar na elaboração do contrato final.
De acordo com a proposta apresentada, a divisão entre SAF e associação dependerá do tamanho da dívida do clube no momento da venda. Considerando o passivo atual de cerca de R$ 871 milhões, os investidores ficariam com 65% da SAF, enquanto o associativo manteria 35%.
O projeto prevê um investimento total estimado em R$ 6,4 bilhões ao longo de dez anos no futebol, valor que inclui também o crescimento das receitas do próprio clube no período. Inicialmente, está previsto um aporte de R$ 500 milhões, sendo R$ 250 milhões pagos à vista e o restante em até dois anos, com parte do montante destinada à redução da dívida.
O investimento anual não começaria no valor médio projetado. A expectativa é que os aportes iniciais sejam de cerca de R$ 480 milhões por temporada, aumentando gradualmente ao longo da década.
Nas conversas entre as partes, o clube também discute mecanismos de segurança caso os acordos não sejam cumpridos. Entre as penalidades previstas está a suspensão imediata do pagamento de dividendos, além de outras possíveis punições que ainda estão sendo avaliadas.









































