Central do Timão
·23. März 2026
Gabriel Paulista admite falhas, vê evolução e cobra reação do Corinthians após novo tropeço

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O Corinthians empatou em 1 a 1 com o Flamengo no último domingo (22), na Neo Química Arena, pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro. Após o confronto, o zagueiro Gabriel Paulista analisou o momento da equipe, assumiu responsabilidade pelos erros e comentou a pressão vivida pelo elenco alvinegro. Logo após a partida, o defensor destacou que, apesar do jejum de vitórias, a equipe vem apresentando evolução, mas voltou a cometer falhas decisivas nos últimos jogos.
“Acho que a gente teve uma melhora nesses jogos. Nesses dois últimos jogos que foi contra o Santos e hoje, foram erros individuais. Eu assumo, eu erro, isso também faz parte do futebol. Não foi a primeira vez e também não vai ser a última. A gente está ali dentro para muita coisa, lógico que a gente quer sempre acertar, mas erros acontecem. Depois o Hugo fez uma grande defesa também, que talvez ia complicar muito mais o nosso jogo”, afirmou.

Foto: Rodrigo Coca/Ag. Corinthians
“A gente está muito incomodado com tudo isso, com vários jogos sem vencer. É tirar proveito de tudo de bom que a gente fez hoje, a gente tentou atacar o Flamengo, que se fechou muito bem por dentro. Principalmente depois da expulsão, eles conseguiram se fechar, a gente tentou buscar as jogadas mais por fora, mas infelizmente não conseguiu fazer o segundo gol. Mas é tirar proveito de tudo isso, aproveitar essa semana que a gente vai ter de 100 jogos. E voltar melhor no próximo jogo quando o Fluminense for fora de casa e buscar os três pontos”, continuou o defensor.
Na sequência, Gabriel Paulista também falou sobre a divisão de responsabilidade entre jogadores e comissão técnica, reforçando a necessidade de cada um assumir seus erros diante do momento vivido pelo clube.
“Como eu falei, eu sou o primeiro a vir aqui e assumir meus erros, porque eu preciso melhorar cada vez mais. O Corinthians precisa de mim, então acredito eu que os jogadores também têm o mesmo pensamento, que a gente precisa melhorar cada vez mais, quem ganha com tudo isso é o elenco, é o Corinthians. É normal vir a pressão, a gente é pressionado até nas vitórias, é normal, é o Corinthians. Se eu não quisesse esse tipo de pressão, eu parava de jogar futebol ou talvez eu não vinha pro Corinthians. Eu ficava em outro lugar que não tem pressão”, comentou o jogador.
“Então é importante isso, ter a pressão, porque senão talvez a gente se acomodaria mais e aí que as coisas seriam piores. Então é cada um vir e assumir seu erro, como eu falei, eu sou o primeiro. Outros jogadores também com certeza vão assumir os erros. O professor Dorival também sabe que pode melhorar também a equipe e acho que é isso. A gente precisa tirar proveito, não só também falar que foi um jogo ruim, porque não foi um jogo ruim. A gente tentou buscar o resultado, o Flamengo é uma equipe muito boa, é uma equipe muito qualificada, tem grandes jogadores que podem decidir um jogo e a gente conseguiu neutralizar eles e buscamos o resultado. Mas infelizmente não conseguimos os três pontos. Mas é tirar proveito de tudo isso e levar para o próximo jogo”, complementou.
O zagueiro também comentou um dos lances mais discutidos da partida, envolvendo um contato com Jorginho dentro da área, e explicou sua versão do momento. O defensor admitiu que acertou o adversário acidentalmente mas que não foi uma jogada para expulsão.
“É uma jogada de área, onde tem muito contato físico. E eu só fui tentar tirar o Jorginho e meu punho bateu no rosto dele. Na hora eu fui para cima do juiz e assumi o erro, falei o que tinha acontecido. Acredito que o VAR falou a mesma coisa que eu tinha dito para ele. Então só ficou nisso, não foi uma agressão. Foi um movimento com o braço que eu fiz e tocou no rosto dele, então não foi um lance para expulsão. Talvez mesmo sem intenção, se eu fizesse o movimento e meu cotovelo tocasse, aí sim era para expulsão”, explicou.
“Mas o Flamengo também está no direito dele de reclamar, é normal. Como a gente também reclamou em vários lances. No lance do André dentro da área, que para nós foi pênalti, ele não apitou. O VAR também deveria entrar, como ele entrou na expulsão. O árbitro dá o vermelho, o VAR acha que não é para vermelho, ele chama e o árbitro manteve a decisão dele. Então acredito que no lance do André ele deveria ter feito o mesmo e não fez”, completou.
Questionado sobre um possível episódio envolvendo Memphis Depay no banco de reservas, Gabriel evitou comentar por não ter presenciado a situação. O holandês foi flagrado utilizando o celular, mas afirmou que foi pra se comunicar com a equipe médica de sua seleção.
“Eu não posso te falar nada sobre isso porque eu não vi, eu não sei o que aconteceu, eu não sei o que ele estava fazendo ali, se realmente ele estava com o celular. Então eu não posso te falar nada. Talvez se a comissão técnica ou os capitães verem que era algo que não tinha importância para ele estar com o celular, vão chamar a atenção dele”, pontuou.
Pensando na sequência da temporada, o defensor destacou a importância do período sem jogos para ajustes e recuperação do elenco. O Corinthians terá uma semana sem compromissos devido à pausa para a Data FIFA.
“Acredito que nos treinamentos a gente vai melhorar, vai ter um tempo de descanso. Lógico que a gente também precisa desfrutar um pouco da família, desfrutar um pouco de tudo o que deixa o futebol um pouco de lado e depois voltar 100% no futebol, voltar a treinar, melhorar o que a gente precisa melhorar. Porque a gente vai ter tempo, o professor Dorival sabe do que a gente precisa melhorar, nós jogadores também. A gente sabe do que é necessário para o Corinthians brigar lá em cima, porque um clube como esse não pode ficar abaixo. Isso aí não passa na nossa cabeça”, disse.
Então isso vai ser uma semana boa, de tudo isso, para refletir. Já são vários jogos sem ganhar, a gente se sente pressionado, o que é normal e até bom. E na próxima semana a gente vai estar 100% recuperado. Jogadores que talvez fisicamente não estão muito bem. O Lingard também que é um jogador que acho que já vai estar apto para jogar. Então é um jogador também que vai agregar muito no nosso time e a gente vai com força máxima contra o Fluminense, e vamos buscar os três pontos”, afirmou.
Por fim, Gabriel Paulista falou sobre a pressão constante da torcida e os altos e baixos vividos pelo Corinthians em um curto espaço de tempo, tratando a situação com naturalidade devido ao tamanho do clube.
“É normal, como eu falei. É o Corinthians, é pressão todo dia, a gente acorda já pressionado. É normal, a gente treina pressionado, é o Corinthians. Eu sou corinthiano, então é gostoso demais essa pressão, é muito bom. Se eu não quisesse isso talvez eu praticaria outro esporte ou já tinha parado de jogar futebol, ou ficaria em outro clube que não tem essa pressão que tem aqui. E acredito que todos os jogadores do elenco estão acostumados a isso, com esse tipo de pressão. E ainda mais muitos jogadores aqui, o que eles passaram há dois anos atrás, um ano e meio, hoje já não é tudo aquilo que eles sofreram.
“Mas é o Corinthians, tem que ganhar sempre, essa pressão vai ter. É uma pressão boa, pra ganhar. Mas é isso, é responsabilidade, essa semana vai ser uma semana boa pra gente desfrutar com a família, refletir tudo o que a gente vem fazendo. E a gente precisa melhorar muito e procurar vencer no campeonato, porque é importante pra nós. Mas acredito eu que essa fase vai passar e a gente vai lá na frente desfrutar muito de tudo isso”, finalizou.
O elenco alvinegro terá agora nove dias para trabalhar até o confronto contra o Fluminense, pela nona rodada do Campeonato Brasileiro, marcado para depois da Data Fifa. Para o período de jogos de seleções, o Corinthians teve três convocados: André Carrillo, pelo Peru, Memphis Depay, pela Holanda, e Hugo Souza, pela Seleção Brasileira.
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