Zerozero
·16. April 2026
Glória na Taça UEFA, desastre no Euro: La Cartuja foi <i>casa</i> de sortes distintas para Portugal

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·16. April 2026

Com um empate a uma bola na bagagem, o SC Braga desloca-se agora a Sevilha para enfrentar o Real Betis, em jogo a contar para a segunda mão dos quartos da Liga Europa. O duelo está agendado para as 20 horas desta quinta-feira e terá como palco o imponente La Cartuja.
Situado numa das margens do rio Guadalquivir - o quinto mais longo da Península Ibérica -, o estádio - que é também conhecido como Olímpico de Sevilha - tem funcionado como casa dos verdiblancos desde o arranque da atual temporada, face às obras de requalificação no Benito Villamarín.
Além disso, o recinto em questão - que guarda uma história peculiar - está presente em dois momentos distintos da prestação portuguesa além-fronteiras. Ligado ao FC Porto e à seleção de Portugal, La Cartuja é sinónimo de sortes distintas para as gentes lusitanas.
Foi nesse estádio que o FC Porto venceu a Taça UEFA em 2003 - triunfo por 3-2, no prolongamento, perante o Celtic do King of Kings Henrik Larsson -, tornando-se a primeira equipa portuguesa a rubricar tal feito.
Foi também nesse estádio que Portugal perdeu frente à Bélgica de Roberto Martínez no Europeu de 2020. As expectativas eram elevadas, face à conquista da edição anterior frente à França, mas tudo se desmoronou nos oitavos da competição.
La Cartuja representa, assim, 'sortes' distintas para os portugueses que já lá pisaram.
Começando pelo lado positivo, o FC Porto deslocou-se ao La Cartuja em 2003, para disputar a final da Taça UEFA, frente ao Celtic, e deixou Sevilha com o caneco nas mãos, envolto numa grande festa e euforia. Não foi uma simples conquista, já que os azuis e brancos tinham acabado de se tornar a primeira equipa portuguesa a rubricar tal feito.
Sob alçada de José Mourinho, o emblema da Invicta colocou-se na liderança por intermédio de Derlei, que balançou as redes de Rob Douglas com um golo perto da ida para os balneários. Na vinda dos mesmos, Henrik Larsson precisou de apenas dois minutos para inserir o seu nome na lista de marcadores e restabelecer a igualdade.
Sete minutos volvidos, Dmitri Alenichev aproveitou um passe sublime de Deco para enganar o guardião contrário e colocar a turma de Mourinho novamente na liderança. Ainda assim, o previsível Larsson - no melhor dos sentidos, caro leitor - voltou a fazer das suas, anotando o segundo golo dos escoceses na disputa.
Perante a igualdade no final do tempo regulamentar, o confronto seguiu para o período de prolongamento, onde o Ninja Derlei deixou um adversário caído no interior da área e firmou o 3-2, rubricando um dos golos mais importantes da história azul e branca. Mourinho e os seus pupilos deixaram Sevilha com o troféu na bagagem e entraram para os livros do futebol europeu.
18 anos depois, a visita de Portugal ao Estádio La Cartuja não terminou de igual forma - nem sequer semelhante. Isto porque os comandados de Fernando Santos saíram derrotados frente à Bélgica, nos oitavos do Euro 2020, e despediram-se da competição numa fase precoce - sendo que o objetivo passaria, para muitos, pela revalidação da conquista de 2016.
Thorgan Hazard - irmão do eterno Eden - colocou os Diabos Vermelhos - orientados, à data, por... Roberto Martínez(!) - em vantagem, com um remate em jeito de muito longe - estava inspirado o camisola '16' da turma belga. Portugal até foi superior no segundo tempo, mas o tento do empate não surgiu.
Perante a falta de eficácia lusa, a Bélgica conseguiu aguentar a vantagem até ao final e seguir em frente no torneio, ao contrário da Seleção das Quinas, que ficou pelo caminho numa das edições em que as expectativas estavam no topo - perante à mítica caminhada firmada quatro anos antes.
O triunfo por 0-3 frente à Hungria viria a ser a única vitória de Portugal na prova, face aos resultados objetivos depois da primeira jornada e na fase a eliminar. Uma prestação para mais tarde... esquecer.
Com os jogos de FC Porto e Portugal para trás, chega a vez do SC Braga entrar em cena. Funcionará o La Cartuja como amuleto ou maldição para os arsenalistas?









































