Great Scott #407: quem é o treinador do primeiro título de campeão marroquino do Raja Casablanca? | OneFootball

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·29. Juli 2026

Great Scott #407: quem é o treinador do primeiro título de campeão marroquino do Raja Casablanca?

Artikelbild:Great Scott #407: quem é o treinador do primeiro título de campeão marroquino do Raja Casablanca?

Algarvio dos sete costados, nascido em Lagos, faz carreira (brilhante) na Olhanense com nove épocas seguidas na 1.ª divisão e 83 golos à mistura. É convocado pela seleção e lançado às feras em 1945, vs Espanha, no Jamor.


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Cinco anos depois, frente ao mesmo adversário, em Madrid, marca o único golo pela seleção. Aventureiro, ultrapassa a fronteira em 1951 e joga na 2.ª divisão francesa pelo Angers. Duas épocas e c'est fini. De regresso a Portugal, escolhe a Covilhã como poiso, onde acumula as últimas quatro das sete internacionalizações. Arruma as chuteiras no Portimonense 1959-60, da 2.ª divisão, e abraça a carreira de treinador.

Corre uma série de clubes entre Benfica, U. Tomar, Beira-Mar, Rio Ave até ser escolhido para os quadros da federação portuguesa. É nomeado sucessor de Otto Glória a meio da qualificação para o Euro-84 e dá dois nós cegos à concorrência personificada por Polónia (1:0 de Carlos Manuel) e URSS (1:0 de Jordão). França aí vamos nós. À primeira, passamos a fase de grupos e só perdemos na 1/2 final com o anfitrião, após prolongamento.

A experiência é um pau de dois picos. O aspeto desportivo é endeusado por todos nós, como país ávido de bons resultados. O aspeto técnico é colocado bastas vezes em dúvida, sobretudo por um dos adjuntos, António Morais. Questiona-se a autoridade máxima de Fernando Cabrita como real dono da última palavra. Daí para a frente, o seu trabalho é fora da esfera da federação. Limita-se a equipas de classe média como Penafiel, Académico de Viseu e Esperança de Lagos (a sua casa).

Pelo meio, uma alegria ilimitada em 1987-88 como campeão marroquino pelo Raja Casablanca. É o primeiro título de sempre do Raja, obtido na penúltima jornada com uma vitória em Sidi Kacem no campo do 5.º classificado Union, por obra e graça do golo solitário de Abderrahim. Na ressaca da conquista inédita, Cabrita é sondado para selecionador de Marrocos como sucessor do brasileiro José Faria -- esse mesmo, o homem do 3:1 a Portugal no Mundial-86.

Acontece que Cabrita só aceita treinar Marrocos na qualificação para o Mundial-90 a tempo inteiro (e não em part time, como José Faria no Far Rabat) e sem necessidade de se converter ao islamismo para agradar o Rei Hassan II (ao contrário de José 'Mehadi' Faria). Aliás, Cabrita é conhecido pelos seus métodos cristãos e recusa-se dar folga aos seus jogadores por ocasião do dia de natal árabe.

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