Jogada10
·17. Februar 2026
Harry Massis completa um mês como presidente do São Paulo. Veja o que mudou

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Há exatamente um mês, em 17 de janeiro, o São Paulo iniciava uma nova fase administrativa. A partir do afastamento temporário de Júlio Casares, aprovado pelo Conselho Deliberativo, Harry Massis Júnior assumiu o comando de forma provisória. Pouco depois, Casares renunciou antes da conclusão do processo.
Massis chegou ao cargo de maneira inesperada. Distante da política interna do clube até então, o dirigente promoveu mudanças rápidas na estrutura administrativa. Em paralelo, autorizou cortes no quadro de funcionários do clube social. A projeção é de uma economia de cerca de R$ 4 milhões em salários até o fim de 2026.
Entre as primeiras decisões, Massis dispensou nomes ligados à antiga gestão. Deixaram o clube Márcio Carlomagno, da superintendência-geral, José Eduardo Martins, da diretoria de comunicação, e Antonio Donizete, responsável pela diretoria-geral-social. Nenhuma das vagas foi preenchida com novas contratações. O São Paulo optou por realocações internas, mantendo a política de contenção de gastos. Vale lembrar que o cargo de diretor social não prevê remuneração.
Apesar de não pretender disputar a próxima eleição presidencial do clube, Massis articula o cenário político. Dois aliados próximos atuam como consultores: Marcelo Pupo, ex-presidente do Conselho Deliberativo, e Leonardo Serafim, ex-diretor jurídico. Ambos surgem como possíveis nomes no tabuleiro eleitoral.
Ao mesmo tempo, membros da oposição também passaram a colaborar com a atual gestão. Daurio Speranzini e Flavio Marques trabalham como assessores financeiros, enquanto Caio Forjaz atua como consultor jurídico. O grupo conduz uma revisão detalhada de contratos, reforçada pela contratação de uma consultoria independente para análise de acordos em vigor.
No campo institucional, Massis mudou a postura do clube diante das investigações policiais. Crítico da condução anterior, ele retomou o diálogo com a força-tarefa formada por Polícia Civil e Ministério Público. O presidente interino sustenta que o São Paulo é vítima nos inquéritos em andamento.
Além disso, defende a expulsão de Douglas Schwartzmann e Mara Casares, envolvidos no caso do camarote 3A. Ambos serão julgados pela Comissão de Ética no dia 23 de fevereiro.
Enquanto a política interna passava por turbulência, o futebol também sentiu os reflexos. No CT da Barra Funda, após a saída de Carlos Belmonte, Rui Costa tentou segurar o ambiente, mas a instabilidade chegou ao vestiário. O técnico Hernán Crespo chegou a expor publicamente a crise.
A virada começou com a chegada de Rafinha, que fortaleceu o grupo e ajudou a estabilizar o time dentro e fora de campo. O início da gestão Massis teve um empate com o Corinthians e derrotas para Portuguesa e Palmeiras. Depois disso, o cenário mudou.

Chegada de Rafinha mudou ambiente no São Paulo – Foto: Reprodução / Instagram
Desde então, o São Paulo soma seis partidas, com cinco vitórias e um empate. A reação afastou o risco de rebaixamento no Paulistão e garantiu vaga nas quartas de final, contra o Red Bull Bragantino. O discurso também evoluiu. A ideia inicial de um “Brasileirão de 45 pontos” perdeu força diante do crescimento da equipe.
“Fiquei feliz naquela vez (em 2021). Rompemos juntos com um jejum importante. E agora estamos no mata-mata. Temos que brigar. Vamos dar tudo para tentar ser protagonista nesta competição”, disse Crespo após a vitória sobre a Ponte Preta.
O duelo contra o Red Bull Bragantino acontece neste sábado, dia 22, às 18h30, no estádio Cícero de Souza Marques, em Bragança Paulista. Já no Campeonato Brasileiro, o Tricolor ocupa a vice-liderança, com sete pontos, empatado com o Palmeiras, mas atrás no saldo de gols.
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