Central do Timão
·29. Juni 2026
Idealizar da SAFIEL detalha proposta não vinculante e fala sobre impacto das eleições do Corinthians no projeto

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·29. Juni 2026

Durante o final da tarde e início da noite do último sábado (27), os idealizadores da SAFIEL, que tem como proposta a transformação do Corinthians em Sociedade Anônima do Futebol – captação de pelo menos R$ 2,5 bilhões – através da venda de ações aos torcedores, promoveram um evento em que estiveram presentes influenciadores e jornalistas buscando alavancar o abaixo-assinado do projeto.
Durante a entrevista a imprensa, um dos idealizadores, Carlos Teixeira, respondeu perguntas sobre diversas pautas, sendo uma delas a importância da assinatura da proposta não vinculante, próximas metas do número de assinaturas do abaixo-assinado (SAFIEL Já), impacto das eleições do clube sobre o projeto em questão e como andam as buscas por contatos com pessoas de dentro do Parque São Jorge.

Foto: Reprodução/Central do Timão
Confira abaixo as respostas de Carlos Teixeira à imprensa:
Assinatura da proposta não-vinculante
“A proposta não vinculante permite que o projeto seja desenvolvido. Nós, como idealizadores, amadurecemos o projeto ao longo de um ano de debate com a torcida, com o mercado, com advogados. A gente deixou o projeto o mais perfeito do ponto de vista jurídico e do ponto de vista do torcedor. Ele está em um ponto agora que, para que prossiga, o Corinthians precisa estar na mesa, junto. Os contratos precisam ser confeccionados, as diligências precisam ser feitas, os fundos precisam ser estruturados para que as ações possam ser distribuídas para os torcedores, e nada disso é possível ser feito se o Corinthians não estiver na mesa.”
Diferencial da SAFIEL em relação a outros modelos de SAF
“A SAFiel não é uma SAF de um dono, é uma SAF dos corinthianos, é uma SAF que vai pertencer à comunidade corinthiana. Todo corinthiano vai poder ser acionista e nenhum corinthiano vai poder ter controle relevante da SAF de forma que o poder está pulverizado entre todos os corinthianos.”
Meta de assinaturas do SAFIEL JÁ
“Nós vamos fechar a campanha em 30 dias. Ela vai fazer 30 dias no dia 9 de julho. A gente acabou de completar 15 dias de campanha. A partir do momento que nós, como idealizadores, entregarmos as 100 mil assinaturas e entregarmos o cheque mediante às condições que já estão lá na proposta não vinculante, nós entendemos que do nosso lado não há mais absolutamente mais nada a fazer.”
Aporte antecipado depende de garantias e parceiros trabalhando em conjunto no projeto
“Um aporte de capital antecipado no Corinthians depende primeiro de garantias. Quais as garantias que o Corinthians tem para oferecer, em troca de um aporte antecipado? Então, a partir daí, se definem as condições, se definem taxas e, de novo, vai depender, obviamente, de nós estarmos com o Corinthians em uma mesma mesa, desenhando e construindo junto essas questões que estão em aberto ainda.”
“Nós temos bancos muito sólidos que estão trabalhando conosco no projeto, mas que só querem entrar a partir do momento que o Corinthians estiver na mesa também. Muitas pessoas, torcedores que querem investir, não querem necessariamente abrir o nome. As pessoas têm as vidas privadas delas. (…) Eu posso dizer claramente que eu e o Eduardo, por exemplo, o Maurício, boa parte dos idealizadores, faremos parte desse aporte antecipado. Mas muitas outras pessoas que sinalizaram para nós não querem o nome delas revelado até que isso seja oficializado.”
Recado à torcida
“Chegou o momento de todos se levantarem e colocarem a sua voz sobre o futuro do Corinthians. Ninguém mais pode se omitir nesse momento. Se omitir significa votar ou se posicionar a favor disso que está aí. (…) O maior risco é não fazer nada. Hoje o Corinthians tem um patrimônio líquido negativo, se nós vendermos tudo que a gente tem de propriedade, a gente ainda fica devendo 700 milhões. A SAFiel vai sanear o clube financeiramente, o clube não vai ter perda patrimonial com a SAF. A SAFiel vai assumir as dívidas, vai profissionalizar o futebol, vai separar a política associativa da gestão do futebol, vai pagar royalties para o clube associativo.”
Proposta da SAFIEL sendo usada como objeto de campanha político nas eleições do fim do ano
“É lógico que a eleição em si cria mais instabilidade política, os grupos se dividem mais, as pessoas que estão lá mudam de posição, se reorganizam politicamente de outra forma. O fato é que, a cada mês que passa, o custo da nossa dívida aumenta ou nos custa aproximadamente 50 milhões de reais, perto disso. Então, daqui até a eleição, nós temos julho, agosto, setembro, outubro, novembro, nós estamos falando de um custo de 250 milhões por esperar cinco meses. A gente tem dito que a SAFiel é um projeto para o Corinthians, não é para nenhum grupo político. É por isso que a gente faz questão de dizer que nós não vamos apoiar nenhum grupo, porque esse é um projeto para o Corinthians, não é um projeto para nenhum grupo político.”
“Eu acho que, independente da eleição ou não, o Corinthians já tem um ultimato em cima da mesa, ele tem um ultimato financeiro, ele tem um ultimato político, ele tem um ultimato institucional, ele tem o Ministério Público, ele tem o Fair Play Financeiro, ele precisa vender boa parte do time para pagar salários ainda esse ano, ele tem um calendário esportivo do segundo semestre, ele tem um turno inteiro de para jogar com um time teoricamente mais fraco. Então, na nossa opinião, há um ultimato posto já na mesa do presidente (Osmar) Stabile para resolver. Não daria tempo de adiar todas essas questões.”
“É um momento de união. Quem sabe o encerramento dessa campanha e a constatação desse ultimato financeiro, esportivo, institucional, político, não sejam uma junção de elementos que mobilizem o clube para dar prosseguimento na proposta, haja vista o fato de que não há outra alternativa na mesa. Chega uma hora que você não tem mais jogador para vender, chega uma hora que você não tem mais receita para antecipar, você não consegue mais pegar no banco e o Corinthians está muito próximo dessa situação, se já não estiver nela.”
“Se a gente for colocar a SAFiel dentro do debate eleitoral do Corinthians, e eu acho que isso é inevitável, vai acontecer. Todos os candidatos serão perguntados a respeito da SAFiel, a posição deles, etc. Essa realidade já está posta, a SAFiel é parte do debate eleitoral. Eu acho que um dos grandes serviços que a Safiel já está prestando para o Corinthians, independente de a gente estar com a proposta assinada ou não, é que já há um projeto posto. Então, se alguém disser: ‘Olha, eu não quero ir pelo caminho desse projeto’, obrigatoriamente essa pessoa vai ter que apresentar alguma coisa tão boa ou melhor do que aquilo. Para mim, isso já é um serviço espetacular que a SAFiel traz para todos os corinthianos e para todos os sócios.”
SAFIEL abriu debates para alternativas de gestão ao Corinthians
“A gente colocou uma espécie de um elemento novo que não existia no tabuleiro político e que não pode simplesmente ser descartado sem que algo melhor seja colocado como uma alternativa. Porque o torcedor não compra mais essa história de que ‘mais três gestões’, de que ‘daqui a cinco anos’. Eu acho que, se alguém quiser apresentar um discurso desse e não trouxer uma planilha, uma projeção, um projeto fundamentado, ele não vai ter sucesso e, na base da retórica, simplesmente ali falando, ter credibilidade vis-à-vis, com um projeto que demonstra como vai ser feito.”
Buscas frequentes por conversas no Parque São Jorge
“Vamos ver como a política lá dentro se desdobra. Vamos ver se o presidente Osmar, que disse para o Kascão que, por ele, assinaria, mas que quer buscar o apoio do Cori e do Conselho. Vamos também ajudar o presidente a conseguir esse apoio, acho que isso é uma coisa que a gente pode fazer, a gente já está fazendo. Na nossa opinião, os diálogos são muito bons. Fizemos uma reunião com o Cori, o presidente, o Dr. Miguel Marques, estava nessa reunião, outros membros do Cori também. Com o Conselho, a gente já falava com o (Romeu) Tuma antes, passamos a falar com o Pantaleão, conversas muito boas. Com o Stabile, também as conversas são muito boas.”
“Acho que faltam mil assinaturas para a gente chegar em 70 mil, dessas duas mil assinaturas já são de sócios. Grupos organizados de sócios do Parque São Jorge já nos procuram. Estamos vendo sim o interesse dos associados, os mais organizados agora, em sentar com a gente, em tirar as últimas dúvidas, e está crescendo. Eu não tenho dúvida nenhuma de que o trabalho de formiguinha está gerando muitos resultados junto aos sócios também. Esse debate dentro do clube já está iniciado, mas a partir de grupos de sócios que nos procuram. O debate institucional está a caminho. Nós recebemos, vamos dizer assim, promessas de apresentar o projeto no Conselho Deliberativo, assim como recebemos a promessa de apresentar no Cori, e apresentamos. Então, de novo, é o trabalho de formiguinha. Ele está evoluindo sim.”
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